Mostrar mensagens com a etiqueta Batepá. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Batepá. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 10 de maio de 2016

1.o dia - de S. Tomé a Bombaim

A primeira visita do dia foi à cidade de Trindade, a segunda maior do país. Muito arrumada e limpinha, contrastando com a capital. Demos uma volta pelo mercado, com o guia. Um pouco alucinante, porque eu não sabia se havia de fotografar, se anotar os nomes das frutas e legumes.
Em Batepá, parámos no memorial aos funestos acontecimentos do tempo do governador Gorgulho.
A Roça Monte Café foi o nosso primeiro encontro com o que resta desta antiga realidade local e com a versão actual da mesma - nas roças vivem actualmente pequenas comunidades que aproveitam os antigos edifícios para habitação. É um contexto de muita pobreza, mas fome não há, já que a natureza é generosa.
Se os maillots de bain estivessem vestidos, teríamos tomado uma rica banhoca na cascata de S. Nicolau. Mas tinham ficado no carro, limitámo-nos a provar a água, que era tão fresquinha.
Almoçámos (divinamente) na Roça Saudade, que se orgulha de ter visto nascer Almada Negreiros. Mais se orgulha um grupo de jovens, que se constituíu em (esforçada) associação e já conseguiu por de pé uma pequena casa-museu.
O dia terminou na Roça Bombaim, onde chegámos por volta das quatro e meia (ou seja, uma hora antes do por do sol), após uma estrada inenarrável.
A exuberância da natureza quase abafa as antigas construções. Jantámos e dormimos na que antes era a casa do proprietário. Embora degradada, permite ver que se tratavam bem.
Só há electricidade das 18h às 21. Motivo que me leva a terminar esta crónica a correr.