Zanzibar. Nome de arquipélago. Nome de ilha (erradamente utilizado, já que o verdadeiro nome da ilha, em swahili, é Unguja). Nome de cidade-capital. Nome cuja sonoridade basta, para despertar no nosso imaginário histórias de escravos e sultões.
As mesmas histórias que ainda ecoam pelas ruas de Stone Town, o núcleo histórico de Zanzibar City. O nome deriva do facto de na construção dos seus edifícios terem sido utilizados pedra calcária e coral. A origem da sua beleza é também a causa da sua degradação, já que estes materiais convivem muito mal com a extrema humidade e enorme pluviosidade da ilha. O programa de reabilitação posto em marcha nos anos 90, avança lentamente.
Stone Town foi a minha paixão na I
LHA DE UNGUJA
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| Old Fort, construído pelos årabes (Omanis) no fim do século XVII, quando expulsaram os portugueses, sobre antigas construções destes, uma igreja, nomeadamente |
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| Beit El Ajaib, ou House of Wonders |
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| Mandado construir em 1883 pelo sultão Barghash como palácio cerimonial, ficou assim conhecido por ter sido o primeiro edifício onde foram instalados luz elēctrica e elevador |
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| Palace Museum, instalado no ultimo dos palacios dos sultões a ser construído, e onde os mesmos habitaram até 1964, data em que a maioria africana tomou o poder, proclamando a independência |
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| Neste palácio / museu conhecemos a história da princesa Salme, filha de um sultão, que no século XIX se tornou conhecida por, numa época em que as mulheres não aprendiam a ler nem escrever, ter escrito "Memórias duma princesa árabe", em que descrevia a vida na corte dos sultões |
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| The Old Dispensary, um dos edifícios a quem já tocaram as honras da reabilitação. Mandado construir, no fim do século XIX, por Tharia Topan, um dos mais ricos mercadores de Zanzibar, como hospital de beneficência. É actualmente o Aga Khan Cultural Centre |
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| Minarete da "Mesquita do... Minarete" |
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| Banhos públicos no bairro Hamamni, datando do fim do século XIX. Apenas os abastados tinham dinheiro para pagar a entrada e os frequentar |
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| Faziam-se fortunas, com o comércio de escravos. Foi o caso do mercador (negreiro!) Tippu Tip, cuja faustosa casa ainda se pode admirar |
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| As lindíssimas e incontáveis portas de Stone Town são justamente célebres |
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| Antigo porto de Stone Town |
Na ILHA DE PEMBA, é tudo maravilhoso. Mas, apesar das especiarias, das areias brancas de Misali ou Viumawimbi, da experiência do mercado de Chake Chake, o que perdurarå na minha memória é que foi aí que vi os pores-do-sol mais lindos da minha vida.
(Fiz um bocadinho de batota. Os últimos dois são de Unguja. Mas também mereciam.)
Para rever a matéria :
A ilha que os portugueses governaram durante 200 anos |
In paradisum I |
In paradisum II |I
n paradisum III, era uma vez