domingo, 24 de fevereiro de 2019

Índico, Setembro/Novembro 2018 - Maurícia, maravilhas até ao fim

Eu acho que, quando chegámos às Maurícias, a taça das sensações e emoções já estava tão cheia, que não conseguimos apreciar as suas maravilhas como devíamos. Pero que las havia, las havia!

As casas coloniais, para começar. Era incapaz de visitá-las sem pensar no sofrimento de que aquelas enormes propriedades foram palco. Mas se eram lindas!...


Mon Plaisir
Domaine de Labourdonnais
 

Maison Eureka
Domaine d'Aubineaux

A outra grande maravilha da Maurícia / façanha da viagem foi o mergulho no Índico


E a terra vermelha das Alexandra Falls?


E os nenúfares gigantes do Jardim botânico de Pamplemousse?


E os pores do sol?


E o que não chegámos a ver?!
Pois. Next time, may be.

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Índico, Setembro/Novembro 2018 - Reunião, sempre maravilhas

Aviso à navegação: nem o meu equipamento nem a minha arte fotográfica estavam à altura da grandiosidade das paisagens da Reunião. Fez-se o que se pôde.

Cirque de Cilaos
Cirque, na Reunião, significa, grosso modo, cratera. Aqui, o de Cilaos, para onde os escravos ("marrons") fugiam, já que o acesso era dificílimo. Apenas nos anos 30 do século passado foi construída uma estrada, que ainda é a actual, e distribui 400 curvas por 22 km. Pessoalmente, encontrei mais dificuldade nas inúmeras passagens (muito) estreitas que também fazem parte do programa...
Cilaos derivará da palavra malgache tsilaosa, que significa "lugar donde não se sai".

Cratère Commerson
Piton Partage e Formica Leo [a pequena cratera que se vê ao centro da foto]
Plaine des Sables

↑ Piton de la Fournaise, vulcão ainda activo - cratère Dolomieu ↓

Campos de lava (erupção de 2007 do Piton de la Fournaise)

De resto, para além das paisagens, havia tantos motivos de encantamento, para as objectivas e não só... Um dos que nos enlouqueceu foi o das casas crioulas, das mais modestas às mais sumptuosas, umas mais bem conservadas, outras razoavelmente degradadas.


Saint Denis

Saint Denis
Cilaos
Cilaos
Cilaos
Entre Deux
Hell Bourg
Hell Bourg

Hell Bourg
Hell Bourg
Hell Bourg
Saint Denis
Saint Denis
Saint Denis
Saint Denis
Saint Denis
Saint Denis
Guétali - à esquerda, em Hell Bourg; à direita, em Saint Denis

Guétali é uma construção típica da arquitectura crioula da Reunião - um pequeno miradouro que permitia ver, sem ser visto. Uma espécie de musharabya, comum entre os árabes.



A botânica foi um marco nesta viagem, e a Reunião não fugiu à regra. Reencontrámos algumas espécies
Rosa de porcelona, descoberta em S. Tomé

↑ Heliconia, da Colômbia a S. Tomé ↓
 
descobrimos outras
Liana de jade

A própria da baunilha!

Bicharocos? Claro! 

Camaleão "l'endormi" ou furcifer pardalis



Tartaruga das Seychelles ou de Aldabra

Para rever a matéria:

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Índico, Setembro/Novembro 2018 - Madagáscar, país das maravilhas

Madagáscar. Segundo os meus cálculos por alto, dada a extensão e diversidade do
país, para conhecer os mínimos e dar a volta completa a Madagáscar, teriam sido
necessários dois meses, ou seja, a quase totalidade do tempo de duração decidido
para a viagem. Mas nós queríamos ir a outros sítios, tivémos que fazer uma
selecção apertada, que coubesse em três semanas.

É difícil fazer uma selecção dessa selecção - escolho duas palavras: Tsingy e
lémures.

Ainda não há consenso entre os cientistas, quanto à forma como os lémures
chegaram a Madagáscar, depois de a ilha se ter separado de Gondwana. A hipótese
mais frequentemente citada é a de que os bicharocos lá teriam chegado em jangadas
vegetais, a partir do continente africano, tendo depois evoluído aí,” longe de tudo”.
Mas há quem torça o nariz.


Seja como for, só contava encontrá-los em Madagáscar. Mas eis que, logo nas
Comores, na ilha de Mohéli, se nos apresentou uma simpática família de lémures,
habituados a lanchar directamente das mãos dos hóspedes do Laka Lodge:


Lémur "maki" (?), na ilha de Mohéli
Segundo o que andei depois a bisbilhotar, terão sido levados de Madagáscar. Ah
bom, assim já bate certo.

Creio que, no país a que eles estão normalmente associados, teremos visto cerca de uma vintena de variedades diferentes. Não garanto que as publique todas aqui, nem que a identificação esteja 100% correcta... É que eram situações de too much input: seguir as explicações do guia, registá-los em foto, registá-los em video, gravar-lhes a fala, tomar notas... ... ... 


Lémur "indri indri", Reserva comunitária VOIMMA, em Andasibe


O formidável grito dos indri-indri

Lémur "eulemur coronatus", Palmarium Reserve, no canal de Pangalanes
Lémur "eulemur hybrid", Palmarium Reserve, no canal de Pangalanes
Lémur "eulemur macaco" (!), Palmarium Reserve, no canal de Pangalanes
Lémur "grand hapalemur", Parc de Ivoloina, perto de Toamasina
Lémur "albifrons", Parc de Ivoloina, perto de Toamasina
Lémur "maki de olhos azuis", Parc de Ivoloina, perto de Toamasina
Lémur "varecia variegata", Palmarium Reserve, Canal de Pangalanes
Lémur "radrianasolo sportive" (!), Parc National des Tsingy de Bemaraha
Lémur "eulemur rubriventer" (?), Palmarium Reserve, Canal de Pangalanes
O impagável Lémur "sifaka"...


Sifaka, sifaka, sifaka...
E depois vem o fosa, seu predador, e come-os o'(   :



Eu sei que só escolhi dois temas... Mas seria uma injustiça não referir os fabulosos camaleões de Madagáscar:


Os Tsingy de Bemaraha foram, como é sabido, uma das duas proezas da viagem:
Subindo os Grands Tsingy de Bemaraha












Descendo os Grands Tsingy de Bemaraha


Credo, então e os baobabs (designação francesa que prefiro, à portuguesa "embondeiro", ou à malgache "reniala")?!!!!

Mais difícil que esquecê-los, é seleccionar (poucas) fotos...




Baobabs "les amoureux" :)
 





Para rever a matéria:
Madagáscar, Setembro / Outubro 2018 - as crianças | Madagáscar, Setembro / Outubro 2018 - a corrida ao ouro, em Ilakaka | Madagáscar, Setembro / Outubro 2018 - a segurança