quinta-feira, 23 de junho de 2016

São Tomé e Príncipe, Maio 2016 - as roças

* * * * * * * * * *   ROÇA MONTE CAFÉ   * * * * * * * * * * 

Casa grande
O famigerado sino, que mandava reunir no terreiro, para a "contagem", no princípio e no fim da jornada de trabalho




* * * * * * * * * * ROÇA SAUDADE * * * * * * * * * * 


Local de nascimento de Almada Negreiros



* * * * * * * * * *   ROÇA BOMBAIM   * * * * * * * * * * 

Antiga "casa grande", actualmente funcionando como turismo rural (básico: água fria e menos de 3 horas de energia eléctrica, em 24), onde dormimos

Antigas casas dos empregados brancos
Antigas sanzalas
 * * * * * * * * * *   ROÇA ÁGUA IZÉ   * * * * * * * * * * 


Antiga casa do médico

Armazém
Da esquerda para a direita: secador solar, escolha manual, ensacagem

 * * * * * * * * * *   ROÇA DE S. JOÃO   * * * * * * * * * *


Antiga casa grande, actualmente alojamento turístico, onde ficámos
A varanda e sua vista sobre a baía de S. João dos Angolares
Antigo escritório
* * * * * * * * * *   ROÇA BELA VISTA   * * * * * * * * * *

Casa grande
Outra vez o sino...
Secador mecânico

* * * * * * * * * *   ROÇA BOA ENTRADA   * * * * * * * * * *

A (que deve ter sido) lindíssima casa grande
Escritório
Torre de vigia (!)
 * * * * * * * * * *   ROÇA RIO DO OURO   * * * * * * * * * *
(depois da nacionalização, Roça Agostinho Neto)
"Caminho do patrão", uma das entradas, dissimulada, para que o pessoal vivesse na dúvida e permanecesse sempre em respeito...
A monumental avenida principal. Ao fundo, o hospital, actualmente completamente degradado
A casa grande e a sua escadaria

Casas dos empregados brancos
Capela

 * * * * * * * * * *   ROÇA RIBEIRA FUNDA   * * * * * * * * * *

Após a independência (1975) e a nacionalização das roças (1977), os edifícios foram ocupados por comunidades que assim resolveram (?) o seu problema de habitação
Cais da roça

* * * * * * * * * *   ROÇA DIOGO VAZ   * * * * * * * * * *

Casa grande
Escritório
Edifícios actualmente ocupados

* * * * * * * * * *   ROÇA MONTE FORTE   * * * * * * * * * *

Casa grande

* * * * * * * * * *   ROÇA PONTA FIGO   * * * * * * * * * *


↑ Casa grande 


Hospital

* * * * * * * * * *   ROÇA FERNÃO DIAS   * * * * * * * * * * 

Casa grande
Cais - aqui desembarcavam os escravos, que depois seguiam (a pé, pois claro!) para a Rio do Ouro, para serem escolhidos

* * * * * * * * * *   ROÇA BELO MONTE   * * * * * * * * * * 
(ilha do Príncipe) 

Entrada
Casa grande, agora transformada em alojamento de luxo
Ainda decorrem obras

* * * * * * * * * *   ROÇA PORTO REAL   * * * * * * * * * * 
(ilha do Príncipe) 

Casa grande
O hospital, devorado pela vegetação. O nosso guia (26 anos) ainda nasceu aqui

* * * * * * * * * *   ROÇA SUNDY   * * * * * * * * * * 
(ilha do Príncipe) 
Entrada (ainda se vêem restos dos carris de transporte do cacau / café)

↑ Casa grande. Logo a seguir à independência chegou a ser local de recepção de chefes de estado. Depois deixaram-na degradar. Actualmente aguarda o mesmo "tratamento" da Belo Monte 


Capela
Cavalariças - daí as portas em forma de ferradura
Sanzala
Oficina - restos das maquinarias
Hospital - também este (foto da direita) já foi engolido pela vegetação
E à entrada do hospital a folclórica decoração da... antiga cadeira de dentista!

A escola actual
O eclipse de Sundy está assinalado

* * * * * * * * * *   ROÇA TERREIRO VELHO   * * * * * * * * * * 
(ilha do Príncipe) 

Entrada
A antiga casa grande e o edifício que o senhor Corallo recuperou para sua casa

O secador
Antigo vagão de transporte
Os ex-libris das ilhas e da fazenda: à esquerda (arbusto), o cacaueiro; à direita, o cafézeiro

* * * * * * * * * *   ROÇA S. JOAQUIM   * * * * * * * * * * 
(ilha do Príncipe) 

"Casa grande...
... e sanzala"

São Tomé e Príncipe, Maio 2016 - o que a terra dá

O ciclo do cacau
O café
O cacau e o café precisam das chamadas "árvores de sombra" - uma delas a eritrina, que põe umas lindíssimas manchas cor de fogo na paisagem
Também a bananeira é uma "árvore de sombra". A pendureza lilás - a lula - funciona como indicador do estado de maturação do cacho. À direita, "filhotes" de bananeira, utilizados para replantações
Embondeiro
Caroceiro. Há-os por toda a parte e muito nas praias
Ocá
Palmeira de leque
Pau-esteira. As folhas são utilizadas em artesanato - chapéus, tapetes, cintos...
A flor da palmeira (à esquerda) é utilizada para fazer o vinho de palma. O fruto (à direita), para fabricar óleo de palma 
Folha de gofe seca. O gofe é uma árvore de madeira muito fraca. Assim, dizer a alguém "és um gofe" é um insulto
A lindíssima rosa-porcelana, flor nacional de STP




"Não me toques"


Mangungo, o fruto mais doce e saboroso que provámos



À direita, algumas das (muitas) ervas necessárias para fazer o calulu, prato nacional de STP

Com tanta variedade, não é de estranhar que as "montras" onde se apresentavam fossem um regalo de se ver

Mercado de S. Tomé, capital

Mesa de apoio no restaurante de João Carlos Silva, na Roça de S. João dos Angolares