quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Índico, Setembro/Novembro 2018 - Comores, resumo das maravilhas

A riqueza desta viagem e a sua extensão obrigam-me a fazer uma selecção muito apertada do que publicarei.

Em relação à GRAND COMORE, poderia falar de como ela me começou a conquistar logo do ar,

das praias de Mitsamiouli,


de Maloudja,


ou de Chomoni,


da medina de Moroni (capital da ilha e do arquipélago),


ou da sua Grande Mesquita de sexta-feira


Mas o meu coup de coeur nesta ilha, que verdadeiramente me encantou e ficará na memória, foi o Lac Salé (antiga cratera dum vulcão, cela va sans dire):




Quanto a MOHÉLI, ilha paradisíaca e quase intocada pelo turismo (aliás o número de turistas, em todo o arquipélago, não ultrapassa os três milhares por ano... O_o), tenho que escolher as tartarugas marinhas. Apesar das praias fabulosas, do snoerkelling maravilhoso, da vegetação luxuriante, dos morcegos gigantes...

A praia de Itsamia, a sul da ilha, tem fama, a nível mundial, como um dos sítios de referência da desova destes bicharocos. E nós tivemos a sorte de presenciar as várias modalidades do espectáculo (com todo o respeito pelas bichinhas!)

O trabalho da desova
As tartaruguinhas bébé (nascidas dos ovos postos há dois meses), correndo para o mar, para escapar aos vários predadores


Depois de ter postos os ovos, a tartaruga-mãe protege-os, cobrindo-os de areia



Terminada a extenuante tarefa, a tartaruga-mãe abandona a praia. Em várias (muitas) etapas, entre as quais tem que descansar. E por fim, desaparece no mar:







Este post não ficaria completo sem uma referência à elegância e à criatividade das mulheres comores, nas mil e uma maneiras de arranjarem os seus panos sobre a cabeça, que tanto me encantaram. E que o meu pudor em fotografá-las não permite documentar...



Para rever a matéria:
Os senhorios de Moroni •. O massacre dos kwassa-kwassa  •   Mohéli, três dias no paraíso