sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Argentina, Setembro 08 - ruínas, alturas e cardones



Isto sim, é outro desenxovalho - no autocarro de Córdoba a Tucuman, o assento deitava completa/, havia mantinha e almofada, o filme era recente e foi passado num nível de decibéis decente.
Despejou-nos às cinco da manha no terminal, onde, felizmente, um café está aberto 24h. Aí estabelecemos a nossa sede até às 8h da matina, altura em que rumámos à Avis local, para recolher o nosso segundo Corsa.

Tucumán, ainda que apenas entrevista, pareceu-nos bastante mais simpática do que Córdoba (Presunçosas... Mas que embirraçao!!!)

A ruta dos Valles Calchaquíes começa por serpentear entre montanhas lindíssimas. Por ela chegámos ao Parque de los Meñires, centenas de pilas muito bem apanhadas, esculpidas pelos diaguitas, que foram recolhidos aqui.

E depois foi subir até 3000 metros por uma estrada tal que o sítio se chama "El infernillo". As montanhas, sempre "bárbaras", como por aqui se diz.

O delírio da tarde foram os cactos gigantes, que nos fizeram sair da viatura (ou nao...) miles de veces. Que espectáculo.

Aportámos às ruínas de Quilmes ao crepúsculo. Estes gajos resistiram 130 anos aos espanhóis. As bestas, quando finalmente os quebraram, levaram os sobreviventes a pé... até Buenos Aires (1600 km...). De 1700 que partiram, chegaram 400...
Quilmes é actualmente o nome da cerveja nacional...

E agora estamos em Cafayate, onde se deveria ficar pelo menos dois dias, e donde temos que sair correndo...

(Una vez más, a crónica nao vai ilustrada, porque a minha assistente nao me fez chegar as imagens até ao fecho da redacçao...)

Sem comentários: