sábado, 21 de novembro de 2009

Jordânia / Síria, Outubro 09 - Apamea

No caminho para Apamea, passámos por Hama, conhecida pelas suas enormes e antiquíssimas noras, sobre o rio Orontes.
Tragicamente, desde 1982 tem outro motivo de celebridade - o massacre aí perpetrado pelas autoridades sírias, a pretexto de reprimirem os fundamentalistas da Irmandade Muçulmana...


Apamea (assim se escreve no ocidente) é outro caso de má transliteração (lê-se Afâmia...)


Segundo o nosso guia, Apamea teria sido construída para uma noiva persa de Alexandre, o Grande... Todas as fontes por mim consultadas, contudo, referem que a cidade foi fundada por Seleuco I. É certo que este foi um oficial de Alexandre... Fique-se com a versão que se preferir!

O mais grandioso do que resta de Apamea (melhor, do que já foi recuperado), é o seu cardus maximus, uma lindíssima colunata, longa de 2 km:






Para evitar a monotonia, as zonas em que as caneluras das colunas eram verticais, alternavam com outras, que as apresentavam em diagonal (colunas torsas). Lindas!


Mísula que, também alternadamente, servia de suporte a iluminação, ou a estátuas


Forte otomano, no topo da povoação vizinha das ruínas



Este puto era um castiço. Já treinadíssimo na técnica de apurar o ouvido para detectar a nacionalidade dos turistas e meter a respectiva cassette, exercia-a com a variante original de entoar nomes próprios. Que, no nosso caso, soava assim: "Sênhora Maria, Joana, Paula, Ana! Cartolina, um iuro, um iuro!" :)

1 comentário:

Миша disse...

E pronto, fiquei a saber a origem dos "pontos cardeais". (-: