Para rever a matéria
A construção da primeira ligação ferroviária entre a Argentina e o Chile (através dos Andes) levou décadas e foi um prodígio de engenharia. O pueblo de Campo Quijano, que cresceu e se desenvolveu à sombra dessa obra fantástica, guarda, orgulhoso, a primeira locomotiva utilizada no percurso
Viaducto del Toro (Toro é o rio que, como se vê, mais uma vez, vai quase seco)

Onde se prova que o comboio (que, aqui, já tinha passado) ia largando óleo... ... ...

A lua fez-nos companhia, no passeio
Reencontrei aqui o mesmo processo utilizado na linha Macchu-Picchu - Cuzco: para vencer um grande declive num curto espaço, não há outro remédio senão recorrer ao ziguezague
Paragem no caminho. O efeito da palavra Caramelos...

Mais outro (aliás, outra) sáántinha argentina, com altares espalhados por todo o país, a Difunta Correa. Esta até tem direito a página oficial!
As lindíssimas montanhas, sem mais comentários:







Santa Rosa de Tastil. 3200m. Aqui há um sítio arqueológico pré-hispânico que era suposto termos visitado, no regresso (e só não o fizemos pelo tempo perdido com o meu capricho de subir ao viaduto...). Contentámo-nos por isso em visitar, à ida, o singelo museu existente no pueblo. :
Desconfiamos que a senhora que se ocupa do museu nem remunerada será, e vive no próprio museu (quando entrámos numa das salas pediu desculpa por ter a máquina da roupa a trabalhar...).
Uma daquelas carolas que, antes que as gravuras rupestres (petroglifos, lhes chamam) se percam, sai para o campo, armada de papel e lápis, e, segundo a velha tosca técnica "da moeda" vai fazendo o respectivo levantamento...
Convém dizer que a senhora é dada aos esoterismos e arranja uma explicação desse teor para todos os grafismos que vai encontrando.
E agora ponham o ecran ao alto ou girem o pescoço, descontem o constrangedor da tosca execução, e assistam a uma demonstração das propriedades sonoras (en plus!) destas pedras
Cascata congelada, no caminho
A primeira das duas vezes, na viagem, que estivémos a mais de 4000 m
Mais outra velha conhecida minha (de Ushuaia) a llareta , uma formação vegetal tão dura que parece rocha
San António de los Cobres, a última paragem do comboio turístico, uma localidade perdida nos confins da lonjura e das alturas que, como o próprio nome indica, vive essenciamente da indústria mineira

Luci. Not in the sky neither with diamonds - tentando fazer pela vida num miradouro, vendendo qualquer coisita aos turistas
Pois o certo é que, tendo saído uma hora mais tarde, e com todas as paragens que nos apeteceu fazer pelo caminho, quando o dito tren chegou a San Antonio, já nós lá estávamos. Lá vai eeele...
Inversamente, quando nós, bem comidos e bebidos, íamos a reiniciar o caminho, já eles vinham de volta!... Ah, ah, ah

O ex-libris e terminus do percurso (do percurso turístico, entenda-se,a linha regular continua até ao Chile), o Viaducto de la Polvorilla
(Não era suposto o Suranzito que dá o nome à posta ter ficado na foto...)
A estrutura metálica permitia milhões de perspectivas, mas eu não vos vou massacrar!... :)

E lá vai a louca de Chaillot, escalando a escarpa... Como de costume, neste género de ocasiões, abençoei mentalmente os operários que, pelo seu trabalho, me facilitaram a vida! E, mesmo assim, de vez em quando havia uns intervalozitos entre os corrimões que fizeram sofrer a minha alma vertiginosa...
A espantosa vista lá de cima

Em direcção ao Chile

Em direcção a Salta
Martín e Antonela: tentavam vender objectos de artesanato aos turistas e ele estendeu-me a casinha mais tosca que alguma vez vi, talhada em pedra-pomes. Quando lhe perguntei quanto queria por ela, a irmã deu-lhe uma cotovelada, instigando-o: "Dos pesos!", assoprou-lhe... Dois pesos são quarenta cêntimos, e a casinha está na estante do meu quarto, em lugar de destaque
Cemitério da Mina de la Concórdia...
Na linha do horizonte, avistavam-se as Salinas Grandes, que ainda tínhamos intenção de visitar
E de novo as montanhas, sem mais palavras:






