No geral, as pessoas são muitíssimo simpáticas, já o sabíamos. (A excepção foi Santa Catarina, a terra de fim do mundo onde acaba a estrada. Até os locais que estavam connosco disseram "essa gente não vai mudar nunca". Mas, oh amigos, o isolamento nunca fez bem a ninguém...)
Vamos pela rua e, ou eles cumprimentam com um sorriso rasgado, ou, da mesma maneira, nos respondem.
E, depois, os casos particulares:
O António, adolescente a servir no restaurante da roça S. João. Na véspera, o patrão tinha estado a gozar com ele, à nossa frente, por causa da namorada arranjada via Facebook. Quando, à despedida, no dia seguinte, lhe desejámos boa sorte para os amores, sorriu de orelha a orelha e exclamou, espantado: "As senhoras recordaram de mim!"
Tia, posso ajudar? (Um improvisado ajudante de restaurante, antes de tirar o prato, depois de comermos)
O John, amigo do Adilson (guia de S. Tomé), que nos levou a ver a cascata Vale do Rio, tão orgulhoso do seu país, tão pensamento positivo. Nas tintas, que os da cidade o menosprezem por ele viver na roça. Nas tintas para os preconceitos, porque uns são mais inteligentes que outros.
O sr. Jerónimo Dias, actual dono da roça Monte Forte, ex-deputado da nação, que nos recebeu dizendo que as casas são de quem entra nelas. Descalço, com a dignidade de um senhor.
O funcionário do aeroporto do Príncipe, a enésima pessoa a quem a Marylight perguntou o nome daquela flor, que nos perseguia, anónima, desde S. João dos Angolares. Não só sabia que se chamava flor-cebola, como foi a casa buscar um machete, para lhe cortar uma poda!
Sem falar no Yano, o nosso guia no Príncipe. Tinha-se despedido de nós na quinta à tarde, e apareceu de surpresa, hoje, sexta, no aeroporto, chiando nas curvas, do alto da sua moto, para nos oferecer dois ananases "do meu quintal"...
Só me faltou chorar
Só me faltou chorar