A cidade foi capital da dinastia zagwe durante os séculos XII e XIII, e é deste período que datam as igrejas.
(Entretanto, no século IV, o rei Ezana tinha-se convertido ao cristianismo, declarando esta a religião oficial).
O rei Lalibela, que reinou de 1162 a 1221, teria querido fazer na Etiópia uma reprodução da cidade de Jerusalém, para que os peregrinos do seu país não tivessem que fazer a viagem (e correr os respectivos perigos) até à verdadeira.
Como sempre, no que diz respeito à história etíope, é de boa prudência usar o condicional, porque a lenda e a fantasia tendem a dourar a (pouca) investigação. Assim é que, segundo a tradição, a construção das igrejas teria avançado mais rapidamente do que o expectável, porque de dia trabalhavam os operários e à noite vinham os anjos continuar...
Com maior ou menor rigor, estamos perante um conjunto que nos faz pensar como foi possível pôr tanto engenho e arte a funcionar, em tão difíceis condições.
BET MEDHANE ALEM
BETE MESKEL
BETE MARYAM
BETE DANAGHEL
BETE GABRIEL e RUFAEL (sic)
BETE BETHELEM
| Logo apelidada por gente menos respeitosa e iconoclasta de "assador de castanhas"... |
BETE MERKORIOS
BETE AMANUEL
BETE ABBA LIBANOS
BETE GOLGOTHA e MIKAEL
(Neste post - correndo o risco de os leitores desisitirem a meio - fez-se como nas bodas de Canaã - ficou para o fim a imponente igreja de S. Jorge, a única que se pode ver de cima e fotografar em condições, já que não tem, como as outras todas, um "telhado protector" da responsabilidade da Unesco)
BETE GIORGIS



