quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Chile, Novembro 2011 - Região dos Lagos

O título da posta radica apenas no facto de uma das 15 regiões administrativas em que se divide o Chile - esta a que as imagens dizem respeito - se chamar assim. Porque, de resto, lagos (e água, em geral) é coisa que não falta em toda a metade sul do Chile, como já vimos.
Aqui, especificamente, andávamos em torno do lago Llanquihue. Este, no seu perímetro, tem, "apenas", quatro vulcões.
(Durante a preparação da viagem / estadia no Chile li / ouvi três conjuntos de números diferentes, em matéria de vulcões. Limito-me ao mais modesto: no Chile há 2085 vulcões, dos quais 45 estão activos... ...)
O mais importante, dos quatro à beira do lago Llanquihue, é o Osorno - logo abardinado em Osório... - que, à semelhança do colega Villarrica, em Pucón, nos ocultou pudicamente o cocuruto.



Aspectos da costanera de Frutillar, uma vilazinha nas margens do Llanquihue de que gostámos muito:




A p**** do Natal, em Frutillar

"Casinha de bonecas" - mais alemão é impossível


Mas - vá lá! - lá se deu uma abébia à imagem do indígena


Museu Colonial Alemão - apesar das reticências suscitadas pelos dois adjectivos, está muito bem feito e apresentado, gostámos de ver:


(Terá sido o motivo do nosso agrado?!!! :-P)


Casona colonial...

... e respectiva vista sobre o lago

? bowling?!

Casa do ferreiro

Galpão agrícola

Moinho de água

Puerto Octay é mais outra cidadezinha de arquitectura tipicamente alemã, à beira do lago Llanquihue:

O lago Llanquihué, visto de Puerto Octay


Chile, Novembro 2011 - Valdívia

Valdívia - fundada pelo já referido Pedro, do mesmo apelido, que aliás também fundou Santiago - é uma cidade importante na metade sul do país, sede da Universidade Austral.
O interior da cidade não nos agradou, achámo-lo feio, escuro, triste. A beira-rio é que nos agradou, mesmo.


Valdívia antiga

Valdívia moderna


A Casa Andwanter, na ilha Teja, onde está instalado o Museu Histórico e Antropológico Maurice van der Maele. É suposto que recolha os testemunhos dos principais grupos étnicos da região - mapuches, espanhois e alemães - mas o que nos levou lá, claro, foram os objectos mapuches. Entre outros, trabalhos em prata lavrada, lindíssimos, tal como já encontráramos no museu de Pucón.
Infelizmente, não ficaram bem na foto.



Farol e pêndulo de Foucault, a mais recente coqueluche da beira-rio valdiviana, acabadinha de inaugurar



As manas no pêndulo

Leões marinhos e cormoranes, instaladíssimos em frente do mercado do peixe:


"Quero maaaais"

"Tenho aqui uma comichão..."



As gaivotas também dão uma voltinha:



Imagens do mercado do peixe:






Em Valdívia também há bons artistas de rua:



Cerveja, pois - esta foi uma zona de colonização alemã, a partir de meados do século XIX





Restos dos forte espanhol de Niebla, junto ao Pacífico. (Foi completamente arrasado pelo terramoto de 1960, o maior que já foi registado). Valdívia tinha uma importância estratégica fundamental, porque, além de se encontrar frente ao oceano, estava situada na confluência de três rios:




terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Chile, Novembro 2011 - em terras mapuches


Dos povos nativos do actual território do Chile, os mapuche terão sido os que mais resistência ofereceram aos espanhóis. A primeira expedição, comandada por Diego de Almagro, regressou ao Peru pelos mesmos passos. E mesmo a seguinte, comandada por Pedro Valdívia, contou com feroz resistência durante décadas e nunca conseguiu passar para sul do rio BíoBío.
Ciência que me chegou, em primeira mão, pela prosa de Isabel Allende, no seu "Inês da minha alma", que se recomenda vivamente, mesmo a quem não queira viajar para o Chile.
Ainda hoje, claro está, o relacionamento não é pacífico.

Pucón está para a região dos lagos, no Chile, como Queenstown está para o Fiordland, na Nova Zelândia: é um centro logístico para as muitas actividades de natureza que se podem equacionar a partir daí. Nas ruas, as agências de viagens, as empresas de turismo de natureza, etc, são porta sim, porta sim ,porta sim:





Costanera de Pucón, sobre o lago Villarrica


Imagens do Museu Mapuche, em Pucón:







Um dos meus grandes objectivos na região, à partida, era a excursão ao vulcão Villarrica - espreitar pela cratera e ver o magma, segundo diziam "as fontes". Afinal, sur le coup, desisti. E acho que foi uma  medida de prudência. Entre outras razões, porque, naquela altura do ano, o vulcão ainda estava completamente coberto de neve, era preciso levar grampos nas botas, etc. (Havia de ter que ver, a Sofia, a embrulhar-se nos grampos e a tombar a cada passo...).
Além da neve, aliás, havia nevoeiro ou nuvens, que nunca nos deixaram ver o cimo do vulcão.
A excursão substituta foi às cuevas vulcânicas, um túnel de lava resultante de uma anterior erupção


A caminho das cuevas



Vista das cuevas sobre o lago Villarrica

 Canyon de lava, próximo das cuevas


Ponte sobre o canyon  (c) Marylight



Os queridos nothofagus, meus amigos desde a Patagónia 2004 e entretanto revisitados na Nova Zelândia

A entrada para as cuevas

Interior das cuevas


As paredes, tipo mousse de chocolate (o nome científico é estafilitos)

O chão, tipo b**** de vaca (em mapundungum, língua dos mapuches, pahuehue, ou seja, a rocha por onde se caminha)

A iluminação está reduzida ao mínimo, porque, de outro modo, e dada a fertilidade do material vulcânico, começam a rebentar plantas




Previsão da evolução geológica dos continentes, no centro de interpretação das cuevas. Parece que daqui a 10 milhões de anos será assim. O casal britânico que estava connosco não apreciou particularmente. E, vai na volta, os cubanos que vejam a imagem, também não acharão graça...

(Actualização: para um pouco mais tarde depois, há outras previsões...)


Ojos del Caburgua


No topo da caminhada dos Três Saltos 

Primeiro salto

Segundo salto

Terceiro salto


Lago Calafquen:



(c) Marylight

Lago Panguipulli:



Lago Caburgua:




Curarrehue, uma aldeia tradicional, onde fomos à procura da gastronomia mapuche, e onde acabámos a jantar uma espécie de bife com batatas fritas, muito por culpa dos prestimosos populares, que empurraram as turistas para o melhor restaurante da terrinha...



 Caminhada perto do Parque Nacional Huerquehue:

(c) Marylight

Vista, cá de baixo, do cumezito aonde subimos: (c) Marylight

No sendero

Adorámos estas árvores, que encontrámos pelo caminho. Mas não conseguimos saber o nome. (Actualização, proporcionada por uma amiga chilena: chamam-se arrayanes).



Vistas, do topo, sobre o lago Tinquilco



Termas "Los Pozones":

Entrada, (c) Marylight

desciiiiiiiiiiiida,


e vistas sobre os vários tanques


Os balneários, com descida directa para a água

Já fumega



A região de Pucón foi a primeira onde encontrámos as giestas que por toda a parte, daí em diante, se apresentavam esplendorosas