Não tinha muitas dúvidas de que nos agradaria. As referências eram unanimemente elogiosas (ainda por cima de franciús, gentinha esquisita)
Nasceu na roça, só na 5a classe foi para a cidade. 36 anos, casado, 2 meninas e um menino.
Simpático, discreto, correcto, bom condutor, brincalhão. Apresentou-se pontualmente à hora combinada, com o carro impecavelmente limpo, por dentro e por fora. Sabe de cor e com mais pormenores que nós o itinerário que lhe encomendámos há mais de um mês.
Traz sempre no carro dois livros de Fernando Pessoa, de que é apreciador, para os tempos mortos.
Ocupações, tem duas, que adora: mostrar orgulhosamente aos turistas o seu país. E, quando não tem clientes, dedicar-se à agricultura, no seu pedacinho de terreno. Tem-nos dado cada lição de botânica equatorial!... E nós, atarantadas, a querermos tomar nota de tudo, porque sabemos que o Tico e o Teco, na semana que vem, já nem se lembram que estiveram cá...
Em cada aldeia onde passamos, as pessoas gritam o nome dele. (É verdade que os sãotomenses são só 180 mil!...)
Hoje, quando vinha buscar-nos ao Praia Inhame (a duas horas da capital), topou com duas francesas que tinham partido a caixa de velocidades do carro alugado (...). Foi ele que telefonou para a agência delas, a intimar o envio de outro carro. E à hora do almoço, já longe dali, ligou às encrencadas, a saber se já tinha chegado. Eu devo ser muito bonzinho, dizia ele, gargalhando no seu riso largo.
Sabendo-nos com pena de não termos ainda provado o calulu (prato típico de S. Tomé que não é fácil encontrar, porque, à semelhança do nosso cozido, não é rentável fazer para pouca gente), encomendou um à mulher e levou-nos a jantar em casa dele!
Este espicho lembra-me outro parecido, de há um ano, sobre os nossos anfitriões nas Galápagos. O que só quer dizer uma coisa: somos umas privilegiadas. Ou "sorteadas", como ele dizia um destes dias :-)
Nasceu na roça, só na 5a classe foi para a cidade. 36 anos, casado, 2 meninas e um menino.
Simpático, discreto, correcto, bom condutor, brincalhão. Apresentou-se pontualmente à hora combinada, com o carro impecavelmente limpo, por dentro e por fora. Sabe de cor e com mais pormenores que nós o itinerário que lhe encomendámos há mais de um mês.
Traz sempre no carro dois livros de Fernando Pessoa, de que é apreciador, para os tempos mortos.
Ocupações, tem duas, que adora: mostrar orgulhosamente aos turistas o seu país. E, quando não tem clientes, dedicar-se à agricultura, no seu pedacinho de terreno. Tem-nos dado cada lição de botânica equatorial!... E nós, atarantadas, a querermos tomar nota de tudo, porque sabemos que o Tico e o Teco, na semana que vem, já nem se lembram que estiveram cá...
Em cada aldeia onde passamos, as pessoas gritam o nome dele. (É verdade que os sãotomenses são só 180 mil!...)
Hoje, quando vinha buscar-nos ao Praia Inhame (a duas horas da capital), topou com duas francesas que tinham partido a caixa de velocidades do carro alugado (...). Foi ele que telefonou para a agência delas, a intimar o envio de outro carro. E à hora do almoço, já longe dali, ligou às encrencadas, a saber se já tinha chegado. Eu devo ser muito bonzinho, dizia ele, gargalhando no seu riso largo.
Sabendo-nos com pena de não termos ainda provado o calulu (prato típico de S. Tomé que não é fácil encontrar, porque, à semelhança do nosso cozido, não é rentável fazer para pouca gente), encomendou um à mulher e levou-nos a jantar em casa dele!
Este espicho lembra-me outro parecido, de há um ano, sobre os nossos anfitriões nas Galápagos. O que só quer dizer uma coisa: somos umas privilegiadas. Ou "sorteadas", como ele dizia um destes dias :-)
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