
O que me custa mais nem é ter sido obrigada a desistir. O que me custa mais, tem a ver com a referência ao tempo, que aparece ao lado da minha foto, no início do blog. Se há 14 anos, quando o comecei, o tempo já me parecia escasso, imagine-se agora…
São considerações egoístas, eu sei. Enfim, terei que continuar a auto-mentalizar-me com o que venho repetindo há semanas: não estou doente, não me falta dinheiro para comer. Tudo o resto são, como diria o outro, “preocupações burguesas”…
“É preciso as pessoas lembrarem-se de que o futuro é mais exíguo para nós, que este tempo roubado à nossa vida faz-nos muita falta” – Rosário Gama, da APRE!