quarta-feira, 8 de abril de 2026

México, Fevereiro / Março 2026 - arte urbana

 

@ Coyoacán

Restaurante @ Teotihuacán
@ La Paz
@ La Paz
No nosso hotel, @ La Paz
Lenda da rainha Caláfia, no Ayuntamiento, @ Loreto
Cultura mayo @ El Fuerte
Cultura mayo @ El Fuerte
@ El Fuerte
Nas imediações do teleférico de Barrancas del Cobre
@ Recepção do Parque Barrancas del Cobre. [Chocou-me o ar triste da senhora]
@ Chihuahua
@ Chihuahua
Mulheres raramuri @ Chihuahua
Mina de Naica (ou "Gruta de Cristal") @ Chihuahua
Sotol @ Chihuahua
@ Chihuahua
@ Chihuahua
"Libertad de prensa" @ Chihuahua
@ Chihuahua



México, Fevereiro / Março 2026 - fim de festa, em Chihuahua

Já quase a caminho do voo de regresso, ainda démos uma volta de toca e foge, pelo centro de Chihuahua

Catedral de Chihuahua

Monumentos al apache Victorio e a la madre raramuri, respectivamente

Coreto (eles dizem "quiosco"), na Plaza de Armas

Estátua de San Miguel Arcanjo de la Libertad

Palácio do Governo

Estivémos em Chihuahua no dia 9 de Março. Na véspera tinha havido uma (enorme?) manifestação assinalando o Dia Internacional da Mulher. 
Não pudémos, assim, contrariamente ao que estava programado, visitar alguns edificios, que ainda se encontravam protegidos por estas placas de meter respeito:


Até os cestos do lixo estavam desmontados e os pobres trabalhadores camarários andavam a reaparafusá-los!

Histeria alarmista ou receio infundado? Não perguntei.

México, Fevereiro / Março 2026 - entre os raramuris

 

Já aqui foram falados os raramuri, a quem os espanhóis chamaram tarahumara. Raramuri, na língua deste povo, quer dizer "os de pés ligeiros". Os raramuri são efectivamente excelentes corredores, na maior parte das vezes, descalços. Segundo a crença raramuri, correr e dançar são um mandato divino, essenciais para a estabilidade do mundo.
Esta cultura / actividade já deram origem a um livro e a um filme, ambos com o título "Born to run".
Desde 2003 realiza-se nesta zona a Ultra Maratona Caballo Blanco, em que os prémios consistem em vales de milho, farinha, feijão e outros produtos alimentares.

Actualmente, haverá cerca de 100 000 pessoas desta etnia. Alguns, ainda vivem em grutas.

Quase no fim da nossa viagem, tivémos a oportunidade de visitar uma comunidade raramuri. Nestas ocasiões eu sou sempre tomada de um grande constrangimento, achando que a outra parte pode sentir-se um tanto "macaquinho na jaula".
No entanto, neste caso, se assim é, eles aproveitam-se da curiosidade dos turistas: paga-se para entrar. Já me tinha acontecido, que me lembre, pelo menos no Quénia, para visitar uma aldeia maasai. 
É uma atitude realista, da parte deles, mas parece que me constrange ainda mais.

Começámos por visitar a Misión de Santo Ignacio de Arareko, onde se pratica uma religião de sincretismo entre cristianismo e crenças locais.
Chegámos na hora da missa, pelo que não se podia entrar na igreja.
Eu remeti-me logo ao fundo do adro, mais uma vez e ainda com mixed feelings, dividida entre a tentação de registar imagens e não querer devassar a intimidade das pessoas.


 


No fim da missa, saem da igreja, primeiro os homens e depois as mulheres, e cada pessoa dá uma volta ao cruzeiro, rodando sobre si própria. No fim, reúnem-se todos, ao pé da igreja.
  

 

Nesta zona, ainda e sempre, há curiosíssimas formações geológicas. Algumas têm até nomes próprios. 

Vale dos Sapos
Vale dos Cogumelos

Acabámos em alegre e intenso convívio com @s vendedor@s de artesanato raramuri, gastando os pesos que nos restavam.

segunda-feira, 6 de abril de 2026

México, Fevereiro / Março 2026 - Barrancas del Cobre

Barrancas del Cobre é um conjunto de desfiladeiros, gerados por movimentações tectónicas, existente na Sierra Madre Ocidental.

O nome não se refere à existência de cobre, mas sim à cor que as montanhas assumem, sob determinada luz. 

Nós ficámos alojados (e tínhamos vista para!) e visitámos o mais fundo dos desfiladeiros, o de Urique. Com 1879 metros de profundidade, é o maior da América do Norte. (Sim, maior que o Grand Canyon!)
Aí se encontra instalada uma comunidade raramuri. Vivendo anteriormente nas planícies de Chihuahua, transferiram-se para aqui, por não quererem render-se aos espanhóis.

Nas palavras do nosso guia local, não vale a pena fotografar as Barrancas, porque nada dá a ideia do que elas são, vistas ao vivo (aquela velha história de "o meu filho diz que a melhor objectiva..., etc"🙊).
Em todo o caso, atrevo-me a partilhar algum do patético material que produzi durante a caminhada que fizémos e na viagem de teleférico:

A paisagem começou por nos deslumbrar das janelas dos nossos quartos

 Mas, para acreditarmos que era mesmo verdade, a seguir fomos fazer uma pequena caminhada:

 

 

No dia seguinte, bem cedinho, o passeio foi de teleférico:

 

👆Durante o percurso, avistámos os sítios improváveis onde os raramuri se instalam 👇



O nosso hotel era lá no alto



sábado, 4 de abril de 2026

México, Fevereiro / Março 2026 - El Fuerte / El Chepe

Após uma travessia marítima de OITO horas - que exigiu aos de idade superior a 70 um atestado (com menos de uma semana!) de boa saúde... - voltámos ao "continente".

  EL FUERTE

O nome de El Fuerte deriva de um forte que, no início do século XVII, os espanhóis construíram, para se defenderem dos ataques que os indígenas não cessavam de desferir à povoação de San Juan Bautista de Carapoa, fundada quase meio século antes.

Após a independência do México, El Fuerte converteu-se em capital do Estado de Occidente. A reorganização administrativa decorrente da perda de territórios, no final da guerra com os EUA, a meio do século XIX, fez com que a cidade perdesse importância.

El Fuerte foi mais uma boa surpresa.

Casas coloniais de El Fuerte
Cores de El Fuerte

👆A praça principal de El Fuerte, marcada pelas majestosas palmeiras reais 👇


Igreja do Sagrado Coração de Jesus

As bonitas placas toponímicas de El Fuerte. À direita, o símbolo da classificação da cidade como pueblo mágico 
O Trio Romântico (!), que alegrou o nosso almoço em El Fuerte, com canções mexicanas a pedido. O senhor da direita tem 80 anos!

Representação de um membro da etnia Mayo, preparado para a danza del venado.

Os mayos são um povo indígena local, que a si mesmos preferem chamar-se yoremes. 
Altamente ciosos da sua cultura ancestral, que se esforçam activamente por preservar, têm uma forma de governo colectivo e autónomo.
Praticam, em vários centros cerimoniais, uma religião de sincretismo entre as crenças cristãs e as suas próprias crenças originais, muito ligadas à natureza.

Máscaras del judío, acessório importante na semana santa dos mayos

El Fuerte reivindica a qualidade de terra natal do... Zorro! Mais, o hotel onde ficámos está instalado numa lindíssima mansão colonial que é suposto ser onde nasceu este Zé do Telhado californiano.
[Pesquisando sobre o personagem, descobri - coisa que ignorava - que até Isabel Allende já escreveu um livro sobre ele!] :

 


 EL CHEPE

Foi em El Fuerte que apanhámos El Chepe, mais uma etapa aventurosa da nossa viagem.

A construção da linha ferroviária entre Chihuahua e o Pacífico sofreu tantas vicissitudes que, datando a ideia inicial de 1876, o percurso só foi posto ao serviço em... 1961!
O facto de atravessar a Sierra Madre ocidental não foi um dos mais pequenos obstáculos, obrigando à construção de 86 túneis e 175 pontes (números do site oficial).
O traçado atinge, no seu ponto mais alto, 2500 m, e permite aceder às Barrancas del Cobre.
A meio do percurso, os assistentes chamam a atenção para uma mudança de fuso e de ecosistema, de semidesértico para semitropical (para quem viaja de sul para norte).

A excitação dos turistas, à chegada do comboio

Via única...

... mas tudo bem organizado!
As paisagens vistas do comboio - rio El Fuerte
As paisagens vistas do comboio - rio Chinipas


As acrobacias do Chepe:

 

Cruzamento com o Chepe Regional. (Grandes diferenças de serviço relativamente ao comboio dos turistas, El Chepe Express...)
Gentes da etnia local, os raramuri, vendendo artesanato aos turistas, numa paragem do comboio
Chegada a Divisadero