Desde cedo tinha decidido - eu, que parti com tão boas
intenções (teóricas) de me portar bem, numa viagem de pato donald - que não ia
cumprir o programa do primeiro dia.
Não ia entrevar-me logo de início, para rever, a correr, num dia, (menos d)o
que vi há três anos, com calma, em três dias.
Desertar logo no primeiro dia poderia originar anticorpos, mas paciência.
Quase na véspera, lembrei-me de um programa alternativo - Xochimilco, que em
2023 não tínhamos visitado, por muito afastado do centro.
Comecei à procura de informação.
Já sabia tudo para lá chegar - linhas de metro (estava excitadíssima, ia
ser uma estreia!), estações, comboio...
Estava eu nisto, quando tropecei num tour que, além de Xochimilco, fazia
os murais da UNAM..
A tentação era grande demais, ainda no aeroporto de Lisboa reservei o tour. A
"autorização" do Gonçalo viria depois.
Mesmo assim, ainda me fica a faltar Anahuacalli, a colecção de objectos
precolombianos de Diogo Rivera, que há 3 anos estava fechada. Será que
ainda tenho que vir uma terceira vez a CDMX?!
As peripécias para conseguir chegar ao tour, ficam para as reportagens ao
vivo...
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| Châsus, queria eu ter ido by myself... O_o |
Não sei quais serão em maior número - se as trajineras que transportam turistas, se as que tentam vender-lhes produtos e serviços: mantas, coroas de flores, (muita) comida, música e... sim, até bonsais! Manobram, abordam e afastam-se das trajineras "principais" com uma perícia inacreditável! O tour em que eu ia, encheu duas trajineras, que os barqueiros ataram uma à outra. A páginas tantas, subiu a bordo da minha, a "agente" de um grupo de mariachis, que nos perguntou se, à semelhança do barco da frente, nós queríamos comprar um pacote de dez músicas por 1500 pesos. Dava 100 pesos (cerca de 5 euros) a cada bico, mas ninguém se mexeu... De castigo da forretice, tivémos que vê-los, ouvi-los e filmá-los / fotografá-los de costas para nós! 😁😁😁 |
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| É precisa muita perícia!... |
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Mesmo com guia, o que foi o meu caso, não será necessário menos de um dia para apreender toda a simbologia dos murais de Juan O. Gorman que decoram as paredes da Biblioteca da UNAM. Pretextando que as pessoas tinham frio, o meu guia abreviou (bastante) a coisa...A tradição muralista mexicana assume aqui o requinte de todas as cores serem produzidas por fragmentos de rochas naturais. Com iluminação nocturna, o edifício é, se possível, ainda mais extraordinário
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Dança ritual em Coyoacán




