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domingo, 17 de maio de 2015

Bolívia, primeiras impressões

Se o meu blog estava parado, perguntava ontem uma leitora destas postas esfarrapadas. Que no. Es que la entrada en cada nuevo país se hace sp por terapia de choc - assim foi no Paraguay, com Encarnacion, assim foi na Bolívia, onde caí de chofre na maior cidade boliviana, a caótica Santa Cruz, com 2,5 milhões de habitantes.

Por isso, à excepção da excursão às missões, me deixei ficar a giboiar no hostel. Vi o centro histórico e teria visto o Museu Guarani, se ontem, sábado, nao estivesse fechado. De qq forma, com as cordas de água que caíram o dia inteiro, não teria ido.
Sucre, embora não seja outro país (e daí?!...), não fugiu à regra da terapia de choque. Depois de em vão ter tocado 3 vezes à porta do Señor de las 3 Caídas (o nome era de mau agoiro, eu devia ter calculado! ;-), vi um aviso dizendo para ir tocar ao nr x da rua y. Rosnando e arrastando o burro, chego à dita rua e qué?!!!!! @_@



Uma ladeirona. Faço das tripas coração e quando me abrem a porta, ouço dizer q o hostel está fechado, porque não há água em Sucre. (Eu tinha  lido a notícia anteontem, no jornal, mas confesso que me tinha esquecido).
... ... pequeno instante de aturdimento, qual aeroporto de Miami.E não há nenhum hotel aberto, em Sucre? (Perante as circunstâncias, a forreta vai até ao Sheraton!). Talvez os da praça principal.
Aí me ponho eu, desta vez, a travar o burro, antes que ele me atropele, rua abaixo. Estranhamente (deve ser falta de oxigenação, da altitude!!!), estou bestialmente bem disposta e divertida com a situação.
Aterro no primeiro que encontro, que já tem água. Yesss, prueba superada!!!

Sinon, a primeira coisa que salta à vista, para mim - passe a empáfia - já não é surpresa: a afabilidade das gentes é uma das coisas que me encanta na América do Sul, desde a minha estreia, há 17 anos, no Peru.
Todos me cumprimentam: até os que vão de moto, até os adolescentes que saem da escola... (falo dos pueblos). E eu, com o meu complexo de proveniência de país colonizador, pergunto-me porquê.

Que os ocidentais só andaram pelo mundo a fazer m*rda, é sabido. Mas, antes de vir até cá e ler um pouco mais sobre a história destes países, não tinha a noção de que aqui, tal como em África, as fronteiras foram traçadas a régua e esquadro ou por acidentes naturais, sem olhar nem ouvir povos indígenas ou culturas. Só pode dar asneira!...