sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Argentina, Setembro 08 - Quebrada de Humahuaca: as fotos

Para rever a matéria

Em Jujuy também havia manif - de protesto contra a exploração de minas de urânio a céu aberto


Reparem no sincretismo dos símbolos!...


Cuesta de Lipan acima, as espantosas montanhorras...







... coitadas, cortadas à faca para fazer a estrada. Mais uma vez a técnica do ziguezague



Uma vez mais, acima de 4000 metros


A estrada a serpentear, cuesta de Lipan abaixo:


Cuesta de Lipán abaixo, pregou-nos este bicharoco um valente baque, ao atravessar-se à frente da viatura. Nada que eu não tivesse já experimentado com as renas, a caminho do Cabo Norte, mas nem por isso o susto foi menor. Disseram-nos que devia ser uma vicuña, mas, cá para mim (é preciso lata!...) , era um guanaco


A progressiva aproximação às Salinas Grandes - um deslumbramento:







Aqui, tudo é feito de sal: o restaurante...


... as estátuas...


(Pormenor dos tijolos, também em sal)

... as mesas e as cadeiras


E depois era gozar aquela vastidão branca







De volta às montanhas da cuesta de Lipán:











Mudança de cenário, mas sempre a Quebrada de Humahuaca - igreja de Tilcara

Rua de Tilcara

O
pucará (+ / - fortaleza) de Tilcara, anterior, até, ao domínio inca

Interior de uma habitação do
pucará. As vigas do tecto são feitas de madeira de cacto, ainda hoje muito utilizada na região


Aqui está o aspecto da dita madeira, sem e com "picos"


Recinto sagrado do pucará


Quanto às montanhas que se avistam do pucará... ... ...



Purmamarca: é um pueblo que vive "encostado" ao Cierro de los 7 colores. Eu não as contei. Mas lá que são muitas e espantosas, fica aqui documentado:








Purmamarca - igreja



Rua de Maimará. Neste pueblo, chamam às montanhas contíguas, a "paleta do pintor":







A tabuleta chama apenas a atenção para a proximidade do trópico...

... perto do pueblo de Huacalera (igreja)


Mas o sítio exacto é aqui


A Salomé, que rondava lá perto, levou o último chupa


Palavras para quê?, são as montanhas da Quebrada de Humahuaca...


Rua de Humahuaca


Humahuaca - cabildo


Curioso número de polícia, numa rua de Humahuaca


Delicioso pátio de um cafezinho, em Humahuaca, onde tomámos um magnífico expresso, coisa rara de encontrar, por aquelas paragens

Argentina, Setembro 08 - Suran de la Nubes: as fotos

Para rever a matéria

A construção da primeira ligação ferroviária entre a Argentina e o Chile (através dos Andes) levou décadas e foi um prodígio de engenharia. O pueblo de Campo Quijano, que cresceu e se desenvolveu à sombra dessa obra fantástica, guarda, orgulhoso, a primeira locomotiva utilizada no percurso


Viaducto del Toro (Toro é o rio que, como se vê, mais uma vez, vai quase seco)


Onde se prova que o comboio (que, aqui, já tinha passado) ia largando óleo... ... ...




A lua fez-nos companhia, no passeio


Reencontrei aqui o mesmo processo utilizado na linha Macchu-Picchu - Cuzco: para vencer um grande declive num curto espaço, não há outro remédio senão recorrer ao ziguezague


Paragem no caminho. O efeito da palavra Caramelos...



Mais outro (aliás, outra) sáántinha argentina, com altares espalhados por todo o país, a Difunta Correa. Esta até tem direito a página oficial!



As lindíssimas montanhas, sem mais comentários:









Santa Rosa de Tastil. 3200m. Aqui há um sítio arqueológico pré-hispânico que era suposto termos visitado, no regresso (e só não o fizemos pelo tempo perdido com o meu capricho de subir ao viaduto...). Contentámo-nos por isso em visitar, à ida, o singelo museu existente no pueblo. :

Desconfiamos que a senhora que se ocupa do museu nem remunerada será, e vive no próprio museu (quando entrámos numa das salas pediu desculpa por ter a máquina da roupa a trabalhar...).
Uma daquelas carolas que, antes que as gravuras rupestres (petroglifos, lhes chamam) se percam, sai para o campo, armada de papel e lápis, e, segundo a velha tosca técnica "da moeda" vai fazendo o respectivo levantamento...

Convém dizer que a senhora é dada aos esoterismos e arranja uma explicação desse teor para todos os grafismos que vai encontrando.
E agora ponham o ecran ao alto ou girem o pescoço, descontem o constrangedor da tosca execução, e assistam a uma demonstração das propriedades sonoras (en plus!) destas pedras




Cascata congelada, no caminho


A primeira das duas vezes, na viagem, que estivémos a mais de 4000 m


Mais outra velha conhecida minha (de Ushuaia) a llareta , uma formação vegetal tão dura que parece rocha


San António de los Cobres, a última paragem do comboio turístico, uma localidade perdida nos confins da lonjura e das alturas que, como o próprio nome indica, vive essenciamente da indústria mineira


Luci. Not in the sky neither with diamonds - tentando fazer pela vida num miradouro, vendendo qualquer coisita aos turistas


Pois o certo é que, tendo saído uma hora mais tarde, e com todas as paragens que nos apeteceu fazer pelo caminho, quando o dito tren chegou a San Antonio, já nós lá estávamos. Lá vai eeele...


Inversamente, quando nós, bem comidos e bebidos, íamos a reiniciar o caminho, já eles vinham de volta!... Ah, ah, ah



O ex-libris e terminus do percurso (do percurso turístico, entenda-se,a linha regular continua até ao Chile), o Viaducto de la Polvorilla
(Não era suposto o Suranzito que dá o nome à posta ter ficado na foto...)

A estrutura metálica permitia milhões de perspectivas, mas eu não vos vou massacrar!... :)



E lá vai a louca de Chaillot, escalando a escarpa... Como de costume, neste género de ocasiões, abençoei mentalmente os operários que, pelo seu trabalho, me facilitaram a vida! E, mesmo assim, de vez em quando havia uns intervalozitos entre os corrimões que fizeram sofrer a minha alma vertiginosa...

A espantosa vista lá de cima



Em direcção ao Chile



Em direcção a Salta



Martín e Antonela: tentavam vender objectos de artesanato aos turistas e ele estendeu-me a casinha mais tosca que alguma vez vi, talhada em pedra-pomes. Quando lhe perguntei quanto queria por ela, a irmã deu-lhe uma cotovelada, instigando-o: "Dos pesos!", assoprou-lhe... Dois pesos são quarenta cêntimos, e a casinha está na estante do meu quarto, em lugar de destaque


Cemitério da Mina de la Concórdia...

Na linha do horizonte, avistavam-se as Salinas Grandes, que ainda tínhamos intenção de visitar


E de novo as montanhas, sem mais palavras: