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domingo, 1 de junho de 2008

Berlim, Maio 08 - memórias da cidade dividida

Bernauerstrasse - um campo de trigo onde passava o muro

A (nova) igreja da Reconciliação


Quando a construíram (em 1999), foi encontrada uma bomba americana da WWII


À porta, a escultura "Reconciliação", de Josefina Vasconcellos, oferecida por Richard Branson, o magnate dono da Virgin


Guardados com especial cuidado, os sinos da velha igreja,

implodida


Da plataforma agora construída, e que alberga o centro de Documentação sobre o Muro, é possível ver alguns restos, deixados como testemunho


Em Bernauerstrasse, o muro era duplo




Checkpoint Charlie. Os figurantes são isso mesmo. Tanto que seguram na mão uma placa que diz "1 foto / 1 euro". Querias!...




Apenas uns metros mais à frente, o Museu do Muro, iniciado logo em 1962.



Em volta do cruzamento, tal como em Bernauerstrasse, há cartazes que documentam a construção do Muro, histórias de fugas, testemunhos...



East Side Gallery - 1300 metros do muro original. As imagens, sem mais comentários














Placas no chão lembram, em certos sítios, onde passava o Muro

Checkpoint Charlie

Porta de Brandenburgo



Memorial aos que morreram tentando passar para Berlim oeste (ao pé do Parlamento)


Memorial às vítimas desconhecidas do Muro (porta de Brandenburgo)

terça-feira, 13 de maio de 2008

Berlim, Maio 08 - Dia de multidões (3ª crónica serôdia)

A cúpula de vidro do Reichstag foi um dos motivos despoletadores desta viagem. Mas duas horas e meia na bicha para visitá-la não nos convenceu… Fomos passear pra a Unter den Linden. (Que lindo, uma avenida chamar-se Sob as Tílias!...)

Mas a pièce de résistance do dia foi o Museu do Muro, ao lado do Checkpoint Charlie.
Ao contrário do Centro de Documentação da Bernauerstrasse, que é recente, este museu foi iniciado logo após a construção do muro.
Testemunhos e descrições estarrecedores, mais uma vez. Como a da criança que caíu ao rio e morreu afogada por falta de assistência, uma vez que o rio já pertencia à “outra parte”. Ou a do americano que levou para casa o chão do Checkpoint Charlie e depois o vendeu ao museu por uma fortuna.
Onde se prova que a imaginação não tem limites – em malas de viagem, em caixas de motor de automóveis, num carrinho de compras, de balão, … de toda a maneira tentaram escapar.

Terminámos o dia em Victoria Park, o ponto (vertiginosamente) mais alto de Berlim – 66 metros!
Berim é efectivamente uma cidade completamente plana. E em poucos sítios como aqui, vendo-os passar em bandos, eu lamentei tanto não ter qualificações psicomotoras para ser também um alegre cicloturista…

Wiedersehen!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Berlim, Maio 08 - o homem do chapéu (1ª crónica serôdia)

Mesmo quem não saiba onde passava o muro, tem sempre a noção de em qual das duas antigas partes da cidade se encontra... pelos semáforos!
Os peões de leste usam chapéu (os verdes), vão a caminhar com um ar activo e determinado, provavelmente a caminho do socialismo. O vermelho também também tem chapéu e um ar impositivo, que impede qualquer músculo de se mexer na direcção da passadeira.
Aquando da unificação, pensaram uniformizá-los, mas o
ampelmännschen é tão patusco e característico, que houve um movimento em sua defesa e é agora objecto de culto.

Pelas recordações da separação começámos nós, na Bernauerstrasse, que o muro dividia e onde existe agora o Centro de Documentação do Muro. Memórias pungentes, testemunhos impressionantes.
No local existia, desde o século XIX, uma igreja, por ironia do destino, chamada da Reconciliação.
O muro teve que fazer uma curva para a contornar.
Mas a pobrezinha ficou do lado errado do muro e era um foco de resistência. Por isso, em 85, o amigo Honnecker mandou-a implodir.
Agora, no mesmo local, existe uma igreja moderna, da mesma invocação, que se espera sirva efectivamente para reconciliar os berlinenses.

À tarde (entre muuuuitos outros sítios), passámos à Casa da Comunidade Judaica, de que, do original, só resta a porta.
Cá fora, no passeio, a propósito do aniversário do levantamento do ghetto de Varsóvia, um grupo de activistas, que convidavam os transeuntes a juntar-se-lhes, liam em voz alta os nomes do 55 696 judeus mortos em Berlim durante o nazismo.

Esta cidade está carregada de história.

Schüss!