quinta-feira, 30 de março de 2017

Ilhas Lofoten, Março 2017 - a condução...



Parti para esta viagem transida de medo, relativamente à condução no gelo e na neve. Era uma estreia. Cheguei lá e não via correntes nos pneus. ?? Fiz logo uma entrevista de rua! Onde me explicaram que  o que eles usam não são correntes, mas sim pneus de inverno, com uma espécie de pitons.

Saí da garagem com uma sensação de insegurança parecida à que tive na garagem de Montreal, quando me inaugurei a conduzir um carro automático. Mãozinhas bem agarradas ao volante, nada de movimentos bruscos e, sobretudo, muita concentração.

Foi bom que o único incidente tivesse acontecido logo ao segundo dia – ajudou a pôr-me no lugar, a não achar que já me tinha habituado, a não abrandar a concentração. Um nanosegundo em que desviei o canto do olho direito para "aquela casa tão gira", atirou comigo para o monte de neve na berma da rua. Mais do que as três vezes que tive que sair do carro e escavar à roda dos pneus, acho que a recordação mais vincada que guardarei do episódio é a das crianças do jardim de infância do outro lado da rua, trepando à vedação e gritando-me conselhos (suponho eu…)!

Para ser rigorosa, tenho que reconhecer que os limpa-neves faziam um excelente trabalho. Pelo menos nas estradas principais. Nas secundárias, a história era diferente. Quando me aventurei por esta aqui abaixo foi um frisson. A minha boneca não disse nada, mas aquele coraçãozinho só deve ter descansado quando me viu inverter a marcha…


LImpar a botifarra, para não levar gelo para os pedais...

Toutes comptes faites, não foi assim tão mau. E, por duas vezes, ainda cheguei a andar à estonteante velocidade de 72 km / h! Mas em todo o caso, quando, à saída, deitei a chave na caixa da Avis, no aeroporto, dei um grande suspiro de alívio!... 

1 comentário:

Maria SA disse...

Foi mesmo uma aventura guiar assim...