Já aqui foram falados os raramuri, a quem os espanhóis chamaram tarahumara. Raramuri, na língua deste povo, quer dizer "os de pés ligeiros". Os raramuri são efectivamente excelentes corredores, na maior parte das vezes, descalços. Segundo a crença raramuri, correr e dançar são um mandato divino, essenciais para a estabilidade do mundo.
Esta cultura / actividade já deram origem a um livro e a um filme, ambos com o título "Born to run".
Desde 2003 realiza-se nesta zona a Ultra Maratona Caballo Blanco, em que os prémios consistem em vales de milho, farinha, feijão e outros produtos alimentares.
Actualmente, haverá cerca de 100 000 pessoas desta etnia. Alguns, ainda vivem em grutas.
Quase no fim da nossa viagem, tivémos a oportunidade de visitar uma comunidade raramuri. Nestas ocasiões eu sou sempre tomada de um grande constrangimento, achando que a outra parte pode sentir-se um tanto "macaquinho na jaula".
No entanto, neste caso, se assim é, eles aproveitam-se da curiosidade dos turistas: paga-se para entrar. Já me tinha acontecido, que me lembre, pelo menos no Quénia, para visitar uma aldeia maasai.
É uma atitude realista, da parte deles, mas parece que me constrange ainda mais.
Começámos por visitar a Misión de Santo Ignacio de Arareko, onde se pratica uma religião de sincretismo entre cristianismo e crenças locais.
Chegámos na hora da missa, pelo que não se podia entrar na igreja.
Eu remeti-me logo ao fundo do adro, mais uma vez e ainda com mixed feelings, dividida entre a tentação de registar imagens e não querer devassar a intimidade das pessoas.
Nesta zona, ainda e sempre, há curiosíssimas formações geológicas. Algumas têm até nomes próprios.
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| Vale dos Sapos |
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| Vale dos Cogumelos |
Acabámos em alegre e intenso convívio com @s vendedor@s de artesanato raramuri, gastando os pesos que nos restavam.







