O modo acelerado em que foi vivida a minha anterior passagem pela Sicília (e no entanto foram três semanas!), não me permitiu identificar certas manifestações locais - artísticas, gastronómicas, etc - que, por isso mesmo, agora apreciei ainda mais.
Uma delas foram as "teste di moro" (cabeças de mouro), produção cerâmica baseada numa antiga lenda, de que há várias versões. (Em poucas palavras - uma jovem palermitana, apaixonada por um árabe, descobriu que ele a atraiçoava. Não fez a coisa por menos - quando o apanhou a dormir, cortou-lhe a cabeça, da qual fez um vaso para plantas [blaaargh!])
Umas de soberbo bom gosto, outras nem tanto (conforme as regiões), grandes, pequenas, adaptadas às circunstâncias actuais, nas varandas, nas montras, estão presentes em toda a ilha.