segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Etiópia, Novembro 2019 - Gondar, o esplendor do século XVII

Gondar foi fundada pelo imperador Fasilidas na primeira metade do século XVII e foi a capital da Etiópia até metade do século XIX.

Além de Fasilidas, também os seus sucessores aí ergueram os respectivos castelos. É um conjunto monumental que pode ser visitado no chamado Recinto Real (Fassil Ghebbi).



CASTELO DE FASILIDAS
 





ARQUIVO DE FASILIDAS




BIBLIOTECA DE YOHANNES I



CASTELO DE IYASU I





AUDITÓRIO OU SALA DE CANTO DE DAWITT III



CASTELO DE BAKAFFA





CASTELO DA IMPERATRIZ  MENTEWAB



Não longe do Recinto Real fica uma igreja que é uma autêntica pérola e, seguramente, de todas as igrejas que visitámos, aquela cujo interior mais me encantou.

DEBRE BERHAN SELASSIE

Entrada para o recinto da igreja



As paredes estão repletas de representações de episódios bíblicos...

  


... mas la crème de la crème é o tecto, de onde mais de uma centena de querubins (que representam a omnipresença divina) nos observam atentamente



Nos arredores de Gondar situam-se os BANHOS DE FASILIDAS. Por ocasião do Timkat (festa etíope para celebrar a Epifânia) o tanque é cheio e os fiéis banham-se nele. (E a cerimónia acaba de ganhar o estatuto de Património Imaterial da Humanidade)



 

A  natureza a tomar conta do património monumental. 
(Lembranças de Tikal. Para outros viajantes foram lembranças de Angkhor Wat)




sábado, 7 de dezembro de 2019

Etiopia, Novembro 2019 - Lalibella, nova dinastia, nova capital

Lalibella, anteriormente chamada Roha, tomou este nome do rei que terá sido responsável pela construção do seu tesouro patrimonial, as igrejas escavadas na rocha.

A cidade foi capital da dinastia zagwe durante os séculos XII e XIII, e é deste período que datam as igrejas.
(Entretanto, no século IV, o rei Ezana tinha-se convertido ao cristianismo, declarando esta a religião oficial).

O rei Lalibela, que reinou de 1162 a 1221, teria querido fazer na Etiópia uma reprodução da cidade de Jerusalém, para que os peregrinos do seu país não tivessem que fazer a viagem (e correr os respectivos perigos) até à verdadeira.

Como sempre, no que diz respeito à história etíope, é de boa prudência usar o condicional, porque a lenda e a fantasia tendem a dourar a (pouca) investigação. Assim é que, segundo a tradição, a construção das igrejas teria avançado mais rapidamente do que o expectável, porque de dia trabalhavam os operários e à noite vinham os anjos continuar...

Com maior ou menor rigor, estamos perante um conjunto que nos faz pensar como foi possível pôr tanto engenho e arte a funcionar, em tão difíceis condições.

BET MEDHANE ALEM


 



 



BETE MESKEL
 

Em cada igreja em que entrávamos, o respectivo padre fazia questão de ir buscar e exibir os seus melhores tesouros. À primeira vez, senti algum respeito. Mas à quarta ou quinta pose para os turistas, comecei a achar que a coisa está um bocado industrializada...


BETE MARYAM









 


BETE DANAGHEL



BETE GABRIEL e RUFAEL (sic)




  BETE BETHELEM

Logo apelidada por gente menos respeitosa e iconoclasta de "assador de castanhas"...

BETE MERKORIOS


 




BETE AMANUEL




BETE ABBA LIBANOS





BETE GOLGOTHA e MIKAEL







(Neste post - correndo o risco de os leitores desisitirem a meio - fez-se como nas bodas de Canaã - ficou para o fim a imponente igreja de S. Jorge, a única que se pode ver de cima e fotografar em condições, já que não tem, como as outras todas, um "telhado protector" da responsabilidade da Unesco)


BETE GIORGIS







YEMREHANNA KRISTOS 

A alguns quilómetros de Lalibela situa-se a igreja de Yemrehanna Kristos, cuja construção foi promovida pelo rei... Yemrehanna Kristos (século XI).

Tem como particularidades ter sido construída dentro de uma gruta, alternando camadas de pedra e madeira.