Foi uma viagem intensa, para dizer o mínimo. Três países em três semanas, só mesmo as Mountain Goats!
Mas as expectativas foram correspondidas: geografias, culturas, histórias, tudo tão diferente da nossa Europa do Sul, e que nunca nos foi contado.
Para não falar das religiões, praticadas no mais diverso ecumenismo, e sempre assistidas pelo respectivo edificado - igrejas católicas, catedrais ortodoxas, capelas do rito grego ucraniano, sinagogas...
(No princípio do século XX e desde há séculos, os países bálticos tinham uma grande percentagem de população judia. As lembranças são ainda bem visíveis. As boas e as más.)
As línguas, impenetráveis. Falámos com um senhor português, dono dum restaurante em Tallinn - está lá há dezassete anos, já consegue ler, mas nem pensar em manter uma conversação.
Sendo que o ritmo da excurssom, não ajudava - ainda mal tínhamos aprendido umas palavrinhas soltas em lituano, por exemplo, que rua se diz gatve, e já tínhamos entrado na Letónia, onde se diz iela... E por aí fora.
Quase de partida para outra aventura, sem tempo para mais, deixo aqui algumas notas de reportagem, com um especial sobre arte urbana.
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A grande duna de Parnidis, em Neringa. As fotos, na internet, mostram só areia. Não é verdade. Aliás a arborização tentada nos últimos anos, tem precisamente como objectivo tratar o avanço das areias, que já chegaram a engolir povoações. [Sim, o que vêem no canto inferior esquerdo é uma sessão de fotos, na areia. Pobres noivos!]
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Tal como solicitado, deixámos um pequeno donativo no Museu do Holocausto de Riga, que não cobra bilhetes. Com um lembrete dentro.
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Por estas paragens há muitas espécies botânicas produtoras de bagas comestíveis. Aqui, à venda (ao frasco!) no Mercado central de Riga
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A solidariedade com a Ucrânia é uma constante, nos três países. Talvez na Letónia seja onde é mais visível. Em todos os sítios onde havia uma bandeira nacional hasteada, estava igualmente uma ucraniana. As entradas nos museus tinham preço reduzido para ucranianos. Etc.
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O chinfrim à porta da embaixada russa, em Tallinn
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Escala optométrica sui generis, no nosso B&B, em Panga
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Maníacas da street art, tínhamos lido que Tartu era rica na matéria. Porém, não conseguimos esticar-nos mais e chegámos ao fim do dia que era dedicado à cidade sem ter visto nada. Desolada, ao serão, cozinhei um roteiro, que no outro dia de manhã, antes de partirmos para Saaremaa, executámos nos seguintes moldes: GPS, chega ao local, sai do carro, fotografa, entra no carro. Da capo. As malucas das septuagenárias!!!
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| Vilnius |
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| Kaunas |
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Riga ["Um relógio que conta os séculos"]
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| Riga |
Tartu: ↓