quinta-feira, 23 de junho de 2016

São Tomé e Príncipe, Maio 2016 - o que a terra dá

O ciclo do cacau
O café
O cacau e o café precisam das chamadas "árvores de sombra" - uma delas a eritrina, que põe umas lindíssimas manchas cor de fogo na paisagem
Também a bananeira é uma "árvore de sombra". A pendureza lilás - a lula - funciona como indicador do estado de maturação do cacho. À direita, "filhotes" de bananeira, utilizados para replantações
Embondeiro
Caroceiro. Há-os por toda a parte e muito nas praias
Ocá
Palmeira de leque
Pau-esteira. As folhas são utilizadas em artesanato - chapéus, tapetes, cintos...
A flor da palmeira (à esquerda) é utilizada para fazer o vinho de palma. O fruto (à direita), para fabricar óleo de palma 
Folha de gofe seca. O gofe é uma árvore de madeira muito fraca. Assim, dizer a alguém "és um gofe" é um insulto
A lindíssima rosa-porcelana, flor nacional de STP




"Não me toques"


Mangungo, o fruto mais doce e saboroso que provámos



À direita, algumas das (muitas) ervas necessárias para fazer o calulu, prato nacional de STP

Com tanta variedade, não é de estranhar que as "montras" onde se apresentavam fossem um regalo de se ver

Mercado de S. Tomé, capital

Mesa de apoio no restaurante de João Carlos Silva, na Roça de S. João dos Angolares

São Tomé e Príncipe, Maio 2016 - as paisagens, as praias

(Este post é patético, porque nenhuma reportagem - a não ser, talvez, imagem em movimento - consegue reproduzir a grandeza e a exuberância da natureza em STP...)

A minha foto preferida desta viagem
Jardim Botânico do Bom Sucesso
Boca do Inferno
Pico Cão Grande
Pico Cão Pequeno
Ponta Baleia
Rio Malanza
Rio Yo Grande

Cascatas em toda a parte
Praia Café (Ilhéu das Rolas)

Praia Vaínha, a minha favorita na ilha de S. Tomé
A caminho da Lagoa Azul
 Lagoa Azul
 Lagoa Azul
 Lagoa Azul
 Lagoa Azul
Na estrada de Neves para Sta. Catarina
Aproximação a Neves
Praia dos Tamarindos
Praia do Governador
Praia Boi, a minha favorita na ilha do Príncipe
Praia Macaco (ilha do Príncipe)
Praia Salgada (ilha do Príncipe)
Picos João Dias, pai e filho

Daqui até ao fim, o super-paraíso, ou seja, o ilhéu Bom Bom, passe a publicidade ao "Homem da Lua":


O ilhéu visto do ar


↑ Ilhéu BomBom - Praia Coco











domingo, 22 de maio de 2016

14o dia - fim de festa

E pronto!
Ontem estávamos um pidassinho descoroçoadas porque não tínhamos conseguido arranjar nada de artesanato à venda na capital. Mas não há fome que não dê em fartura. Pelo que, hoje, quando entrámos numa cooperativa de artesãos que nos garantiram que estaria aberta ao domingo, foi o oposto - caíram-nos em cima, querendo que comprássemos peças a todos e cada um deles! Uma autêntica chacina...
Almoçámos uma pizza, pra rematar tal como entrámos.
E agora estamos aqui à espera que o sr. Eduardo nos venha buscar, para nos levar ao aeroporto.
Foi MUITO bom.
                                                                                          FIM

13o dia - S. Tomé cidade

Hoje foi dia de explorar a capital. Começámos pelos apertos, cheiros e encontrões do Mercado Municipal, fazendo perguntas de saloias ignorantes, de dedo em riste. Isto como se chama? E pra que serve?
Depois foi andar, andar e andar (coisa que, nesta viagem, foi praticamente uma estreia), pelas várias marginais.
Voltámos ao CACAU e fomos ver o Museu Nacional, no Forte de S. Sebastião.
Felizmente esteve sempre um ventinho, para amenizar o muito calor.
Mañana nos marchamos... :-(

sexta-feira, 20 de maio de 2016

As gentes

No geral, as pessoas são muitíssimo simpáticas, já o sabíamos. (A excepção foi Santa Catarina, a terra de fim do mundo onde acaba a estrada. Até os locais que estavam connosco disseram "essa gente não vai mudar nunca". Mas, oh amigos, o isolamento nunca fez bem a ninguém...)
Vamos pela rua e, ou eles cumprimentam com um sorriso rasgado, ou, da mesma maneira, nos respondem.
E, depois, os casos particulares:
O António, adolescente a servir no restaurante da roça S. João. Na véspera, o patrão tinha estado a gozar com ele, à nossa frente, por causa da namorada arranjada via Facebook. Quando, à despedida, no dia seguinte, lhe desejámos boa sorte para os amores, sorriu de orelha a orelha e exclamou, espantado: "As senhoras recordaram de mim!"
Tia, posso ajudar? (Um improvisado ajudante de restaurante, antes de tirar o prato, depois de comermos)
O John, amigo do Adilson (guia de S. Tomé), que nos levou a ver a cascata Vale do Rio, tão orgulhoso do seu país, tão pensamento positivo. Nas tintas, que os da cidade o menosprezem por ele viver na roça. Nas tintas para os preconceitos, porque uns são mais inteligentes que outros.
O sr. Jerónimo Dias, actual dono da roça Monte Forte, ex-deputado da nação, que nos recebeu dizendo que as casas são de quem entra nelas. Descalço, com a dignidade de um senhor.
O funcionário do aeroporto do Príncipe, a enésima pessoa a quem a Marylight perguntou o nome daquela flor, que nos perseguia, anónima, desde S. João dos Angolares. Não só sabia que se chamava flor-cebola, como foi a casa buscar um machete, para lhe cortar uma poda!
Sem falar no Yano, o nosso guia no Príncipe. Tinha-se despedido de nós na quinta à tarde, e apareceu de surpresa, hoje, sexta, no aeroporto, chiando nas curvas, do alto da sua moto, para nos oferecer dois ananases "do meu quintal"...
Só me faltou chorar

12o - adeus, Príncipe!


Despedimo-nos em grande, com um divino banho na praia de Santa Rita (só pra nós), uma das duas do Bom-Bom Resort, onde Marylight teria gostado de ficar alojada, se não estivesse atrelada à forreta...
Também com uns últimos olhares, já nostálgicos, aos faustos desta natureza que, aqui, é ainda mais avassaladora que na ilha de S. Tomé.
Em todo o caso, vamos sair sem saber qual dos príncipes deu o nome à ilha: algumas fontes, dizem que o futuro D. João III; outras, que o futuro D. João V, a quem teria sido atribuída a dízima da ilha (é rico, o bicho!)   ?????

O nosso guia no Príncipe

26 anos. O outro era um profissional, este está a começar.
Tem um sorriso tão lindo que dá vontade de fazer festinhas e as gargalhadas dele fazem bem à alma.
De origem caboverdeana, está mais habituado a falar crioulo, ou, com os turistas, em francês. Às vezes faltam-lhe as palavras em português e troca muitas vezes o género das palavras.
Fez-nos muito boa companhia, nestes dois dias.

11o dia - mais roças, mais praias


Este resumo é muuuito feio, mas hoje esteve muito calor, estou espapaçada, e a wifi continua a brincar às escondidas.
De qualquer modo, a sensação do dia foi a experiência radical de jantar no Quiosque da Bela, onde o concon (peixe) picante (heeelp!) se comia à mão. Fiz dois flashbacks. Os cotovelos a pegar na toalha, levaram-me de volta à Taverna da Dolores, em Santiago de Cuba (remember, sócia?!). Quanto à limpeza prévia da dita toalha, transportou-me à tasca da rua do Machadinho, quando, em pleno surto de cólera do verão de 74, o sr. António tirava um trapo da algibeira, para expulsar os restos dos clientes anteriores.
Vi Marylight à beira da comoção cerebral...