terça-feira, 17 de março de 2020

Andaluzia, Fevereiro 2020 - pueblos blancos


 *** RONDA ***

Puente Viejo (século XVI), provávelmente construída sobre restos de outra ponte mais antiga

↑ Puente Nuevo, construído na segunda metade do século XVIII.
Segundo uma amiga espanhola, é também conhecida como varanda del coño, porque as pessoas, ao assomarem-se - o vão é de 120 metros - , exclamam: "Coño!" :-)    ↓


Outras vistas da imensidade descomunal da paisagem de Ronda:




Mirador do Paseo de Blas Infante

A chamada Casa del Rey Moro é um anacronismo, pois foi construída no século XVIII. Mas no seu interior conserva ainda uma espantosa cisterna que data efectivamente da ocupação árabe de Ronda:



Da (profundíssima!) cisterna (foi aqui que o jovem da bilheteira, quando eu lhe pedi um bilhete sénior, me disse, com ar receoso: "Olhe que são muitas escadas!"), têm-se perspectivas quase ao nível do rio Guadalavin e dos poderosos rochedos que o cercam:



E depois há as ruas, as praças, os recantos... Lindíssima Ronda!






 *** SEBENIL DE LAS BODEGAS ***

Este pueblo foi para mim uma desilusão, relativamente às expectativas que me tinham criado: não achei que a particularidade de as casas serem construídas nas / sob as rochas chegasse para lhe dar uma forte personalidade própria



Valeu-me, para, apesar de tudo, guardar um boa recordação, a "Damita de Sebenil":

Damita de Setenil, datada de 3000 anos a. C.


 *** ZAHARA DE LA SIERRA***

Já Zahara de la Sierra, apesar do crepúsculo (ou talvez por isso mesmo), encantou-me e ficou guardada num lugarzinho especial

 



 *** ARCOS DE LA FRONTERA***

Basílica de Santa Maria Menor  de la Asunción. Assim a vi a primeira vez, quando cheguei, à noite.

Eu, que tanto gosto do gótico (a igreja foi construída,sobre restos de uma mesquita árabe, durante os séculos XV e XVI, e a sua fachada plateresca é lindísssima), fiquei (também) fascinada pela sua torre, que já data do século XVII-XVIII


No Palácio do Mayorazgo encontrei esta estupenda escultura, infelizmente não identificada


E, claro, passeei muito pelas ruas



Em suma, um banho de Andaluzia!


Andaluzia, Fevereiro 2020 - Málaga



A alcazaba, o palácio dos reis árabes de Málaga, enlouqueceu-me - pátios, portas, tectos, janelas, capitéis, tudo!
Nem lhe vou pôr uma data, porque a sua construção se prolongou durante séculos, entre o período taifa (século XI) e o período nazarí (séculos XIII e XIV).

Pátio de los Naranjos



Pátio de la Alberca









↑ O malvado castelo de Gibralfaro, que me deixou esbaforida para trepar ao seus 1106 metros ↓


A catedral de Málaga...


... que também tem as suas "capelas imperfeitas" (acabou-se o dinheiro...)

Mais fotos da catedral:





Mas o melhor da festa foi a subida aos terraços da catedral:





Museu Pompidou de Málaga

Praia da Malagurta



Andaluzia, Fevereiro 2020 - Antequera



No princípio era a exposição. Fartei-me de aprender coisas que, infelizmente, por decrepitude, rapidamente esquecerei. Mas enquanto dura, vida doçura!

Foi um excelente pretexto para eu tratar duns atrasados andaluzes que tinha pendentes, já há algum tempo.

Comecei por Antequera, que, há anos, no regresso do Caminito del Rey, me tinha piscado o olho lá de longe, revereberando os seu muros brancos ao sol de ainda quase verão.

Antequera, vista do Mirador de las Almenillas
Iglesia Colegial de San Sebastian (sec. XVI). No alto do campanário, el Angelote, catavento que é um símbolo da cidade


↑ Colegiada de Santa Maria (sec. XVI) ↓ 


La Tarasca
O "efebo de Antequera" é a peça mais importante do Museu. Mas a mim também me caíram no goto, e de que maneira, estas máscaras Romanas (atenção à da esquerda, onde se vê, "escondida", a cara do actor):

Uma visita a Antequera não fica completa se não se aprender a lenda da "Peña de los Enamorados"

Mais antigos que tudo isto (qualquer coisa entre há 6000 e 4000 anos atrás) são os dólmenes de Antequera, classificados pela Unesco em 2016 como Património da Humanidade

 Dólmen de Menga
Tholos de El Romeral, que, talvez por sugestão do que lera, me fez viajar a Micenas e ao tesouro de Atreu, há quase quarenta anos atrás

Outro tesouro, não de Atreu, mas de Antequera (arredores) é o Torcal, mais um que tinha ficado debaixo de olho desde o regresso do Caminito del Rey, em 2017.
Ao contrário do inicialmente planeado, fui fazê-lo com um tour guiado, o que foi uma óptima decisão, já que, por praga não sei de quem, lá em cima (1100 / 1200 m) estava nevoeiro - é la montera, fenómeno característico dos últimos meses de Outono / Inverno.