domingo, 22 de maio de 2016

14o dia - fim de festa

E pronto!
Ontem estávamos um pidassinho descoroçoadas porque não tínhamos conseguido arranjar nada de artesanato à venda na capital. Mas não há fome que não dê em fartura. Pelo que, hoje, quando entrámos numa cooperativa de artesãos que nos garantiram que estaria aberta ao domingo, foi o oposto - caíram-nos em cima, querendo que comprássemos peças a todos e cada um deles! Uma autêntica chacina...
Almoçámos uma pizza, pra rematar tal como entrámos.
E agora estamos aqui à espera que o sr. Eduardo nos venha buscar, para nos levar ao aeroporto.
Foi MUITO bom.
                                                                                          FIM

13o dia - S. Tomé cidade

Hoje foi dia de explorar a capital. Começámos pelos apertos, cheiros e encontrões do Mercado Municipal, fazendo perguntas de saloias ignorantes, de dedo em riste. Isto como se chama? E pra que serve?
Depois foi andar, andar e andar (coisa que, nesta viagem, foi praticamente uma estreia), pelas várias marginais.
Voltámos ao CACAU e fomos ver o Museu Nacional, no Forte de S. Sebastião.
Felizmente esteve sempre um ventinho, para amenizar o muito calor.
Mañana nos marchamos... :-(

sexta-feira, 20 de maio de 2016

As gentes

No geral, as pessoas são muitíssimo simpáticas, já o sabíamos. (A excepção foi Santa Catarina, a terra de fim do mundo onde acaba a estrada. Até os locais que estavam connosco disseram "essa gente não vai mudar nunca". Mas, oh amigos, o isolamento nunca fez bem a ninguém...)
Vamos pela rua e, ou eles cumprimentam com um sorriso rasgado, ou, da mesma maneira, nos respondem.
E, depois, os casos particulares:
O António, adolescente a servir no restaurante da roça S. João. Na véspera, o patrão tinha estado a gozar com ele, à nossa frente, por causa da namorada arranjada via Facebook. Quando, à despedida, no dia seguinte, lhe desejámos boa sorte para os amores, sorriu de orelha a orelha e exclamou, espantado: "As senhoras recordaram de mim!"
Tia, posso ajudar? (Um improvisado ajudante de restaurante, antes de tirar o prato, depois de comermos)
O John, amigo do Adilson (guia de S. Tomé), que nos levou a ver a cascata Vale do Rio, tão orgulhoso do seu país, tão pensamento positivo. Nas tintas, que os da cidade o menosprezem por ele viver na roça. Nas tintas para os preconceitos, porque uns são mais inteligentes que outros.
O sr. Jerónimo Dias, actual dono da roça Monte Forte, ex-deputado da nação, que nos recebeu dizendo que as casas são de quem entra nelas. Descalço, com a dignidade de um senhor.
O funcionário do aeroporto do Príncipe, a enésima pessoa a quem a Marylight perguntou o nome daquela flor, que nos perseguia, anónima, desde S. João dos Angolares. Não só sabia que se chamava flor-cebola, como foi a casa buscar um machete, para lhe cortar uma poda!
Sem falar no Yano, o nosso guia no Príncipe. Tinha-se despedido de nós na quinta à tarde, e apareceu de surpresa, hoje, sexta, no aeroporto, chiando nas curvas, do alto da sua moto, para nos oferecer dois ananases "do meu quintal"...
Só me faltou chorar

12o - adeus, Príncipe!


Despedimo-nos em grande, com um divino banho na praia de Santa Rita (só pra nós), uma das duas do Bom-Bom Resort, onde Marylight teria gostado de ficar alojada, se não estivesse atrelada à forreta...
Também com uns últimos olhares, já nostálgicos, aos faustos desta natureza que, aqui, é ainda mais avassaladora que na ilha de S. Tomé.
Em todo o caso, vamos sair sem saber qual dos príncipes deu o nome à ilha: algumas fontes, dizem que o futuro D. João III; outras, que o futuro D. João V, a quem teria sido atribuída a dízima da ilha (é rico, o bicho!)   ?????

O nosso guia no Príncipe

26 anos. O outro era um profissional, este está a começar.
Tem um sorriso tão lindo que dá vontade de fazer festinhas e as gargalhadas dele fazem bem à alma.
De origem caboverdeana, está mais habituado a falar crioulo, ou, com os turistas, em francês. Às vezes faltam-lhe as palavras em português e troca muitas vezes o género das palavras.
Fez-nos muito boa companhia, nestes dois dias.

11o dia - mais roças, mais praias


Este resumo é muuuito feio, mas hoje esteve muito calor, estou espapaçada, e a wifi continua a brincar às escondidas.
De qualquer modo, a sensação do dia foi a experiência radical de jantar no Quiosque da Bela, onde o concon (peixe) picante (heeelp!) se comia à mão. Fiz dois flashbacks. Os cotovelos a pegar na toalha, levaram-me de volta à Taverna da Dolores, em Santiago de Cuba (remember, sócia?!). Quanto à limpeza prévia da dita toalha, transportou-me à tasca da rua do Machadinho, quando, em pleno surto de cólera do verão de 74, o sr. António tirava um trapo da algibeira, para expulsar os restos dos clientes anteriores.
Vi Marylight à beira da comoção cerebral...

quarta-feira, 18 de maio de 2016

10.o dia - Príncipe: D. João III ou D. João V?!

O Príncipe fez-se difícil, mas conquistou-nos desde que o avião começou a baixar.
À noite é um silêncio divino na "capital mais pequena do mundo", Santo António.
O nosso (novo) guia estava sem carro, mas subcontratou o sr. Paulino.
Começámos por visitar a Roça Belo Monte, recentemente salva da ruína por um holandês, que a transformou em resort de luxo. Marylight babou-se de inveja e, mentalmente, terá rogado pragas à mana forreta que a levou para a palhota...
Do miradouro da roça via-se a praia Banana, supostamente a mais famosa da ilha. Mas onde tomámos mais um(ns) banho(s) daquele(s), foi na praia Boi.
Na praia Macaco não havia macacos (até agora só vimos a agitação das árvores por onde andam), mas tivémos ocasião de observar um pequeno aldeamento de bungalows que um português construíu, inaugurou... e abandonou! Que desperdício!...
À tarde visitámos a linda roça Sundy, que foi a segunda maior da ilha. (A maior - a Infante D. Henrique - já foi tragada pelo mato). Aqui nesta roça teve um astrónomo inglês a oportunidade, em 1919, de confirmar a teoria da relatividade, aquando do eclipse Sundy (não me perguntem como, leiam o artigo!)
E agora estamos aqui a apanhar fresquinho na varanda da palhota, à espera que alguma das redes wifi a que teoricamente temos acesso, se amerceie de nós e nos dê uma boleia...

terça-feira, 17 de maio de 2016

9o dia - vinhas... e vais!

Era suposto termos levantado voo às 9, para o Príncipe. Dez minutos antes, quando já estamos encafuados no teco-teco, somos mandados desembarcar: há mau tempo a aproximar-se do Príncipe, o voo é adiado uma hora.
Mais de uma hora depois, reembarcamos e, desta vez, a coisa dá-se.
Tento ocupar a viagem com leituras, para não pensar na fragilidade do pássaro. Mas estou (muito) moída: o dia de ontem e as suas aventuras derreou-nos um bocado o esqueleto, esta noite dormi menos de cinco horas, e, para culminar, o tão desejado sumo de sape-sape que finalmente bebi ao pequeno-almoço, deixou-me mal disposta... O que me apeteceria mesmo seria chegar lá e esticar-me ao comprido. Mas o Adilson já contactou o colega dele no Príncipe, que estará à nossa espera, na nossa palhota.
Estou eu nisto quando o sr. Comandante Castro abre a cortina e nos informa que estamos a voltar para trás, já que, em definitivo, não há condições de aterragem no Príncipe... Às 15h, haverá nova tentativa. Lá se foi um dia de férias pró galheiro!...
(À terceira tentativa - 15h - conseguimos levantar e aterrar!)

segunda-feira, 16 de maio de 2016

8o dia - atascados nos Tamarindos

Deixando Mucumbli com tanta pena, começámos o dia pelas Roças Monte Forte e Fernão Vaz.
Hoje íamos à praia do Governador, cenário, segundo algumas fontes de referência, de muitos episódios do "Equador". Já eu me preparava para imaginar os cavalos presos, testemunhas mudas dos amores adúlteros do governador e da mulher do cônsul, quando, à passagem pela praia dos Tamarindos, o nosso cavalo mecânico, que hoje era outro (longas histórias!...), se atascou na areia.
Enésimas tentativas e nada. Foi preciso o macaco e o aporte da força das duas turistas para a coisa se dar.
Meia volta e... atascou-se na água!!!!
"E por deus e por el-rei, que grande volta que eu dei", foi preciso ir à roda, e almoçar pelo caminho. Quando finalmente chegámos à praia favorita dos senhores governadores, passava das três da tarde. Mas que riiiiica banhoca (mais uma!)
No caminho, ainda passámos na Roça Fernão Dias, de cujo cais de embarque os escravos iam a pé até à Roça Rio do Ouro... para ser escolhidos. E no memorial da Ponta Fernão Dias, onde houve um campo de concentração, ligado aos acontecimentos de Batepá, em 1953. (Tantas histórias tristes...)
Amanhã voamos para o Príncipe. Lá é que parece que a internet é mesmo uma mercadoria escassíssima...

O nosso guia em S. Tomé

Não tinha muitas dúvidas de que nos agradaria. As referências eram unanimemente elogiosas (ainda por cima de franciús, gentinha esquisita)
Nasceu na roça, só na 5a classe foi para a cidade. 36 anos, casado, 2 meninas e um menino.
Simpático, discreto, correcto, bom condutor, brincalhão. Apresentou-se pontualmente à hora combinada, com o carro impecavelmente limpo, por dentro e por fora. Sabe de cor e com mais pormenores que nós o itinerário que lhe encomendámos há mais de um mês.
Traz sempre no carro dois livros de Fernando Pessoa, de que é apreciador, para os tempos mortos.
Ocupações, tem duas, que adora: mostrar orgulhosamente aos turistas o seu país. E, quando não tem clientes, dedicar-se à agricultura, no seu pedacinho de terreno. Tem-nos dado cada lição de botânica equatorial!... E nós, atarantadas, a querermos tomar nota de tudo, porque sabemos que o Tico e o Teco, na semana que vem, já nem se lembram que estiveram cá...
Em cada aldeia onde passamos, as pessoas gritam o nome dele. (É verdade que os sãotomenses são só 180 mil!...)
Hoje, quando vinha buscar-nos ao Praia Inhame (a duas horas da capital), topou com duas francesas que tinham partido a caixa de velocidades do carro alugado (...). Foi ele que telefonou para a agência delas, a intimar o envio de outro carro. E à hora do almoço, já longe dali, ligou às encrencadas, a saber se já tinha chegado. Eu devo ser muito bonzinho, dizia ele, gargalhando no seu riso largo.
Sabendo-nos com pena de não termos ainda provado o calulu (prato típico de S. Tomé que não é fácil encontrar, porque, à semelhança do nosso cozido, não é rentável fazer para pouca gente), encomendou um à mulher e levou-nos a jantar em casa dele!
Este espicho lembra-me outro parecido, de há um ano, sobre os nossos anfitriões nas Galápagos. O que só quer dizer uma coisa: somos umas privilegiadas. Ou "sorteadas", como ele dizia um destes dias :-)

domingo, 15 de maio de 2016

As crianças

A teoria vinha bem aprendida - NÃO dar doces às crianças. A recomendação politicamente correcta é a de trazer coisas úteis e entregá-las a instituições.
Na prática, eu sabia que ia ser difícil resistir a estes olhos enormes, chamando "branco-o!", "branca-he!". Para enganar a frustração, trouxemos um (UM, santíssima ingenuidade!!!) pacote de balões. Mas só podemos tocar-lhes quando encontramos apenas duas ou três crianças (o que é raro, eles vêm sempre em ranchos). Marylight caiu na asneira de começar a distribuir neles, numa roça, e foi o caos!... Num instante caiu uma multidão em cima de nós, saíam de todos os lados, chamados por um radar invisível.
O Junior, o Tiago,  a Rafaela, todos eles, lembram-me os meus meninos de Taquile: "cá-rá-mé-lôs?" Aqui, o estribilho é: "doxi! Doxi! Doxi!" "Doce! Doce! Doce!"
Olhamos para as duas malas que trouxémos com cadernos, lápis, livros, bolas de sabão e sei lá que mais, que iremos entregar às escolhas do nosso coração, a Fundação da Criança e da Juventude, em S. Tomé, e a Casa dos Pequeninos, no Príncipe, e apercebemo-nos de como são uma nanogota de água no oceano...
Fora das cidades, ou das comunidades que vivem nas antigas roças, os minorcas andam quilómetros para chegar a escola. Mas o futuro do país está neles - em STP, 63 % da população tem menos de 24 anos

7o dia - de Guadalupe a Mucumbli

"Quando há dinheiro não há bilheites, quando há bilheites não há dinheiro!", já lá dizia o outro. Ontem, que chegámos tão cedo ao nosso alojamento, a internet estava avariada. Aproveitámos para por as leituras e as escritas em dia.
Hoje passámos uma deliciosa manhã, de molho na Lagoa Azul, uma praia rodeada de embondeiros.
O almoço foi em Neves, num restaurante chamado Santola. Portanto, adivinhem o que foi a ementa...
Grande passeio à beira-mar, de Neves até Santa Catarina, onde acaba a estrada.
Tarde de dolce far niente, em Mucumbli, que já se adivinhava que viesse a ser o poiso favorito.

6o dia - da capital a Guadalupe

Hoje começámos por uma lição de desenvolvimento (botânico) do cacaueiro.
Depois cirandámos por várias roças - Bela Vista, Boa Entrada e a maior de todas, a antiga Rio do Ouro, actualmente Agostinho Neto.
Pelo caminho encontrámos um amigo do Adilson, que nos foi mostrar uma cascata onde o próprio Adilson nunca tinha ido. Que delicia de pessoa!
Hoje é sábado, pelo que vamos saber como é a night em Guadalupe!
Para já, tivémos o desplante de vir à "praça digital" da cidade, de calções, ao crepúsculo. Assim como assim, acho que os mosquitos já não têm onde picar...

sexta-feira, 13 de maio de 2016

5o dia - regresso à capital

Pensávamos nós que iríamos passar os últimos momentos de felicidade no nosso bengalão refasteladas nos cadeirőes da varanda. Puro engano! Mais de hora e meia antes da hora do check out, chegaram as senhoras da limpeza. Espreitaram pela rede, com um largo sorriso e deram os bons dias. Ainda demoramos um pouco, dissemos. Daqui não saio, daqui ninguém me tira, instalaram-se elas nos cadeirőes. Vendo que não desistiam, quando acabámos as arrumações, trouxémos as bagagens cá pra fora. Népias... E, assim, foi sentadinha nos degraus do bengalão que eu tive que começar a escrita do dia!
Em S. João dos Angolares repetimos, para o almoço, o Miónga de há uns dias atrás.
À chegada a S. Tomé, o querido Adilson ainda nos foi mostrar o Cacau e dar connosco uma volta pela marginal.
E assim, ainda que por pouco tempo, estamos de volta à casa de partida.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

4o dia - praias, praias, praias

Banho da manhã, na praia Vaínha

Almoço (peixe, claro!), na praia Jalé

Banho da tarde, na praia Piscina

Passeio digestivo do jantar, na praia Inhame, a "nossa"

quarta-feira, 11 de maio de 2016

3o dia - no equador, à chuva

O dilúvio que nos acordou às 6 da manhã, reapareceu quando a barca nos atravessava para o ilhéu das Rolas. Como os meus companheiros tinham deixado os impermeáveis no jeep, foi muito agarradinhos que nos metemos todos debaixo do meu. A cena fez-me viajar 14 anos atrás, à travessia da Guatemala (Livingstone) para o Belize (Punta Gorda). Diferença fundamental: essa travessia durou hora e meia e esta apenas 20 minutos; em contrapartida, a canoa de então tinha uma vaga cobertura, enquanto que a de hoje era a céu aberto...
Foi ainda em modo torrencial e, até, trovejante, que nos lançámos intrepidamente a subir ao marco do equador.
Na Praia Café, prosseguimos a série de banhos-caldinho.
E o almoço foi um peixinho grelhado, numa aldeia de pescadores com que o Pestana ainda não conseguiu correr. Acompanhado de distribuição de balões à canalha.
Supostamente, a tarde seria passada no bem bom da piscina oceânica do Pestana, mas não parava de chover e a paciência das manas esgotou-se. Batemos em retirada na barca das três.
Da travessia de regresso e do estado em que chegámos, dispensam-se os pormaiores. O nosso guia nunca tinha apanhado chuva no ilhéu...

terça-feira, 10 de maio de 2016

2o dia - De Bombaim a S. João dos Angolares

Lá tivémos que refazer a estrada inenarrável, para regressar da Roça à quase civilização.
Na antiga Roça de Água Izé, explicaram-nos o processamento do cacau e do óleo de palma. Comigo sempre a pensar - mas como aguentam, como querem que esta gente não seja indolente, neste clima diabólico?!!! (Melhor nem pensar nos escravos de antigamente...)
Paragem na Praia das 7 Ondas (demasiado perigosa para baignades) e na Boca do Inferno. Aqui, o que teve mais graça foi o Adilson a contar que, qd andava na escola, lhe contavam a lenda de que o barão de Agua Izé, montado no seu cavalo, entrava aqui no mar e saía em Portugal. E ele acreditava!
Primeiro momento divino do dia - o banho na praia Micondó (=embondeiro, no dialecto local). Sem mais comentários...
Quanto ao ritual pantagruélico proporcionado ao almoço pelo génio multifacetado do Senhor João Carlos Silva... vejam a Mofina. E mais também não digo!
Primeira tarde de ronha da viagem, na varanda, mirando o mar e a infinita vegetação.
Logo mais havemos de ir jantar ao Nélito, vulgo restaurante Miondó (=mar). Segundo o que dizem as referências, também não se adivinha muito sucinto...

1.o dia - de S. Tomé a Bombaim

A primeira visita do dia foi à cidade de Trindade, a segunda maior do país. Muito arrumada e limpinha, contrastando com a capital. Demos uma volta pelo mercado, com o guia. Um pouco alucinante, porque eu não sabia se havia de fotografar, se anotar os nomes das frutas e legumes.
Em Batepá, parámos no memorial aos funestos acontecimentos do tempo do governador Gorgulho.
A Roça Monte Café foi o nosso primeiro encontro com o que resta desta antiga realidade local e com a versão actual da mesma - nas roças vivem actualmente pequenas comunidades que aproveitam os antigos edifícios para habitação. É um contexto de muita pobreza, mas fome não há, já que a natureza é generosa.
Se os maillots de bain estivessem vestidos, teríamos tomado uma rica banhoca na cascata de S. Nicolau. Mas tinham ficado no carro, limitámo-nos a provar a água, que era tão fresquinha.
Almoçámos (divinamente) na Roça Saudade, que se orgulha de ter visto nascer Almada Negreiros. Mais se orgulha um grupo de jovens, que se constituíu em (esforçada) associação e já conseguiu por de pé uma pequena casa-museu.
O dia terminou na Roça Bombaim, onde chegámos por volta das quatro e meia (ou seja, uma hora antes do por do sol), após uma estrada inenarrável.
A exuberância da natureza quase abafa as antigas construções. Jantámos e dormimos na que antes era a casa do proprietário. Embora degradada, permite ver que se tratavam bem.
Só há electricidade das 18h às 21. Motivo que me leva a terminar esta crónica a correr.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Milão, Dezembro 2015

GIOVANNA D'ARCO NO TEATRO ALLA SCALA

Antes da récita

O quê, tenho que subir isto tudo?! Não, havia elevador...

 Lá dentro

Na saída dos artistas, com a diva


PAVIA, rever a matéria, ao fim de dois anos


Piazza della Vittoria e Broletto


 Ponte copperto 

Borgo Ticino, o subúrbio, do outro lado do rio

San Michele...


↑ ... e os seus inefáveis capitéis românicos ↓


San Teodoro (protector da cidade) ...

... que exibe uma descrição pictórica da batalha de Pavia

... e do esplendor da cidade, com as suas (diz-se que) mais de cem torres

No interior, um corrimão assassino sobre os deliciosos frescos descrevendo a vida do santo

San Pietro in Ciel d'Oro...

... cujos capitéis rivalizam com os de San Michele

Os pátios da Universidade, em versão nocturna:





As torres que restam, dileguate na névoa e na penumbra


O Castello Visconteo, em diversas cores / versões, segundo as objectivas



MILÃO, rever a matéria, ao fim de... 36 anos


A formidável Estação Central de Milão. Que pena ser uma obra feita sob Mussolini



Suponho que no tempo de Mussolini o relógio não fosse digital!
Catedral de Milão

Piazza del Duomo

Galerias Vittorio Emannuele

? Escultura moderna, não identificada ?

San Gottardo

Castello Sforzesco:







Pietà Rondanini, escultura inacabada de Miguel Ângelo, exposta no Castello Sforzesco


Santo Ambrósio (padroeiro de Milão), obra maior da arte românica



APONTAMENTOS DE REPORTAGEM

Milão moderna - restos da Expo Milão

Milão antiga 

Em italiano licenciatura diz-se laurea. Quando um jovem se forma tem direito a uma coroa de louros

Neste chocolate, a colher quase ficava de pé!

Ao serviço da Alemanha?! Já nessa altura?!

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Andes, Maio a Julho de 2015 - apontamentos de reportagem

Desta vez, devido à extensão da viagem e à quantidade de fotos, as publicações a posteriori  no TenhoKir ficam reduzidas a este "post".
Mas há mais fotos aqui.

URUGUAI
Esta é uma repetição. Mas, na verdade, que grande noia têm com o mate, para andar carregando com as geringonças para toda a parte!!!

 PARAGUAI

Jovem "cambista" no "terminal rodoviário" de Encarnación.
Foi numa cadeira destas, certamente subtraída a algum profissional que ainda não tinha chegado, que eu pendi, durante 3 horas, desde que cheguei, às 4h30, até que fossem horas decentes para ir para o meu alojamento

Asunción (a capital) - traseiras do antigo Parlamento

Asunción (a capital) - em frente do actual Parlamento

Bem visto! (Restaurante em Asunción)

Os autocarros urbanos de Asunción

E por falar em autocarros urbanos de Asunción... Presumo que o autor do anúncio fosse o motorista!

BOLÍVIA

Nos autocarros urbanos bolivianos, também havia dichotes... (La Paz)

Jovem casal menonita parado no tempo, na paragem do autocarro (Concepción). Há uma razoável comunidade nesta província (Santa Cruz)

Noutra paragem de autocarro. As cores eram lindíssimas! E a senhora ficou tão contente por eu pedir para a fotografar... :)

Passageira à espera que seja consertado o furo do autocarro


 Líder de grupo de músicos quéchuas, a tocar num mirador de Sucre



Graffito em Sucre. Oops...

Maçãs confitadas, à venda na praça principal de Sucre. No Equador também as há

Zebra a dirigir o trânsito, em Sucre. Li na web - mas não confirmei in loco - que se trata de serviço comunitário atribuído a jovens problemáticos

Not a bad ideia - as três luzes dos semáforos têm a duração, em contagem decrescente (Sucre)

Um boliviano descontente com o gasolinazo (Potosí)

Casa colonial barroca, ao serviço de um quiosque de miudezas. É preciso ser prático... (Potosí)

Os trajes andinos - aqui, como no Peru (no Equador, bastante menos), orgulhosamente usados no quotidiano - são lindos de morrer. Mas, tal como tweetei na altura, a pose de turista-olhó-indígena constrange-me desgraçadamente, pelo que fotografei muito poucos

aguayo - a manta de transporte que as mulheres levam às costas - é tão prático, que até jovens vestidas "à moderna" o usam:


E também encontrei esta pequenita, tentando improvisar um, para transportar a boneca :)

Claro que também há as versões de luxo:



E os penteados vão a condizer!:


Quanto aos chapéus... desisti de perceber como é que os equilibram no alto do cocuruto! Confirmei com esta vendedora que não usam nada para os prender O_o :


Também se encontram conjuntos mistos (aeroporto de La Paz)

Tour Lípez / Uyuni - preparação (tremida) do jeeps para a partida

Tour Lípez / Uyuni - na Patagónia, chamam-lhe coirón pluma, aqui paja brava. Love it!

Tour Lípez / Uyuni - o mochilame do pessoal, de manhã, antes de prosseguirmos viagem

Tour Lípez / Uyuni - um pequeno percalço, que acabou em bem

Tour Lípez / Uyuni - e de repente, no meio do deserto... um shopping center!!!
Autocarro urbano, em La Paz

Mas também os há assim, reciclados do Japão, onde já terminaram o seu tempo de vida...

Animado cruzamento de La Paz - só assistindo ao vivo, para constatar como os motoristas conseguem sair ilesos do / no caos!

Assim se fala, em La Paz!


Esta ilustra um assunto também já referido, os universitários / engraxadores

Neste quiosque - outra das técnicas de sobrevivência, em La Paz como em toda a Bolívia - os clientes estão a almoçar

Não é que se trate duma novidade. Já vi mais ou menos o mesmo, nomeadamente no Chile ou em Cuba (sem falar em exemplos recentes, em Lisboa...)

Mas quando eles nos passam rentinho à cabeça, no primeiro andar do "popoff"... Medo...

(La Paz) O_o     Oh... então mas se as criaturas, na sequência da Guerra do Pacífico, não têm saída para o mar?!!!!

É um trauma nacional. E, passados (bastante) mais de 100 anos, a Bolívia ainda não desistiu de reaver o território que o Chile lhe ganhou, e o assunto está de novo na actualidade, nas mãos do Tribunal Internacional de Justiça das Nações Unidas



Posso praticar toda a má língua condescendente, mas acho-os tão lindos! Reparem na dignidade da senhora que está sentada (mercado de la hechicería, La Paz)

EQUADOR

Arquitectura-bolo-de-noiva, em Puerto Baquerizo Moreno, ilha de San Cristóbal, Galápagos

Convívio urbano / rural, em Colpa

Os baixos da Basílica del Voto Nacional (Quito), arrendados a loja dos mais diversos ramos de actividade


(Casa del Alabado, Quito) Onde se prova que, já desde há séculos, se masca coca para contrariar os efeitos da altitude - "la hoja de coca no es droga"!

Polícias modernaços, vigiando o bairro de Ronda (Quito)

Animado convívio taxista, num cruzamento de Quito

De luvas! Assim se come o cuy (porquinho da Índia), especialidade gastronómica no Equador (e também no Peru). As minhas desculpas às almas mais sensíveis!...
COLÔMBIA

Dia de jogo da selecção colombiana, em Popayán
Combate à extorsão, em Arménia (eje cafetero)
Guadua, variedade de bambu de grandes dimensões, muito usada na Colômbia para mobiliário

Banco, numa praça de Antioquia

Chiva, o típico autocarro colombiano, em versão mini (Antioquia) e maxi (Cartagena das Índias), apanhada a fugir:


À dúzia é mais barato! Vendedor de algodão doce, em Cartagena das Índias

Vendedor de chapéus, em Cartagena das Índias

Chapéus, à venda em Cartagena das Índias

Mais chapéus, e do tipo vueltiao, de tradição zenu, à venda em Cartagena das Índias

Ainda mais chapéus à venda, sempre em Cartagena das Índias

Mas também havia sapatos, por sinal com as cores colombianas (Cartagena das Índias)


 Vendedoras de fruta, em Cartagena das Índias 


Abacate libra, à venda em Santa Marta

Repouso no calor demencial de Aracataca

As sencillas placas toponímicas de Bogotá...

Policiamento no bairro da Candelária, Bogotá

Placa publicitária em Villa de Leyva

Na tradição das misses (suponho), Señorita Polícia Nacional, cartaz largamente difundido. Aqui, em Villa de Leyva
(c) Marylight