Parti para esta viagem transida de medo, relativamente à
condução no gelo e na neve. Era uma estreia. Cheguei lá e não via correntes nos
pneus. ?? Fiz logo uma entrevista de rua! Onde me explicaram que o que eles usam não são correntes, mas sim
pneus de inverno, com uma espécie de pitons.
Saí da garagem com uma sensação de insegurança parecida à
que tive na garagem de Montreal, quando me inaugurei a conduzir um carro
automático. Mãozinhas bem agarradas ao volante, nada de movimentos bruscos e,
sobretudo, muita concentração.
Foi bom que o único incidente tivesse acontecido logo ao segundo
dia – ajudou a pôr-me no lugar, a não achar que já me tinha habituado, a não
abrandar a concentração. Um nanosegundo em que desviei o canto do olho direito
para "aquela casa tão gira", atirou comigo para o monte de neve na berma da rua. Mais do que as três vezes
que tive que sair do carro e escavar à roda dos pneus, acho que a recordação
mais vincada que guardarei do episódio é a das crianças do jardim de infância
do outro lado da rua, trepando à vedação e gritando-me conselhos (suponho eu…)!
Para ser
rigorosa, tenho que reconhecer que os limpa-neves faziam um excelente trabalho.
Pelo menos nas estradas principais. Nas secundárias, a história era diferente.
Quando me aventurei por esta aqui abaixo foi um frisson. A minha boneca não
disse nada, mas aquele coraçãozinho só deve ter descansado quando me viu
inverter a marcha…
| LImpar a botifarra, para não levar gelo para os pedais... |
Toutes
comptes faites, não foi assim tão mau. E, por duas vezes, ainda cheguei a andar
à estonteante velocidade de 72 km / h! Mas em todo o caso, quando, à saída,
deitei a chave na caixa da Avis, no aeroporto, dei um grande suspiro de
alívio!...