sábado, 15 de setembro de 2018

Zanzibar, Setembro 2018 - a ilha que os portugueses dominaram durante 200 anos...


(... até serem corridos pelos sultões de Muscat / Oman)

Quando o itinerário começou a ser desenhado, ainda contávamos com uma sócia, que dispunha de menos tempo que nós. A visita ao arquipélago foi assim espremida e reduzida à ilha de Zanzibar, aliás Unguja, em swahili.
A minha cliente Marylight, ao saber de tal, recalcitrou: o quê, não vamos a Pemba?!!!!
Corri a incluir a ilha maravilha, que há de ser a Moheli-paraìso deste arquipélago, no percurso. E tudo o que tinha sido incluído no programa de Unguja – ilhéus, praias, spice tour… - passou para o de Pemba, que é a ilha mais pobrezinha. E aqui para a ilha principal, deixámos apenas a excursão à floresta de Jozani, que foi uma excelente escolha.
As diferenças daqui para a nossa etapa anterior são muitas e grandes. A Tanzânia não será exactamente um país rico, mas é, mesmo assim, a sétima economia africana. E Zanzibar, região autónoma, vai a compasso.
Têm o turismo muito mais desenvolvido. E muitos mais turistas, uma coisa puxa a outra. (As Comores têm uns meros três mil turistas / ano!...). O que faz com que, treinados e habituados, persigam os estrangeiros, propondo-lhes mil e uma hipóteses de serviços de guia. Ontem, durante as nossas passeatas por Stone Town, tivémos que enxotar *dezenas* deles, que seca!
Aqui, sinto a falta da elegância, da graciosidade, da criatividade das mulheres comorianas para arranjar os seus panos e cobrir a cabeça. As de Zanzibar são muito mais rígidas, e há muitas baratas (a minha designação racista e intolerante para aquelas que só têm os olhos de fora).
Quanto ao comum dos passantes, aqui interagem muito menos, enquanto que nas Comores nos davam sempre o seu (habitualmente sorridente) bonjour.
Gentes diferentes, paises diferentes, culturas diferentes.
Amanhã madrugamos, para rumarmos a Pemba, onde ficaremos cinco dias.