“Pemba é para verdadeiros viajantes, não é para turistas”, li eu, antes de vir.
A ilha verde, assim lhe chamaram os árabes quando aqui chegaram, pela exuberância da vegetação, é a Mohéli deste arquipélago, em matéria de preservação da natureza.
As multidões ficam em Zanzibar, aqui vêm apenas os que verdadeiramente se interessam pela calma dos sítios primitivos, pelas aldeais onde apenas se fala swahili, pela natureza no seu estado puro.
No extremo oposto, há quem já tenha conseguido instalar na ilha dois resorts de super luxo, num dos quais a diária ronda os 700 euros. O outro orgulha-se dos seus exclusivìssimos quartos sub-aquáticos (onde eu nunca entraria!).
“We few, we happy few”, contentamo-nos com o nosso modesto Pemba Misali Lodge, de onde se vê o por do sol sobre o Ìndico, aonde nos chegam as ondas pequeninas que conseguem atingir aqui o fundo da Chake Bay, onde a toda a hora passam os pescadores a caminho da faina, nos seus dhows.
Se houvesse café expresso e o meu nariz não pingasse, seria perfeito. Assim, é apenas divino.
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