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sábado, 4 de abril de 2026

México, Fevereiro / Março 2026 - Baixa Califórnia Sul, descendo a península

 SAN IGNACIO

Misión de San Ignácio Kadakaaman

A visita a San Ignacio serviu para confirmar, de prova provada, se dúvidas ainda houvesse, que a arquitectura das missões jesuítas da Baixa Califórnia não tem nada a ver com a das do Paraguay ou a das da Argentina.

O contexto local em que se inseriam também era importante, dizia o jovem guia, meio apanhado de surpresa pela comparação. É verdade. E também é verdade que os jesuítas chegaram à Baixa Califórnia  quando os modelos arquitectónicos e artísticos utilizados nas duas localizações anteriormente referidas já estavam ultrapassados.

Como se verá mais adiante, os jesuítas sabiam escolher os locais onde se instalar. Aqui em San Ignacio, o pretexto foi o oásis proporcionado pelo rio Mulégé:

Rio Mulégé. Ao fundo, o "volcán de las tres virgenes"


 

 SANTA ROSALÍA 

Santa Rosalía deve a sua fundação (1885) e desenvolvimento à descoberta de jazidas de cobre, em finais do século XIX, e à companhia francesa - El Boléo - que aí se instalou para as explorar.
A empresa laborou até 1954, data em que encerrou, levando a um declínio da localidade.
Actualmente, um consórcio de empresas sul-coreanas esforça-se por devolver a actividade mineira aos seus tempos áureos (cúpricos?! 😄).

Pela cidadezinha são visíveis sinais da histórica actividade mineira.:


Museo Histórico de la Minería

Um dos grandes atractivos turísticos de Santa Rosalía, mas que para mim foi uma espécie de flop, é a igreja de Santa Bárbara, desenhada por Gustave Eiffel. Viajou, desmontada em peças, desde a Europa até à Baixa Califórnia Sul:

Do que gostei muito mais foi dos exemplares de arquitectura "colonial tropical" francesa, infelizmente pouco cuidados, que os franceses deixaram para trás:

 
O nosso hotel - Hotel Francés - , também integrado neste estilo de construção

Em Santa Rosalía, um pequeno grupo dentro do grupo ("we few, we happy few") levantou-se a meio da noite, para assistir, experiência memorável, a um eclipse total da lua!



MULÉGÉ 

Mulégé foi um sítio mágico - a estupenda paisagem escolhida pelos jesuítas ("espertiiinhos"); a missão que, não respondendo ao estilo de que eu estava à espera, foi, das californianas, a minha favorita; o voo-quase-ballet das fragatas:


 





BAHÍA CONCEPCION

👆Bahía Concepción👇
Os manguezais também são uma espécie protegida
Praia El Burro, na Bahía Concepción
👆Nos arredores de El Burro👇


LORETO / ISLA CORONADOS 

Loreto é uma cidadezinha (oficialmente um pueblo mágico) agradável e tranquila. 
(Excepção feita às noites de sábado, em que o divertimento dos locais é desfilar lentamente de carro pelo malecón, com a música no máximo...).

Chegou a ser capital da península, até um furacão a ter devastado, no princípio do século XIX, sendo substituída por La Paz

Foi a partir de Loreto, onde instalaram a sua primeira missão, a de Nossa Senhora do Loreto, que os jesuítas se encarregaram da evangelização (...) dos povos indígenas da Baixa Califórnia.
A missão integra actualmente um didáctico e bem apresentado museu das missões jesuítas.

Aquando da expulsão dos jesuítas, as missões e outros estabelecimentos religiosos passaram para as mãos de outras ordens religiosas, nomeadamente franciscanos e dominicanos.

Misión de Nuestra Señora de Loreto Conchó (para captar a simpatia dos indígenas [minha interpretação pessoal...], os jesuítas acrescentavam ao nome das missões o topónimo original do lugar onde as instalavam)

 
Malecón de Loreto

Amanhecer em Loreto

Loreto foi, ainda, o ponto de partida para a nossa última saída de mar, a ilha Coronados, pertencente ao Parque Nacional Bahía de Loreto:

Por detrás de Loreto, a serra de La Giganta, que nos acompanhou durante grande parte da nossa viagem na BCS

Golfinhos...

... tontos de patas azuis (só eu é que sei 😀)

... pelicanos... 

... leões marinhos... 

... e os seus patuscos "brados"...

... e as infindáveis formações geológicas da isla Coronados:









 Tudo rematado por picnic e banhoca, em mais uma praia maravilhosa:


 

segunda-feira, 11 de maio de 2015

A missão



Há sete anos, forrei com esta imagem, que achei lindíssima, a pasta do planeamento da viagem à Argentina.
Não sabia que se tratava de Jesus de Tavarengue nem que um dia havia de pisar este chão. Sou uma privilegiada, eu sei (mas também faço um pidassinho por isso, verdade seja dita!).
Foi nessa viagem à Argentina que o tema das missões jesuítas me apanhou definitivamente.
Trinidad del Paraná e Jesus de Tavarengue foram mais duas pérolas conquistadas hoje, nesse percurso de encantamento. Grande dia!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Argentina, Setembro 08 - "A missao": as fotos

Para rever a matéria

SANTA ANA

A lindíssima praça principal


Da enorme igreja (78 m de comprimento),

... apenas resta a escadaria...
... e panos de muro...

... devorados pela vegetação


A primavera a chegar à Missão de Santa Ana


MISSÃO DE NOSSA SENHORA DO LORETO

Também aqui é a vegetação que manda


MISSÃO DE SAN IGNACIO MINI

Portal da igreja


Pormenor do portal - a concha, símbolo associado a Santiago de Compostela


Pormenor do portal - anjo em versão guarani
Dois dos pórticos do claustro do colégio dos padres jesuítas



APOGEO Y CAÍDA DE LAS MISIONES

Desde 1609, cuando fué fundado el primer pueblo, hasta 1768, cuando los jesuítas debieron abandonar América por orden real, mucho cambió en la vida de las reducciones. A medida que se hacían economicamente más ólidas, por ejemblo, aumentaban sus pobladores, pero se volvían más vulnerables a las epidemias. La expulsión de los jesuítas marcó el fin.

A partir de entonces, los pueblos quedarn en manos de autoridades civiles y de otras congregaciones, entre ellas las de os franciscanos. Sus habitantes se mimetizaron en los recién creados estados nacionales: la Argentina, Brasil y Paraguay. Las guerras entre estos países, a princípios del siglo XIX, destruyeron los edificios de las reducciones.

Museu de S. Ignacio Mini

Los guaranies y los jesuítas construyeron, aislados de la sociedad colonial, una estrutura social novedosa. Para los jesuítas, era el modo de cumplir su misión evangelizadora. Para la corona espanhola, de fortalecer su presencia en los territorios selvaticos. Para los indígenas, una forma de protegerse de paulistas, asunceños y otros enemigos. Así se explica el éxito de las misiones.

Museu de S. Ignacio Mini

COMO ERAN LAS MISIONES?

Este modelo de organización comunitária fué percibido, siglos después, como un comunismo incipiente, una teocracia o una utopia social. Sin embargo, las misiones se estructuraban de forma indudablemente jerárquica.

Las misiones eram unidade politica y economicamente independientes. Mantenian una estrucrura urban pautad, estabn bien comunicdas entre si y conformaban un sistema social integrado.

La plaza era el centro geográfico y social de las reducciones. A su alrededor se ubicaban la iglesia, los tlleres artesanales, el cementerio, el cabildo y otros edifícios mportantes. Ahi también tenían su casa los jesuítas, mientras que los indígenas vivian en las calles laterales.

Había dos tipos de terrenos: los abambaé (cosas del hombre) eran huertas familiares y los tubampaé (cosas de Diós) pertenecían à la comunidad y abastecían l iglesia, las escuelas y al Cotiguazú, vivienda que recluía a mujeres viudas o com marido ausente.

Para mantener la coesión popular los jesuítas respectaron el poder de los caciques y aplcaron un rigoroso sistema productivo. Todas las actividades religiosas, sociales y economicas estaban pautadas. Algunos indígenas se dedicaban a oficios como la carpintería, la herrería y la alfarería; otros pastoreaban ganado y la mayoria trabajava en la unidades agricolas, donde se cultivaba maiz, trigo, algodón y yerba mate

Museu de S. Ignacio Mini


quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Argentina, Setembro 08 - em casa do "Che"


Fuimos engañadas! A couchette do 1º bus nao deitava a 180 graus! Mas as do aviao tambem nao deitam e a gente dorme, ñ é? Foi o q fizemos. Vamos ver o que acontece no proximo.

Cordoba - quem sabe se estamos a ser injustas !... - ñ nos encheu as medidas. Talvez porque temos os olhos cheios de tanta beleza nos ultimos dias. Mas esperavamos mais. Até da própria manzana jesuitica, patrimonio da humanidade.

Assim sendo, hoje rumámos a Alta Gracia, nas redondezas. Além de ter sido construída em volta de uma estância jesuíta, a povoaçao apresenta outro motivo de interesse - foi aqui que o Che fez a instruçao primaria. O menino tinha asma, os ares de AG eram bons, os pais mudaram-se para lá. (AG, aliás, pode reclamar para si o troféu de localidade onde o andarilho viveu mais tempo - onze anos!).
O museu centra-se sobretudo na infância e juventude, sem renegar, contudo, o período de intervençao politica. É sóbrio, sem merchandising, panegíricos, nem folclore.
EsSte homem, independente/ do que se lhe possa apontar, tinha uma grande qualidade: acreditava.

De uma evocaçao, transferimo-nos para outra - a do compositor Manuel de Falla, que, depois de os franquistas lhe terem morto o amigo Llorca, se exilou aqui e aqui viveu os últimos seis anos de vida.

(A imagem ñ é a da moto dele, mas sim a de uma igual, que o museu recuperou)

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Argentina, Setembro 08 - "A missao"

Tendo como pano de fundo a banda sonora do filme, e enquanto a mana lia as fontes de referência, marchámos sobre a nossa selecçao (*) de missoes jesuítas argentinas (a do Paraguay tinha sido eliminada, por falta de tempo, e a brasileira... err... bem...).

Começámos por Santa Ana, que, no final, havia de ser eleita a preferida. Mas que, aliás, nos foi logo directa ao coraçao. Menos monumental que a suposta jóia da coroa (já lá vamos!) e propositadamente menos recuperada do que ela, permanece num estado semi-selvagem, tragada pela selva, que nos encantou.
Explorámo-la como e quando quisémos, só nós e as cigarras, sob o sol forte do meio do dia.

Loreto é um dos extremos de que Santa Ana é a média - está pouco cuidada, pouquíssimo explorada.

O outro extremo é San Ignacio Mini, a mais conhecida, a mais falada, a mais explorada turisticamente. Hordas de turistas passeavam-se atrás dos respectivos guias, fumando, falando ao telemóvel...
Claro que a monumentalidade é outra, mas, mesmo assim, para nós, a eleita foi a nossa Aninhas.

A chegada a Posadas teve frisson q.b. - tinha-me enganado ao fazer a reserva, estava feita para 2 dias depois... (eu já vi este filme...)
Mas como hoje só encontrámos gente de boa vontade, tudo se arranjou.

Besitos

(*) O critério de selecçao - tao bom como qualquer outro - , entre as 30 que os jesuítas fundaram, foi o de visitar as que a Unesco declarou património mundial