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sexta-feira, 20 de maio de 2016

12o - adeus, Príncipe!


Despedimo-nos em grande, com um divino banho na praia de Santa Rita (só pra nós), uma das duas do Bom-Bom Resort, onde Marylight teria gostado de ficar alojada, se não estivesse atrelada à forreta...
Também com uns últimos olhares, já nostálgicos, aos faustos desta natureza que, aqui, é ainda mais avassaladora que na ilha de S. Tomé.
Em todo o caso, vamos sair sem saber qual dos príncipes deu o nome à ilha: algumas fontes, dizem que o futuro D. João III; outras, que o futuro D. João V, a quem teria sido atribuída a dízima da ilha (é rico, o bicho!)   ?????

O nosso guia no Príncipe

26 anos. O outro era um profissional, este está a começar.
Tem um sorriso tão lindo que dá vontade de fazer festinhas e as gargalhadas dele fazem bem à alma.
De origem caboverdeana, está mais habituado a falar crioulo, ou, com os turistas, em francês. Às vezes faltam-lhe as palavras em português e troca muitas vezes o género das palavras.
Fez-nos muito boa companhia, nestes dois dias.

11o dia - mais roças, mais praias


Este resumo é muuuito feio, mas hoje esteve muito calor, estou espapaçada, e a wifi continua a brincar às escondidas.
De qualquer modo, a sensação do dia foi a experiência radical de jantar no Quiosque da Bela, onde o concon (peixe) picante (heeelp!) se comia à mão. Fiz dois flashbacks. Os cotovelos a pegar na toalha, levaram-me de volta à Taverna da Dolores, em Santiago de Cuba (remember, sócia?!). Quanto à limpeza prévia da dita toalha, transportou-me à tasca da rua do Machadinho, quando, em pleno surto de cólera do verão de 74, o sr. António tirava um trapo da algibeira, para expulsar os restos dos clientes anteriores.
Vi Marylight à beira da comoção cerebral...

quarta-feira, 18 de maio de 2016

10.o dia - Príncipe: D. João III ou D. João V?!

O Príncipe fez-se difícil, mas conquistou-nos desde que o avião começou a baixar.
À noite é um silêncio divino na "capital mais pequena do mundo", Santo António.
O nosso (novo) guia estava sem carro, mas subcontratou o sr. Paulino.
Começámos por visitar a Roça Belo Monte, recentemente salva da ruína por um holandês, que a transformou em resort de luxo. Marylight babou-se de inveja e, mentalmente, terá rogado pragas à mana forreta que a levou para a palhota...
Do miradouro da roça via-se a praia Banana, supostamente a mais famosa da ilha. Mas onde tomámos mais um(ns) banho(s) daquele(s), foi na praia Boi.
Na praia Macaco não havia macacos (até agora só vimos a agitação das árvores por onde andam), mas tivémos ocasião de observar um pequeno aldeamento de bungalows que um português construíu, inaugurou... e abandonou! Que desperdício!...
À tarde visitámos a linda roça Sundy, que foi a segunda maior da ilha. (A maior - a Infante D. Henrique - já foi tragada pelo mato). Aqui nesta roça teve um astrónomo inglês a oportunidade, em 1919, de confirmar a teoria da relatividade, aquando do eclipse Sundy (não me perguntem como, leiam o artigo!)
E agora estamos aqui a apanhar fresquinho na varanda da palhota, à espera que alguma das redes wifi a que teoricamente temos acesso, se amerceie de nós e nos dê uma boleia...

terça-feira, 17 de maio de 2016

9o dia - vinhas... e vais!

Era suposto termos levantado voo às 9, para o Príncipe. Dez minutos antes, quando já estamos encafuados no teco-teco, somos mandados desembarcar: há mau tempo a aproximar-se do Príncipe, o voo é adiado uma hora.
Mais de uma hora depois, reembarcamos e, desta vez, a coisa dá-se.
Tento ocupar a viagem com leituras, para não pensar na fragilidade do pássaro. Mas estou (muito) moída: o dia de ontem e as suas aventuras derreou-nos um bocado o esqueleto, esta noite dormi menos de cinco horas, e, para culminar, o tão desejado sumo de sape-sape que finalmente bebi ao pequeno-almoço, deixou-me mal disposta... O que me apeteceria mesmo seria chegar lá e esticar-me ao comprido. Mas o Adilson já contactou o colega dele no Príncipe, que estará à nossa espera, na nossa palhota.
Estou eu nisto quando o sr. Comandante Castro abre a cortina e nos informa que estamos a voltar para trás, já que, em definitivo, não há condições de aterragem no Príncipe... Às 15h, haverá nova tentativa. Lá se foi um dia de férias pró galheiro!...
(À terceira tentativa - 15h - conseguimos levantar e aterrar!)