segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Maurícia, Outubro / Novembro 2018 - o Índico


A primeira vez que o Índico me piscou o o olho, foi em Mombaça. (Em rigor, foi dez anos antes, na ile aux Mouches, no Djibouti. Mas nessa viagem eu não estava bem da tola, não conta.) Aquela cor única fascinou-ne, mexeu comigo, entrou cá dentro.


O Indico (e os seus contextos históricos e civilizacionais, bem entendido) foi o pretexto desta viagem e acompanhou-nos em todas as etapas.

E frente a ele que nos despedimos, antes de embarcar, de regresso desta viagem incrível. Até à vista (?!), feiticeiro encantatório!


domingo, 4 de novembro de 2018

Reunião, Outubro 2018 - l'esprit du pëi



Os habitantes da Reunião (reunionenses?!) não se importam nada de pertencer a França. Mas têm muito orgulho na sua especificidade, nas suas raízes multiculturais, no seu ser crioulo.

É o que eles chamam l'esprit du pëi. (E nos levámos algum tempo a perceber que pëi = pays, porque o criolo repousa sobre a maneira como se lêem as palavras).


A Maryse, por exemplo, anfitriã do "Les Hortensias", cozinhava para nós pratos crioulos, explicando-nos o porquê dos diversos ingredientes, contando como tinha feito o seu rhum arrangé, sempre com enorme entusiasmo.

Aproveitaram a contribuição musical europeia para incorporar no sega, a malgache para a integrar no maloya, como tão bem está explicado no Museu das Músicas e Instrumentos do Oceano Índico.

Dançando o sega em Cilaos

Hindus, cristãos e muçulmanos vivem o dia a dia, numa convivência aparentemente pacífica.

Gostei da Reunião.
Bandeira da Reunião


terça-feira, 16 de outubro de 2018

Madagascar, Setembro / Outubro 2018 - a segurança


Os nossos faróis em Madagáscar
Desde o início da preparação da viagem, comecei a ler referências à  insegurança em Madagáscar – nos foruns, nos blogs, etc. A prosa do MNE era mesmo “não viaje para Madagascar a não ser em caso de urgência”.

Não era o nosso caso, antes um projecto já com muito tempo. Que fazer?! Fui lendo e remoendo. Aliás, a respeito deste tema como doutros, é sabido que há sempre quem exagere, para um lado e para outro, sendo raros os que conseguem construir uma opinião equilibrada. O que, de resto, depende muito da experiência objectiva de cada um.

Duas semanas antes da partida, li um testemunho recentíssimo, que me deixou de olhos esgazeados. Chamava-se ele “Retour d'un voyage de cauchemard” e, nos comentários, os membros do Forum du Routard esgatanhavam-se em argumentos pró e contra. Devo confessar que fiquei verdadeiramente perturbada – África não é América Latina!

Assim que chegámos às Comores, uma das primeiras coisas que o nosso anfitrião Michel nos disse foi que não havia problemas de segurança, que nos sentíssemos completamente à vontade. E assim foi, mesmo quando à noite o nosso caminho para jantar era pela berma da estrada (não havia passeios) e com a lanterna do telemóvel (os candeeiros estavam lá, mas apagados e o sol punha-se às 6 da tarde).

No entanto, tanto lá como em Zanzibar – onde há muito turismo e tomámos as precauções habituais - , fui dando uns toques à minha sócia, que, espantosamente, não tinha lido NADA sobre o assunto. Chamou-me paranoica.

Fui mimoseada com o mesmo adjectivo quando, no primeiro dia, em Antananarivo, a aconselhei a subir o vidro do jeep e / ou não ir de instrumentos fotográficos em riste. Passados 5 minutos, o motorista estava a dizer-lhe exactamente o mesmo.

E chegámos ao oeste, supostamente, a par com a capital, a zona mais perigosa. Mas nem quando, em Belo sur Tsiribihina viu que os veículos eram obrigados a ir em caravana, Marylight se convenceu: numa picada destas, se alguém tem uma avaria, é mais fácil os outros ajudarem, argumentou. (Nesta interpretação benévola, suponho que a função do militar que nos escoltava seria a de mudar os pneus!...)

De regresso a Tana, falámos com uma senhora italiana também instalada no nosso “Green Palace”, que convém descrever um pouco: é uma guest house com muito boas instalações e uma delicia de jardim, onde se pode retoiçar em dias de descanso, como foi o nosso caso. O pior é que este oásis está encravado numa zona género Musgueira… (Já em Addis Abeba, os hoteis para os quais a Air Ethiopian nos deu os vouchers de pernoita se localizavam em zonas assaz requintadas. O preço do metro quadrado…)

De modo que não se pode exactamente dizer que a senhora está instalada, mas sim trancada no Green Palace. Veio com o marido, com um contrato de trabalho por dois meses numa central eléctrica, achando que seriam umas férias formidáveis (as pessoas não se informam?!) e está a dar em doida, ali fechada. Ainda nem o centro de Tana foram conhecer, tal a fama…

Quanto a mim, também não me !embro de alguma vez ter visitado algum país sem ter pelo menos um cheirinho da capital.

Agora que chegámos à Reunião, podemos dizer que tudo correu bem e fizémos praticamente tudo o que tínhamos programado. Não só tivémos muita sorte, como nos foram saindo ao caminho guias e motoristas espectaculares. Mas – e di-lo quem tem a consciência de que circulou numa espécie de  redoma – Madagáscar não é um país fácil de se visitar

Madagáscar, Setembro / Outubro 2018 - a corrida ao ouro, em Ilakaka

Há tão somente vinte anos, Ilakaka era apenas um lugarejo com meia dúzia de casas.

Depois, em 98, foi descoberto um filão de safiras, e foi a catástrofe... Quem quiser, leia este excelente artigo sobre o assunto.


Em resumo, a história é simples: as máfias do Sri Lanka e da Tailândia meteram-se a caminho e tomaram conta do assunto. Aos malgaches resta escavar as entranhas da terra e viver em condições miseráveis. Para variar. Este país não vai longe... 😱

Ilakaka tornou-se a (enorme) cidade de todas as concupiscências



sábado, 13 de outubro de 2018

Madagascar, Setembro / Outubro 2018 - as crianças

Já terei escrito qualquer coisa parecida com isto, mas não me importo de repetir: as nossas crianças screen addicted precisavam de fazer um estagiozito nestas aldeias malgaches do interior, onde a única distracção da canalha é vir para a estrada – perdão, para o caminho de terra batida e esburacada! – fazer adeus aos vazahas que passam.

Ou mesmo nas cidades, onde a criatividade faz maravilhas, como a que ontem vi: duas meninas brincando com malas feitas de sacos de batatas fritas vazios, com um cordel, para pendurar ao ombro.

Nos sítios mais turisticos, precipitam-se, quando nos vêm chegar. “Bombom? Bombom?”. Eu resolvi ser politicamente correcta e dar antes cinco tostões para um crowdfounding relativo a obras numa escola. Mas confesso que, tal como em S. Tomé, me custa muito não lhes dar nada.

Mas eles não ficam zangados, deixam-se ficar a brincar connosco, a fazer momices, a pedir fotos, como naquele fim de tarde, na praia de Morondava.

Outros pedidos frequentes são “biscuit, vazaha?”, “bouteille, vazaha?” (as garrafas de plástico têm inúmeras utilizações de reuso, doméstico e não só.)

Uma interpelação original foi a deste pirrralho, que me gritou lá de baixo para a janela do jeep: "Photo? Photo et après cadeau!"!!!

Não se zangam, como disse, quando não temos nada disto para lhes dar. Mais valia que, desde miúdos, os ensinassem a pôr-se em guarda. Segundo li, o turismo sexual infantil é imenso. Mas a pobreza das famílias também…
Cartaz no aeroporto



quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Zanzibar, Setembro 2018 - in paradisum III, era uma vez


E pronto, acabou-se o que era doce!

Claro que nós temos a consciência de que vivemos estes cinco dias numa redoma. (E alimentarmo-nos do mesmíssimo menu durante todo este tempo, relevou de alguma criatividade…)

Contudo, as excursões com o nosso amigo Khamis deram-nos alguns vislumbres da realidade local. Por exemplo quando ele hoje nos quis oferecer huala (uma espécie de gelatina / caramelo feita para ocasiões especiais), foi preciso um certo esforço para engoli-la, depois de ele nos ter mostrado a cloaca infecta onde é preparada… 


Mas, como dizia o Valentino, se isto ferve três horas, não há bactéria que resista!!!

Addio, Pemba!

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Zanzibar, Setembro 2018 - in paradisum II

No dia em que chegámos ao lodge, deram-nos uma lista das excursões que eles organizam. Nós fizémos um grande manguito interior porque, via internet, já tínhamos contratado directamente um guia local.

A primeira passeata com ele era anteontem. Mandou um motorista buscar-nos e depois fomos recolhê-lo e à paparoca para o almoço, também fornecida por ele.

Com tanta tecnologia, mail pra cá, WhatsApp pra lá, tinha-o imaginado mais jovem. Apresentou-se de barba grisalha e logo me infundiu um instintivo respeito.

Começou por nos mostrar a vila onde mora e fez questão de nos levar a sua casa. A minha expressão habitual, numa situação destas, seria 'que grande murro no estômago'. Mas não, desta vez o que me aconteceu foi comover-me quase até às lágrimas perante a espontaneidade com que nos mostrou as suas terríveis condições de habitação. Num segundo momento, achei que a visita também poderia ter intuitos didácticos…
Este é o nosso sofá, disse ele, quando nos mostrou a casa, apontando para o degrau mínimo (cimento) em que estamos sentados

47 anos, pai de duas meninas, a juntar aos cinco que a mulher trouxe de outro casamento, vê-se em palpos de aranha para sustentar tamanha equipa.

Sem contactos, sem infraestruturas, apenas com cabecinha e uma grande visão, tenta singrar como freelancer no mundo do turismo, mas não lhe é fácil. Em cada dez turistas que me contactam, apenas um acaba por vir, confessou-nos. Ele não pode prometer-lhes as condições que Pemba não tem. (Burros, não sabem o que perdem!).

Tendo crescido com um grupo de médicos italianos, fala correntemente a língua do país da bota. Com a Sara e o Valentino por companhia, têm sido autênticas orgias da língua de Dante! Marylight estica-se toda e não perde o pé.

É altamente critico do governo (da região autónoma de Zanzibar), que não reconheceu a vitória da oposição nas ultimas eleições e por isso perdeu o apoio e os financiamentos internacionais. Então o governo tem que inventar taxas e impostos, gesticula.

Já nos serviu dois opíparos almoços e no de ontem, de repente, para abrilhantar a festa, sacou duma coluna bluetooth. Pessoalmente, teria preferido o silêncio da ilha de Misali à Shakira e amigos, mas, uma vez mais, a intenção é que conta. E confidenciou-nos que, quando conseguir juntar dinheiro, quer comprar um router, para fornecer wifi aos clientes! 

Quando chegou aqui ontem para nos levar de barco à ilha, já trazia no pêlo hora e meia de chacoalho num dhala-dhala (transportes públicos), para fazer.. 23 km... É um espectáculo, este homem!

Não pára de nos trazer prendas "do meu quintal" - canela, cravinho, maracujás... É o nosso Khamis. 

Zanzibar, Setembro 2018 - in paradisum I

“Pemba é para verdadeiros viajantes, não é para turistas”, li eu, antes de vir.
A ilha verde, assim lhe chamaram os árabes quando aqui chegaram, pela exuberância da vegetação, é a Mohéli deste arquipélago, em matéria de preservação da natureza.
As multidões ficam em Zanzibar, aqui vêm apenas os que verdadeiramente se interessam pela calma dos sítios primitivos, pelas aldeais onde apenas se fala swahili, pela natureza no seu estado puro.

No extremo oposto, há quem já tenha conseguido instalar na ilha dois resorts de super luxo, num dos quais a diária ronda os 700 euros. O outro orgulha-se dos seus exclusivìssimos quartos sub-aquáticos (onde eu nunca entraria!).
“We few, we happy few”, contentamo-nos com o nosso modesto Pemba Misali Lodge, de onde se vê o por do sol sobre o Ìndico, aonde nos chegam as ondas pequeninas que conseguem atingir aqui o fundo da Chake Bay, onde a toda a hora passam os pescadores a caminho da faina, nos seus dhows.
Se houvesse café expresso e o meu nariz não pingasse, seria perfeito. Assim, é apenas divino.

sábado, 15 de setembro de 2018

Zanzibar, Setembro 2018 - a ilha que os portugueses dominaram durante 200 anos...


(... até serem corridos pelos sultões de Muscat / Oman)

Quando o itinerário começou a ser desenhado, ainda contávamos com uma sócia, que dispunha de menos tempo que nós. A visita ao arquipélago foi assim espremida e reduzida à ilha de Zanzibar, aliás Unguja, em swahili.
A minha cliente Marylight, ao saber de tal, recalcitrou: o quê, não vamos a Pemba?!!!!
Corri a incluir a ilha maravilha, que há de ser a Moheli-paraìso deste arquipélago, no percurso. E tudo o que tinha sido incluído no programa de Unguja – ilhéus, praias, spice tour… - passou para o de Pemba, que é a ilha mais pobrezinha. E aqui para a ilha principal, deixámos apenas a excursão à floresta de Jozani, que foi uma excelente escolha.
As diferenças daqui para a nossa etapa anterior são muitas e grandes. A Tanzânia não será exactamente um país rico, mas é, mesmo assim, a sétima economia africana. E Zanzibar, região autónoma, vai a compasso.
Têm o turismo muito mais desenvolvido. E muitos mais turistas, uma coisa puxa a outra. (As Comores têm uns meros três mil turistas / ano!...). O que faz com que, treinados e habituados, persigam os estrangeiros, propondo-lhes mil e uma hipóteses de serviços de guia. Ontem, durante as nossas passeatas por Stone Town, tivémos que enxotar *dezenas* deles, que seca!
Aqui, sinto a falta da elegância, da graciosidade, da criatividade das mulheres comorianas para arranjar os seus panos e cobrir a cabeça. As de Zanzibar são muito mais rígidas, e há muitas baratas (a minha designação racista e intolerante para aquelas que só têm os olhos de fora).
Quanto ao comum dos passantes, aqui interagem muito menos, enquanto que nas Comores nos davam sempre o seu (habitualmente sorridente) bonjour.
Gentes diferentes, paises diferentes, culturas diferentes.
Amanhã madrugamos, para rumarmos a Pemba, onde ficaremos cinco dias.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Comores, Setembro 2018 - Mohéli, três dias no paraíso...


... e um fim um pouco duro de roer...

Pois a bela praia, pois excursões na natureza quase intocada, pois peixinhos e corais no fundo do mar, e hoje a apoteoooose, com a desova das tartarugas.
Levantam-se as criaturas às duas e meia da madrugada e põem-se a chocalhar o esqueleto durante hora e meia, por estradas inenarráveis.

Arrepelado o estremunhado guia, desta vez é a pé que se dirigem atrás dele, em plena noite escura, até à praia de Itsamia, muito do agrado das tartarugas verdes.

E depois foi um regalo, tê-las só para nós, umas que punham os ovos, outras que, à força de barbatana os cobriam de areia para os proteger, outras que, exaustas, se dirigiam lentamente de regresso ao mar. Nem faltaram as bébézinhas, as bébézinhas, senhores, numa correria, na sua primeira viagem direito ao mar.

Passado o êxtase, era altura de enfrentar a realidade. O sol já ia alto, voltámos atrás do guia, de regresso ao carro.

O pequeno almoço que o lodge tinha mandado não era uma Brastemp, mas a fome era muita. Engoliu-se.

Seguiram-se mais 45 minutos desta vez por uma estrada menos má (?!) e às oito horas fomos despejadas num hotel ao lado do aeroporto, sem nada para fazer até à hora do nosso avião de regresso a Moroni... às quatro da tarde! Deu-se-me uma destas rabujas...

Mas agora já estamos de volta à nossa Villa Jessica, ao cuidado da Cécile e do Michel.

Quem não é para cavadelas, não se mete nelas! 🤣


sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Comores, Setembro 2018 – o massacre dos kwassa-kwassa

Uma das teorias para explicar o nome destas ilhas é a de que o mesmo derivaria de 'qamar', a palavra árabe para 'lua'. Há outras, mas pessoalmente adoptei esta, que acho a mais romântica. Seriam, portanto, as ilhas da lua. São também conhecidas como ilhas dos perfumes, por causa das especiarias, da baunilha, e sobretudo do ylang ylang, de que são o primeiro produtor mundial.
Na prática, a realidade é menos cor de rosa, neste que é o terceiro país mais pobre do mundo.
Aquando da independência, foi feito um referendo, e os votantes da quarta ilha – Mayotte – escolheram continuar franceses.
A França não liga a ponta dum c*rno a este minúsculo DOM TOM perdido no oceano e a qualidade de vida é muito má (insegurança, pobreza, etc). Mas os habitantes das outras três ilhas, iludidos, metem-se nos seus frágeis barcos (kwassa-kwassa) e põem-se a caminho. Chegam lá e são recambiados pela França. Em tais manobras, morrem às catadupas.
Não é só no Mediterrâneo…

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Comores, Setembro2018 - Os senhorios de Moroni

O Michel no mercado de Volo Volo



Nao sei se nós temos mt sorte ou se, numa leitura mais arrogante, sabemos escolher muito bem.
O certo é que já não é a primeira vez que teço loas a senhorios nossos.
Estes - a Cécile e o Michel - parecem a Santa Casa da Misericórdia: emprestam-nos o telemóvel (carregado), fornecem-nos de (carradas) de água filtrada, põem-nos fruta no quarto, vêm trazer-nos gauffres e gelados ao serão, lavam-nos a roupa...
Sem falar que, quando andávamos com dificuldade relativamente aos voos domésticos, se ofereceram para nos comprar os bilhetes, adiantando dinheiro a duas desconhecidas!!!
Amanhã acabam-se as mordomias, vamos para a ilha do lado, Mohéli.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Here we go


domingo, 3 de junho de 2018

Flores, Maio / Junho 2018 - Terceira, versão expresso

A pretexto de uma escala nas Lajes, resolvemos pernoitar em Angra, histoire de ficar com um cheirinho da ilha e da cidade.
Dito e feito! Almoço na Praia da Vitória, atravessar a ilha a traquete, inspecção fulminantemente rápida ao centro histórico de Angra. Depois de contornarmos todo o lado ocidental da ilha (quaisquer 20 e tal km), estamos agora a contas com a alcatra regional do "Caneta", que tanto nos foi recomendada.




Império do Espírito Santo, Praia da Vitória
Angra
Angra
Angra

Costa oeste
Amanhã, nova madrugada às 4... Glup!

sábado, 2 de junho de 2018

Flores, Maio / Junho 2018 - rematar e giboiar

Hoje dedicámo-nos a rematar algumas pontas que ainda estavam soltas.
O ponto alto do dia foi a excursão à (ex)vigia baleeira, que exigiu novas proezas de alpinismo e equilíbrio.


Mas a vista lá de cima compensou todo o pânico e esforço (Flickr!):


E agora até nos permitimos estar a aqui a giboiar, olhando a parede de verde em frente da nossa janela.


sexta-feira, 1 de junho de 2018

Flores, Maio / Junho 2018 - lagoas e verde





Flores, Maio / Junho 2018 - dia de cascatas

Decidimos sair sem programa. Quando víssemos indicada uma beleza natural, embicaríamos.
Sairam-nos ao caminho, o Poço do Bacalhau


e o Poço da Ribeira do Ferreira. Arriscadíssima ascensão, para este último, como já referido noutro lugar e por outra fonte.



Mas, apesar do nevoeiro, o esforço valeu a pena.


 E a dramática descida, contra todas as expectativas, também acabou em bem.

A seguir, apresentaram_sê várias lagoas. Mas aí é que o irmão nevoeiro não nos deixava mesmo ver um palmo adiante do nariz. Aproveitamos para vir para casa mais cedo e ficar a giboiar no quintal do nosso anfitrião.

E agora estamos aqui a jantar frente ao mar, acompanhadas por branco do Pico e Ellis Regina...

Flickr

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Flores, Maio / Junho 2018 - excursão ao Corvo

Madrugada (sim, que outra coisa é 7h30, ainda por cima em férias?!) para a excursão ao Corvo, já ontem apalavrada.
 

Viagem sem incidentes, apesar do mar batido, abafadas num grupo de francius.
À chegada, como já sabíamos, as carrinhas aguardavam o turistame, para a viagem até à Caldeira, a cratera do vulcão que a ilha do Corvo foi.
 

CarrinhaS, é uma maneira de dizer, claro: carrinha há só uma, e nós somos 15. Um dos motoristas de um dos carros ligeiros, na ansia de poder servir mais turistas, tenta agrupar cinco deles, intentando dar a chave e passar o volante a um deles. Marylight, receosa da temeridade de mana caçula, dispara: Maria do Céu, não caias nessa! (Não caíria...)

Acabou por só reunir-nos a nós e um casal québecois, pelo que agarrou mesmo ele o volante.

O sr. Fernando revelou-se um excelente guia. Excelente e orgulhoso da sua ilha, onde 99% das (452) pessoas não fecham a porta de casa. " Se eu fechasse, quem perdia era eu - o vizinho não podia ir lá deixar uma fatia de bolo, ou qualquer outra coisa!

A Caldeira é uma coisa do princípio do mundo, linda de morrer. Querendo documentar a coisa numa selfie "das antigas", o distinto par de jarras quase rebolava por ali abaixo (Flickr!), mas vá lá, não aconteceu.






No regresso, os salpicos foram um pouco mais violentos e Marylight, que ia do lado deles, ficou encharcada dos pés à cabeça. Mas o deslumbrante percurso que fizemos pela costa ocidental das Flores fez-nos esquecer todas as humidades.









terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Turim, Dezembro 2017

Turim foi à boleia de Milão. Ao fim de dezenas de anos de paixão por Itália, não conhecia a cidade  que foi a primeira capital do país.
Também não a fiquei a conhecer, claro! Mas dei uma grande volta pelo centro histórico e papei o Museu Egípcio.

Sumptuoso, é um adjectivo que vem à mente quando se caminha pelas zonas mais antigas de Turim - uma longa sucessão de praças e palácios que ainda dão uma ideia do que terá sido a capital do Piemonte.


↑  Piazza Carlo Felice ↓


Piazza San Carlo

Piazza Castello

Piazza Castello - Palazzo Reale

Piazza Castello - Palazzo Madama


↑  Piazza Castello  - San Lorenzo ↓





Piazza Castello - Cassaforte degli Acaja

Palazzo Carignano, local de nascimento de Vittorio Emanuelle II, primeiro rei da Itália unida

Duomo - o chamariz do "santo sudário" não foi suficiente para me fazer entrar

Teatro romano sob a neve

↑  Porta Palatina, uma das portas romanas mais bem conservadas do mundo (Séc. I)  ↓



A Mole Antonelliana é o símbolo da cidade de Turim e, simultaneamente o seu edifício mais alto. Há alguns anos, sabendo que se projectava um arranha-céus que o suplantaria, os habitantes fizeram um abaixo-assinado de protesto e a Mole continua detentora do recorde!
O projecto do edifício - pensado inicialmente para sinagoga -  foi sofrendo sucessivas alterações. A câmara acabou por assumi-lo, destinando-o a museu.



Actualmente alberga o Museu Nacional do Cinema


Subindo no elevador para o miradouro da Mole. Vamos passar por aquele buraquinho

Os Alpes, vistos do miradouro da Mole


↑  Outras vistas do miradouro. Em baixo,  a Universidade de Turim  ↓



MUSEU EGÍPCIO

Este estava atrasado desde há muito, desde o tempo da tradução para a Planeta Agostini.
Selecção quase aleatória de algumas pérolas que mais me agradaram.

Múmia da época pré-dinástica




↑  Figuras femininas utilizadas em rituais no momento do parto ou para o renascimento do defunto no mundo do além. (Sublimes!)  ↓



Estatueta da deusa Tauret - corpo e cabeça de hipopótamo, cauda e dorso de crocodilo e patas de leão, todos animais conhecidos pela agressividade na defesa das suas proles. Estas estatuetas eram normalmente colocadas nas habitações para protecção dos recém-nascidos, ou para favorecer a fertilidade

Bailarina contorcionista (fim do primeiro milénio a. C.)

Estátua de Pendua e Nefertari (Séc. XIII a. C.)

Estátua de Ramsés II

Templo de Ellesyia, mandado construir por Tutmés III - mais um, à semelhança do de Abu Simbel, salvo das águas da barragem de Assuão. Foi trazido para Turim e remontado dentro do Museu Egípcio.

Estátua da deusa Sekhmet

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Imaginação - em Turim, as iluminações eram constelares