Foi em grande parte atraída por este espírito que vim. E ele está presente em toda a parte.
Em Albi, as placas toponímicas são em francês e em occitano e a bandeira occitana está hasteada em muitos sítios.
Em Minerve, há um monumento comemorativo (2010) do oitavo centenário do cerco à cidade, a cuja resistência o cruzado Simon Monfort só conseguiu por fim com a Malvoisine e outras três catapultas do mesmo calibre dela. E há uma rue des Martyrs.
No inicio da subida para o castelo de Montségur, uma estela lembra os resistentes do último reduto cátaro. De recuo em recuo, de derrota em derrota, tinham-se refugiado aqui. O cerco durou nove meses e, quando os católicos conseguiram entrar, foram logo duzentos para a fogueira.
Adivinhem quem ganhou com a contenda (além do papa, que pôs ordem no ovelhame e fez uns belos churrascos)? O rei de França, claro, que deitou mão a uns quantos feudos, até aí independentes.
Os cátaros acabaram em Montségur. E o meu itinerário também.




