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sábado, 14 de novembro de 2020

Sicilia, Setembro 2020 - apontamentos de reportagem

Trinacria, o símbolo da Sicília

A placa, no criativíssimo banco, dizia "Together we can"(?!). O certo é que eu, morta de cansaço, ia para me deitar ao comprido e não pude! (Siracusa)
Actualização: este modelo de banco destina-se a integrar pessoas em cadeira de rodas. Mea culpa...

A difícil vida de um emigrante africano, na praia de Fontane Bianche (Siracusa)

Cada um é libertino da maneira que pode ou quer (Noto)

Um cheirinho de street art (Ragusa)

Entre igrejas e conventos, eu contei onze, só nesta direcção! (Piazza Armerina)

A senhora da limpeza, acrescentando uns acessórios aos mosaicos romanos (Villa del Casale, Piazza Armerina)

Oliveira com  osteoporose (Vale dos Templos, Agrigento)

Os gatos de Agrigento. Aos milhares

A curiosa antroponímia siciliana :)

Todas as estratégias são boas para atrair os turistas às lojas de souvenirs

O típico carretto siciliano, que agora já só é usado para fins de promoção turística


Por toda a parte, a homenagem aos que se atravessaram no caminho da Mafia


Com pena o digo, mas na Sicília há muito lixo. Não é que, infelizmente, não se pudesse fazer uma foto destas numa das nossas cidades. Mas lá, é por toda a parte, até nos campos

Carro alegórico, construído para a festa de Santa Rosalía, padroeira de Palermo
   
Os minúsculos vigilantes do Etna, vistos do teleférico

As inacreditáveis "estradas" por onde o GPS nos metia...

O que sistematicamente me era apresentado, quando eu pedia um caffè lungo

Viajei com um artista, que não resistia a "exercer", sobre os restos das refeições


O artista também era santo. Aqui, fornecendo água à máquina de lavar roupa, que a não puxava em condições, para lavar as minhas t-shirts


Nota final - o património da Sicília é tão vasto e tão rico, que seria estultícia da minha parte pôr-me aqui a publicar fotos e informação, quando os há com fartura, e alguns tão bons, na internet.

Vim ainda mais apaixonada por aquela ilha!


terça-feira, 10 de novembro de 2020

Sicília, Setembro 2020 - as varandas barrocas

 1693 está para a Sicília (sobretudo a Sicília oriental) como 1755 está para Lisboa. Escaqueirou-se tudo!

As cidades foram reconstruídas no estilo da época, barroco tardio, o que, na pedra local, produziu maravilhas.

Nas cidades sicilianas, é impossível não andar sempre de nariz no ar, para apreciar as omnipresentes e lindíssimas varandas barrocas.

 

Noto, palácio não identificado

Modica, Palazzo Tomaso Rossi Tedeschi

Modica, palácio não identificado

Modica, palácio não identificado

Palazzolo Acreide, palácio não identificado

Palazzolo Acreide, palácio não identificado

Palazzolo Acreide, Palazzo Caruso, a varanda barroca mais longa da Europa (adoro estes recordes...) e alguns detalhes da mesma :





Acireale, Palazzo Modò

Acireale, Palazzo Modò

Noto, Palazzo Nicolaci (as minhas favoritas!) :







Sicília, Setembro 2020 - "teste di moro"

 O modo acelerado em que foi vivida a minha anterior passagem pela Sicília (e no entanto foram três semanas!), não me permitiu identificar certas manifestações locais - artísticas, gastronómicas, etc - que, por isso mesmo, agora apreciei ainda mais.

Uma delas foram as "teste di moro" (cabeças de mouro), produção cerâmica baseada numa antiga lenda, de que há várias versões. (Em poucas palavras - uma jovem palermitana, apaixonada por um árabe, descobriu que ele a atraiçoava. Não fez a coisa por menos - quando o apanhou a dormir, cortou-lhe a cabeça, da qual fez um vaso para plantas [blaaargh!])

Umas de soberbo bom gosto, outras nem tanto (conforme as regiões), grandes, pequenas, adaptadas às circunstâncias actuais, nas varandas, nas montras, estão presentes em toda a ilha.