segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Maurícia, Outubro / Novembro 2018 - o Índico


A primeira vez que o Índico me piscou o o olho, foi em Mombaça. (Em rigor, foi dez anos antes, na ile aux Mouches, no Djibouti. Mas nessa viagem eu não estava bem da tola, não conta.) Aquela cor única fascinou-ne, mexeu comigo, entrou cá dentro.


O Indico (e os seus contextos históricos e civilizacionais, bem entendido) foi o pretexto desta viagem e acompanhou-nos em todas as etapas.

E frente a ele que nos despedimos, antes de embarcar, de regresso desta viagem incrível. Até à vista (?!), feiticeiro encantatório!


domingo, 4 de novembro de 2018

Reunião, Outubro 2018 - l'esprit du pëi



Os habitantes da Reunião (reunionenses?!) não se importam nada de pertencer a França. Mas têm muito orgulho na sua especificidade, nas suas raízes multiculturais, no seu ser crioulo.

É o que eles chamam l'esprit du pëi. (E nos levámos algum tempo a perceber que pëi = pays, porque o criolo repousa sobre a maneira como se lêem as palavras).


A Maryse, por exemplo, anfitriã do "Les Hortensias", cozinhava para nós pratos crioulos, explicando-nos o porquê dos diversos ingredientes, contando como tinha feito o seu rhum arrangé, sempre com enorme entusiasmo.

Aproveitaram a contribuição musical europeia para incorporar no sega, a malgache para a integrar no maloya, como tão bem está explicado no Museu das Músicas e Instrumentos do Oceano Índico.

Dançando o sega em Cilaos

Hindus, cristãos e muçulmanos vivem o dia a dia, numa convivência aparentemente pacífica.

Gostei da Reunião.
Bandeira da Reunião