Mas que noute que eu passei! As sequelas do rípio, em franca convivëncia com a carraspana de origem alérgica que a outra já me passou, nao foram fáceis de gerir. Sendo que o facto de termos dormido a 2200 m também poderá ter tido alguma influência.
Fosse como fosse, nao tive outro remédio senao fazer das tripas coraçao e agarrar-me ao volante, para lançar-me à estrada, digo, ao (maldito) ripio. Quanto ao meu urso, mais nao fazia do que gemer, suispirar, e dizer que nao lhe apetecia mexer-se.
Mais uma vez nos valeram as lindíssimas montanhas (cumbres Calchaquíes, onde hoje chegámos a subir a 3382 m), a cada volta do caminho apresentando um aspecto diferente.
Trituradas de cansaço, chegámos a Salta (= la linda, em lingua aymará), e ao Carpe Diem (!), hotel boutique (!!!), onde uma anfitria espectacular nos fez um chazinho, nos ofereceu pan dulce, e nos reservou para amanha um guia, com carro, para hacermos un recorrido "paralelo" ao tren de las nubes. (Que já voltou a funcionar. Mas, como o motivo por que esteve suspenso, há um mês atrás, foram os travoes, nao nos apeteceu arriscar...)
Viajar, uma das três melhores coisas que há na vida! As outras duas? Não digo! Para além de que poderia escandalizar as gentes, um pouco de suspense cria sempre mais interesse...
domingo, 21 de setembro de 2008
Argentina, Setembro 08 - mi amiga la Quarienta
Quando há quatro anos fiz uns milhares de quilómetros na RN 40, a caminho da Patagónia (Paqagónia, diria o Vasco! :-) , estava longe de imaginar que a reencontraria aqui em cima.No imaginário das viagens, a Ruta 40 está para a Argentina como a 66 para os EEUU. E, em boa verdade, devia chamar-se ripio 40, ou pista 40, porque disso se trata.
Só que, em 2004, eu ia num 4x4, guiado por maos experientes. E hoje, que o percurso era todo na RN 40, ia eu a conduzir um Corsa.
Só lhes digo que se confirmou plenamente o prognóstico do dono do hotel de Cafayate - 5h para fazer 135 km... ... ...
Valeu-nos a paisagem, de montanhas assombrosas. Ao fim da tarde, visitámos uma criaçao de vicuñas.
E depois recolhemo-nos a La Paya, uma "casa de campo" (como se anuncia) que data de 1878, para crecompor-nos.
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