terça-feira, 13 de maio de 2008

Berlim, Maio 08 - Cumprimentos à rainha Nefertiti (4ª crónica serôdia)

Estava mooorta, depois do Pergamon Museum. Mais pelo tempo de espera na bicha do que pela visita, encantadas que andámos com a porta de Ishtar e os leões de Nabucodonosor.

Mas eu trazia a incumbência de entregar os cumprimentos da minha amiga Garça à rainha Nefertiti, era uma responsabilidade!...

Enchi-me de coragem, deixei a minha sócia de pousio à entrada do Altes Museum, e lá fui eu. Gloriosa decisão! Que bom foi rever todos aqueles queridos – até a avó Ty lá estava!

Charlottenbourg – o Versalhes cá do sítio – foi mesmo só para cumprir calendário.

O mesmo já não se poderá dizer da East Side Gallery, no extremo ooposto da cidade. Esta designação refere-se aos 1300 metros de muro que permanecem in situ, e onde diversos artistas, depois da queda, pintaram vários murais.

Infelizmente, a passagem do tempo e a estupidez dos autores de graffiti posteriores já os degradaram bastante.

Bis nacher!

Berlim, Maio 08 - Dia de multidões (3ª crónica serôdia)

A cúpula de vidro do Reichstag foi um dos motivos despoletadores desta viagem. Mas duas horas e meia na bicha para visitá-la não nos convenceu… Fomos passear pra a Unter den Linden. (Que lindo, uma avenida chamar-se Sob as Tílias!...)

Mas a pièce de résistance do dia foi o Museu do Muro, ao lado do Checkpoint Charlie.
Ao contrário do Centro de Documentação da Bernauerstrasse, que é recente, este museu foi iniciado logo após a construção do muro.
Testemunhos e descrições estarrecedores, mais uma vez. Como a da criança que caíu ao rio e morreu afogada por falta de assistência, uma vez que o rio já pertencia à “outra parte”. Ou a do americano que levou para casa o chão do Checkpoint Charlie e depois o vendeu ao museu por uma fortuna.
Onde se prova que a imaginação não tem limites – em malas de viagem, em caixas de motor de automóveis, num carrinho de compras, de balão, … de toda a maneira tentaram escapar.

Terminámos o dia em Victoria Park, o ponto (vertiginosamente) mais alto de Berlim – 66 metros!
Berim é efectivamente uma cidade completamente plana. E em poucos sítios como aqui, vendo-os passar em bandos, eu lamentei tanto não ter qualificações psicomotoras para ser também um alegre cicloturista…

Wiedersehen!