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terça-feira, 31 de dezembro de 2024

Países bálticos - setembro 2024

 Foi uma viagem intensa, para dizer o mínimo. Três países em três semanas, só mesmo as Mountain Goats!

Mas as expectativas foram correspondidas: geografias, culturas, histórias, tudo tão diferente da nossa Europa do Sul, e que nunca nos foi contado.

Para não falar das religiões, praticadas no mais diverso ecumenismo, e sempre assistidas pelo respectivo edificado - igrejas católicas, catedrais ortodoxas, capelas do rito grego ucraniano, sinagogas...
(No princípio do século XX e desde há séculos, os países bálticos tinham uma grande percentagem de população judia. As lembranças são ainda bem visíveis. As boas e as más.)

As línguas, impenetráveis. Falámos com um senhor português, dono dum restaurante em Tallinn - está lá há dezassete anos, já consegue ler, mas nem pensar em manter uma conversação.

Sendo que o ritmo da excurssom, não ajudava - ainda mal tínhamos aprendido umas palavrinhas soltas em lituano, por exemplo, que rua se diz gatve, e já tínhamos entrado na Letónia, onde se diz iela... E por aí fora.


Quase de partida para outra aventura, sem tempo para mais, deixo aqui algumas notas de reportagem, com um especial sobre arte urbana.

A grande duna de Parnidis, em Neringa. As fotos, na internet, mostram só areia. Não é verdade. Aliás a arborização tentada nos últimos anos, tem precisamente como objectivo tratar o avanço das areias, que já chegaram a engolir povoações. [Sim, o que vêem no canto inferior esquerdo é uma sessão de fotos, na areia. Pobres noivos!]
 
 

Tal como solicitado, deixámos um pequeno donativo no Museu do Holocausto de Riga, que não cobra bilhetes. Com um lembrete dentro.

Por estas paragens há muitas espécies botânicas produtoras de bagas comestíveis. Aqui, à venda (ao frasco!) no Mercado central de Riga

A solidariedade com a Ucrânia é uma constante, nos três países. Talvez na Letónia seja onde é mais visível. Em todos os sítios onde havia uma bandeira nacional hasteada, estava igualmente uma ucraniana. As entradas nos museus tinham preço reduzido para ucranianos. Etc.

O chinfrim à porta da embaixada russa, em Tallinn

Escala optométrica sui generis, no nosso B&B, em Panga

Maníacas da street art, tínhamos lido que Tartu era rica na matéria. Porém, não conseguimos esticar-nos mais e chegámos ao fim do dia que era dedicado à cidade sem ter visto nada. Desolada, ao serão, cozinhei um roteiro, que no outro dia de manhã, antes de partirmos para Saaremaa, executámos nos seguintes moldes: GPS, chega ao local, sai do carro, fotografa, entra no carro. Da capo. As malucas das septuagenárias!!!

Vilnius

Kaunas

 
Riga ["Um relógio que conta os séculos"]

Riga

Tartu: