A riqueza desta viagem e a sua extensão obrigam-me a fazer uma selecção muito apertada do que publicarei.
Em relação à
GRAND COMORE, poderia falar de como ela me começou a conquistar logo do ar,
das praias de Mitsamiouli,
de Maloudja,
ou de Chomoni,
da medina de Moroni (capital da ilha e do arquipélago),
ou da sua Grande Mesquita de sexta-feira
Mas o meu
coup de coeur nesta ilha, que verdadeiramente me encantou e ficará na memória, foi o Lac Salé (antiga cratera dum vulcão,
cela va sans dire):
Quanto a
MOHÉLI, ilha paradisíaca e quase intocada pelo turismo (aliás o número de turistas, em
todo o arquipélago, não ultrapassa os três milhares por ano... O_o), tenho que escolher as tartarugas marinhas. Apesar das praias fabulosas, do snoerkelling maravilhoso, da vegetação luxuriante, dos morcegos gigantes...
A praia de Itsamia, a sul da ilha, tem fama, a nível mundial, como um dos sítios de referência da desova destes bicharocos. E nós tivemos a sorte de presenciar as várias modalidades do espectáculo (com todo o respeito pelas bichinhas!)
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| O trabalho da desova |
As tartaruguinhas bébé (nascidas dos ovos postos há dois meses), correndo para o mar, para escapar aos vários predadores
Depois de ter postos os ovos, a tartaruga-mãe protege-os, cobrindo-os de areia
Terminada a extenuante tarefa, a tartaruga-mãe abandona a praia. Em várias (muitas) etapas, entre as quais tem que descansar. E por fim, desaparece no mar:
Este post não ficaria completo sem uma referência à elegância e à criatividade das mulheres comores, nas mil e uma maneiras de arranjarem os seus panos sobre a cabeça, que tanto me encantaram. E que o meu pudor em fotografá-las não permite documentar...
Para rever a matéria:
Os senhorios de Moroni •.
O massacre dos kwassa-kwassa •
Mohéli, três dias no paraíso