domingo, 28 de novembro de 2010

Namíbia, Outubro 2010 - de Walvis Bay a Sandwich Harbour

O percurso


Ernst, o guia-maravilha do passeio a Sandwich Harbour


Os flamingos de Walvis Bay são como as otárias de Cape Cross - podia ficar-se uma manhã inteira a fotografá-los e queria-se sempre mais



As salinas de Walvis Bay

As diferentes cores resultam de haver algas diferentes em cada tanque


Deixemos as dunas falar:

Otária tresmalhada


Gaivota devorando otária morta, blaargh


© Marylight
© Marylight

© Marylight

© Marylight
Hmmm... close to paradise. Ainda sinto o calorzinho da areia


© Marylight

© Mané

© Mané

© Mané

© Mané

Mordomias em plena natureza © Mané

sábado, 27 de novembro de 2010

Namíbia, Outubro 2010 - Swakopmund, sombras do Kaiser

O guia dizia que Swakopmund é uma cidade parada no tempo.
Mais do que isso,
Swakopmund é um pedaço de Europa teimosamente enquistada em África. (E, no fundo, os alemães estiveram pouquíssimo tempo no "Sudoeste Africano" - entre a Conferência de Berlim e a sua saída de África, em consequência da derrota na I Grande Guerra, mediaram pouco mais de trinta anos. E no entanto...)

Mas nada como deixar falar quem sabe escrever
:

"Swakopmund é uma cidade de mar. Também é uma cidade do deserto. Encontra-se na orla entre os dois ecossistemas mais antagónicos do planeta, apertada entre o Namibe ardente e o Atlântico gelado. Porto ou oásis? Ondas ou dunas? Maresia ou miragens? Como se não lhe bastasse uma crise de identidade, Swakopmund é também uma cidade determinadamente germânica no fundo de África, um fantasma colonial acorrentado aos cromossomas da população ariana, um pedaço de Báltico que se recusa a assumir a latitude austral.
" (África acima / Gonçalo Cadilhe)


Veja-se o exemplo desta casa, na avenida principal, a Sam Nujoma Street: a bandeira da Alemanha, a bandeira da Baviera (!) e, depois (lá terá que ser!) a bandeira da Namíbia! E, ao cantinho do edifício, em teimosos caracteres góticos, o antigo nome da rua, Kaiser Wilhelm Strasse...



De resto, a arquitectura dominante, é de tradição germânica:







Replicada em versão moderna:




Ou moderníssima, mesmo:




E foi na televisão deste cafézinho que soubemos que os mineiros chilenos estavam a sair :)



O farol e o molhe de Swakopmund


© Mané

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Namibia, Outubro 2010 - Skeleton Coast

Sobre a designação de Costa dos Esqueletos não há muito para dizer: a toponímia é auto-explicativa - as condições de navegação nesta zona costeira são tão adversas que os naufrágios se sucederam ao longo dos tempos. E mesmo os que sobreviviam ao naufrágio, não tinham grandes hipóteses de sobreviver à travessia do deserto. Assim se foram acumulando os esqueletos - humanos, e de embarcações

É, portanto esta a paisagem - extensões tremendas de deserto a perder de vista, ladeadas pelo mar. Lindo!
As variações de tom da areia não são um factor menor de beleza.
De onde em onde, um esqueleto





A (folcloricamente) tenebrosa entrada do Skeleton Coast Park