quinta-feira, 29 de março de 2007

Veneza Fev. 07 - *selecção* de máscaras I

O Doge que era nosso vizinho no hotel :)











Veneza Fev. 07 - mais montras...

Medico della peste, em marioneta


Nostalgias para todos os gostos...


Orquestra em vidro de Murano

quarta-feira, 28 de março de 2007

Veneza Fev. 07 - as montras

Logo na noite da chegada, as montras davam o tom







sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Veneza, do alto

Foi como a vimos ontem, lindissima, do campanile de S. Giorgio Maggiore, na ilha do mesmo nome. A névoa que pairava nao terah ajudado ahs fotos, mas, ao olho, até reforçou o encanto

Hoje foi novo dia de ilhas.
San Servolo, primeiro, onde, até 1978, foi o hospital psiquiatrico.
Aqui estah tudo muito bem arrumado e organizado. Sobretudo o que representa perigo: os defuntos, numa ilha; os loucos, noutra; os vidros, com as suas forjas eventualmente incendiarias, numa outra. E cosi via...

E alguem sabe de onde vem a palavra lazareto?! Pois da ilha de San Lazzaro, onde, pela 1.a vez, foi criado um hospital para leprosos.
Acabaram-se os leprosos, a ilha estava desempregada, e foi generosa/ oferecida pelo doge, no principio do seculo XVIII, a um padre armenio, que aih fundou uma comunidade que ainda hoje perdura.
Enquanto nao houve uma republica independente da Arménia, era este o ponto de referencia universal para todos os arménios espalhados pelo mundo.

Amnhan, neste nosso roteiro multi-crenças que também jah passou pela comunidade ortodoxa de S. Giorgio dei Greci, iremos ao ghetto de Veneza, o 1° em todo o mundo, triste record.
Pois em Veneza instalaram-nos ao pé de uma forja - getto, que em italiano se le djeto. Mas eles, que vinham na sua maior parte da Alemanha, leram com pronuncia daquele paihs - gueto. E aih estah de onde surgiu a palavra!

Domani, quindi, si finisce...
E entao serah, verdadeira/, ciao, Venezia!!!

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Veneza tem a forma de um peixe

Um peixe perdido, no meio da laguna.
Nao acreditam?! Espreitem aqui

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Soh ao preparar esta viagem me apercebi de que a cidade eh uma pequenissima parte do tamanho da laguna.

Hoje foi dia de ilhas. Mazzorbo, primeiro, de onde atravessamos, por uma ponte de madeira, para Burano, a das rendas.
Tudo em renda (aliahs, merletto) - coletes, sombrinhas, marcadores de livro...
Casas coloridas, reflectidas nos canais.

Depois Torcello. Foi um dia a imponente capital da laguna norte, o principio dos principios de Veneza. Hoje tem 14 habitantes.
Restam, da antiga grandeza, a igreja de Santa baça, digo Fosca, e a basilica de Santa Maria Assunta, capaz de rivalizar com S. Marcos ou com os Apolinarios de Ravenna, do chao de pedras incrustradas e dos mosaicos estamos falando, respectivamente


E de regresso ao hotel soubemos que mais um governo italiano tinha caido...

Ciao, Venezia!

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Venezia *è* il Carnevale

Ontem nao fizemos + q correr atras das mascaras - um deslumbramento! - e rogar apragas aos parolos que insistem em fazer-se fotografar avec. Entre eles, paleeeeetes de tugas.

Imaginem a que estado eu cheguei ao fim do dia, para nao ter vindo ah internet do hotel, no mesmissimo piso do nosso quarto!...

E, a proposito, do nosso (modesto) hotel, a escolha nao podia ter sido melhor: sossegado, limpo, bem (demasiado!) aquecido.

Hoje fomos ao Palazzo Grassi ver uma exposiçao de Picasso (pintura, mas também ceramica, desenho, escultura), chamada "La joie de vivre". Os anos de ouro de Antibes. Liiindo.

E depois vim a descobrir que o actual dono do Grassi é François Pinault, o milionario frances que queria fazer um museu de arte moderna nas oficinas soissantehuitardes da Citroen em Bologne Billancourt.
Mas o processo foi tao demorado e tortuoso, que se fartou e se mudou para Veneza.
Sorte a da Serenissima, de ter dois mecenas (Pinault e Guggenheim) em disputa.

Agora acabamos de chegar do ultimo desfile de mascaras e estamos repousando um bocadinho, para resistirmos ao fogo de artificio de encerramento, a meia noite

Ciao, Venezia!!!

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Futuramente...

N. Zelândia Set. O6 - Kiwizadas

Koru, o rebento do silver fern, que nos enlouqueceu em dezenas de fotografias. Para os maoris simboliza nova vida, crescimento, harmonia

A folha do silver fern, como já foi dito , é símbolo nacional nacional da actual NZ, e figura na bandeira dos "All Blacks"


Na onda, trazíamos uma folha no nosso carro

Hei matau - outro símbolo maori que representa força e determinação e traz paz, prosperidade e saúde, ao mesmo tempo que segurança, nas viagens por mar

Não sendo uma meta, para não a ultrapassar, ganhei uma lesão muscular!...


A bicharada é bem tratada na NZ - eram frequentes as vacas de gabardina (sobretudo?!)


Tal como o tabaco, também o álcool é combatido. (Mas não sei garantir se a proibição é cumprida...)


A mania das matrículas personalizadas levada ao extremo...

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

N. Zelândia Set. O6 - Bicharocos


Sim, são gaivotas. Mas as nossas não têm, como as de lá, o rabo preto, com bolinhas brancas


Pukeko. Parecido com o takahe. Está em movimento porque não achou graça nenhuma a ver uma turista apontar-lhe aquela arma esquisita


Paisagem típica da NZ - montanhas e ovelhas. Não será dos melhores exemplares, mas foi o que se conseguiu arranjar

Tui. O tal que se ouve por toda a parte, na NZ, e que tem um canto diferente conforma a hora do dia


Parakeet


Kereru


Kea


Takahe, a tal


E o kiwi? Errr... pois parece K não wi

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

N. Zelândia Set. O6 - Morfos

Na NZ não há uma gastronomia típica. (Excepção feita, claro está, ao tal hangi, que, à semelhança do cozido dos Açores, não é exactamente para comer todos os dias!) Mas, mercê talvez dos muitos contributos de que é feito o país, pratica-se uma cozinha com imaginação, simpática, moderna. Tudo isto nos cafés que se encontram por toda a parte e que não são propriamente iguais aos nossos. Além de café, bebidas, e (poucos) salgados ou doces, oferecem um serviço de refeições ligeiras, na base das saladas, tartes e assim, patente em lista devidamente afixada. A balta chega e vai directa ao balcão, encomenda o que quer e paga. Dão-nos uma bandeirinha (propriamente dita, é tão patusco!) com o número da encomenda e vamos sentar-nos. E depois o empregado que traz a manja localiza-nos nessa base. Os empregados vestem invariavelmente de preto. E o nome do gerente on duty está sempre afixado em sítio bem visível, para o que der e vier.

"Element Pizzeria", Christchurch: a pizza da primeira noite - pizza abbachio, com borrego grelhado (!), abóbora e iogurte


"Hotel Revington", Greymouth: mushroom and bacon soup


"Cook Saddle", Fox: cheese cake


"Vudu Cafe", Queenstown


"Bailliez", Te Anau: filete de linguado com molho tártaro


"Crofton Downs", Wellington: pavlova, by Chef M'rcílio


Waikite Te Manaroa Springs, Rotorua: seafood lakso (na NZ os mexilhões são sempre king size)

Waikite Te Manaroa Springs, Rotorua: o pissirinho também apreciou o bolo de cenoura com creme de canela

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

N. Zelândia Set. O6 - O adeus à Nova Zelândia

Onde os maoris se lixaram

O tihtalo, politica/ incorrecto, refere-se ao momento culminante do dia (pelos menos em termos culturais), a visita a Waitangi.

Aqui foi assinado, em 1840, o tratado com este nome, pelo qual numerosos chefes maoris entregaram as suas terras ah coroa britanica, em troca da proteccao da rainha Vitoria... ... ...

Em termos paisagisticos, regalahmo-nos com o cruzeiro na Bay of Islands (digo, Bai av Oilands), q eh isso mm, uma baiha cheia de pequenas ilhas paradisiacas.

Foi aqui q, pela 1.a x, aportou o conhecido capitao James Cook, qs 1 seculo antes do Tratado de Waitangi.


Dos habitos kiwis

As lojas fecham ahs 5 (!!! nem na Escandinavia vi isto, mas eh certo q n foi no inverno q lah estive). Os restaurantes, ahs 8. E, portanto, ahs 9 da noite, apenas estas 2 ovelhas tresmalhadas se passeiam pelas ruas completa/ desertas, dd o meio da tarde!

A construcao predominante eh em madeira. Facto q me trouxe intrigadissima, ateh q o meu amigo Marcilio me explicou q tal bizarria se deve ao facto de a madeira resistir melhor q o betao aos (inumeros) sismos e de, na ocorrencia dos ditos, causar menos baixas.

O cafe eh booootjimo, mas fortissimo. Pode ser short ou long, e ser feito com 1, 2, ou 3 shots (nem quero imaginar como seja esta ultima modalidade, q nc provamos). Alias passamos por variadissimas formulas e tentativas, ate estabilizarmos no long black, bebido a meias, com agua quente acrescentada na minha metade! (Fazemos lembrar os pais da Sra. Ministra, a beberem 1 bica a meias, mas esses por poupanca, digo, forretice!... ... ...)

As zonas smokefree imperam 1 pc por toda a parte - hoteis, moteis, cafes. Q maravilha! No hotel onde estamos hoje, por exemplo, ha 1 fila de clientes ao frio, no passeio, para satisfazer o vicio

O rugby eh o desporto, digo, a loucura nacional. Diria q pior q o futebol, chez nous. (est-ce possible?!!!) Os All Blacks (a seleccao) sao idolos nacionais e estao presentes em tudo o q eh gadget, associados ah folha do silver fern, o lindissimo feto q tb eh simbolo nacional

Na musica, impera (ou pelo menos ouvimos muito) um revivalismo dos anos 50. Va savoir pourquoi!

As gentes sao tremenda/ simpaticas. Qd n teem qq coisa q pedimos (e q n sao obrigados a ter), desfazem-se em desculpas. Ate jah vimos 1 autocarrop q apresentava, no letreiro electronico: "sorry, out of service!"

Sorriem-nos anonima/ na rua, (n sei se apenas), pelo facto de sermos pakehas.

(Pakeha - estranho - foi o nome q os maori deram aos 1.os europeus q aqui apareceram. Pq maori - imaginem - era o nome q eles se davam a si pps e quer dizer "normal", "natural" !

Se me saisse o eurocoiso e/ou me pusessem cah de foguetao, era um pais onde eu gostaria (muito) de voltar!

See you in a while, q eh como quem diz, dp de 2 voos de 11 horas e mais 1 de 3 (glup!)



Parry Kauri Park - as imagens falam por si, quanto à dimensão destes colossos.
Este, em concreto (o McKinney kauri) tem quase 12 m até à altura do primeiro ramo, quase 8 de perímetro, e um volume de madeira estimado em 43 metros cúbicos.
Quanto a idade.. 800 anos. E convém dizer que é dos mais recentes, pois que os há com 2000 anos...



No exterior do museu do parque, ainda se percebe como (essencialmente durante o século XIX / princípios do XX) tudo estava preparado para abater a floresta em moldes sistemáticos.


Waitangi - foi aqui, mais concretamente nesta casa, que foi assinado o tratado com o mesmo nome

A casa era de James Busby, primeiro appointed resident pela rainha, que a levou pré-fabricada da Austrália. Apenas o telhado foi fabricado na Nova Zelândia


Waitangi - mais uma casa comum maori. Esta não é de nenhuma tribo. Todas contribuíram para a sua construção


Waitangi - aqui se encontra, mais uma vez feita a partir de um kauri, a maior canoa maori jamais construída: 35, 60 m (sim, está no Guinness...).
Pode levar um mínimo de 80 e um máximo de 160 pessoas.
A 6 de Fevereiro, dia do Tratado, sai sempre.


Pahia, à beira da Bay of Islands, o local onde o capitão Gancho, perdão James Cook, atracou pela primeira vez



Perspectivas das islands...

... e do farol de Cape Brett



Este arco rochoso, o item da jornada que menos nos atraíu, é o highlight do turismo de massas naquela zona.
Não há circuito que não inclua o "hole in the rock". É assim o turismo de Pato Donald...