quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Argentina, Setembro 08 - Iguaçu, lado argentino: as fotos


Sem ofensa, a arquitectura paisagista, no lado argentino, está muito mais conseguida


No
tren ecológico, a caminho da...




A aproximação...
.. ao grande sorvedouro...




Eu sei, a realização não presta...
Elas estiveram lá!!!
No sítio que melhor vista tem sobre a queda de água, o fotógrafo de serviço, encarrapitado num escadote! Amei... Algumas (poucas) das outras quedas de água, sempre valorizadas pela exuberância da vegetação Este ratolas é um cui. Aqui, não sei, mas no Peru comem-nos assados (o que ia gerando um grande conflito no meu grupo, em matéria de direitos dos animais, quando lá estive...)
"Ai, que isto escorreeeeeega!!!..." :-)
À esquerda a Isla de San Martin, que fica no meio dessa confusanada toda de águas. As palmeiras esganiçadinhas chamam-se pindo (ou pindó, não cheguei a perceber)
Este é o salto Bossetti, um dos maiores (depois da Garganta, bem entendido!). A figurante, não preciso de apresentar. A realizadora também não, continua uma bosta! Com perdão da má palavra...
Coatí argentino
E agora, para algo verdadeiramente especial...

Argentina, Setembro 08 - Iguaçu, lado brasuca: as fotos

Para rever a matéria

(uma certa) visão de conjunto


Coatí recepcionista :)



A "Garganta do Diabo", lá ao fundo

A plataforma brasileira mais próxima da "Garganta do Diabo". Dá para tomar uns duchinhos jeitosos

Esta vegetação...... en-lou-que-ceu-me!!!
Arcos-íris à descrição
As fotos podem parecer repetitivas. Mas, no conjunto (territórios argentino e brasileiro) são 275 quedas de água!...
Vista do elevador panorâmico


NO PARQUE DAS AVES

Os melífluos "grous demoiselles"


Flamingos ao espelho


A
graciosa...

... jacutinga



Tero (nome espanhol; se alguém souber o nome português, a redacção agradece)



Deste, nem em espanhol sabemos o nome... Também se dão alvíssaras


Tucanos, pois claro



Uma gracinha chamada guará


Colhereiro...

... a fazer pose


Um casal de grous coroados apaixonados


Vulturina


Mutum depois de fazer uma permanente


Tachã no Brasil, chajá, na Argentina


Ema. Quando há 2 anos chegámos à NZ, já havia quatro séculos que os maoris (que lhe chamavam rhea) lhes tinham chupado os ossinhos até à extinção

Argentina, Setembro 08 - apperçu général

Para os mais curiosos (e que disponham de um binóculo, claro....) aqui fica o recorrido e sua localização no país

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Argentina, Setembro 08 - fim de festa em Buenos Aires



Nós tínhamos pensado, para este único dia porteño, fazermos um daqueles autocarros a que no Canadá 07 chamávamos "popof" (ou seja, hop-on / hop-off), mas, por mais que procurássemos, não encontrámos tal coisa em Buenos Aires.

Assim, resolvemos matricular-nos num sightseeing clássico que nos propuseram no hotel, que, pela varinha mágica do Pato Donald, nos daria a conhecer a cidade em 3 horas.

A nossa preguiça foi castigada - o tour, que começou atrasado e acabou atrasado, foi igualzinho, sem tirar nem pôr, ao que me impingiram há 4 anos (e que me fez ser a única pessoa das minhas relações que não adora Buenos Aires). Eu teria conseguido fazer muito melhor, mais barato, e com muito mais tempo para nós. Bem feito!

Hasta luego!

Argentina, Setembro 08 - intermezzo contestatário


Salta quer dizer "la linda", em língua aymará.
Penso que para nós (que, como sabem, já a tínhamos transformado em express) virá a ser Salta, la desconocida.


500 famílias dos arredores de Tilcara a quem há sete anos os políticos prometem água, fartaram-se das promessas e bloquearam a estrada. Nós fomos o primeiro carro a ficar retido...

Con lo qual, Salta express volviò super express...

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Argentina, Setembro 08 - Quebrada de Humahuaca

Um atento empregado do rent-a-car de hoje, resolveu rapidamente a questao, detectando d'un coup que a minha LCI caducou há dois dias!

Nao tive outro remedio, portanto, senao largar a popia e passá-la à Marylight. Por um lado, até me soube bem, sobra-me mais tempo para outras coisas que nao posso fazer, quando conduzo. Por outro, a gestao estrategica do tempo passa em grande parte para ela, que a nao tem muito apurada - entao eu gasto o que tenho e o que nao tenho para vir ao outro lado do mundo, tentando meter o máximo que se possa em menos de 3 semanas, a luz do dia acaba âs sete da tarde, e ela pára-me em cada curva de estrada para fotografar... cavalinhos e vaquinhas?!!!...

Bom, seja como for, hoje, para começar, levou logo com a Cuesta de Lipán, para saber como é - uma estrada (em asfalto, thks god!) que, em 30 km, sobe de 2200 para 4200 m!... :-P
Ambas as ascensoes e descensos foram para ir espreitar o maior salar do país, em Salinas Grandes. Overwhealming...

Hoje e amanha estaremos na mais andina das províncias argentinas, Jujuy, muito mais próxima cultural e geograficamente da Bolívia do que de Buenos Aires e que serve no seu menu principal a imponente (*) Quebrada de Humahuaca e inúmeros pueblos típicos - Purmamarca, Tilcara (onde dormiremos estas duas noites), Huacalera, Humahuaca, Abra Pampa... Todo o conjunto é Património Mundial, nao so pela paisagem, mas tambem pela especificidade da cultura.


No dia seguinte voaremos para Salta, onde, deixando as malas com os queridos Silke e Ricardo, tentaremos ver o máximo possível de Salta, que, até agora, só entrevimos em dois seroes. Assim uma espécie de Salta express...


(O quê, seus vermes sádicos, já estao esfregando as maos de contentes, "acabou-se a boa vida"?!!! Pois enganam-se, suas pestes, porque na 5ª feira teremos outro Express, este o de Buenos Aires!!! Portanto, é favor ter a maca à nossa espera, no aeroporto!!!)


(*) Estive à procura de adjectivos e nao os consegui encontrar. Já hoje concordámos que nem na nossa amada e "supra-súmica" Nova Zelândia vimos tantas, tao espectaculares e tao variadas (cores de) montanhas. Que se aproxime, talvez só o que vi, a caminho da Patagónia

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Argentina, Setembro 08 - Suran de la Nubes

Se dúvidas tivéssemos sobre as vantagens da nossa escolha, elas ter-se-iam dissipado assim que pusemos o pé no primeiro viaduto ferroviário (onde o comboio acabava de passar) - as manchas de óleo que o dito ia perdendo eram várias...

Sendo assim, fizémos o percurso que quisémos, parando onde e por quanto quisémos, etc., etc. Saímos de Salta uma hora mais tarde do que os ferroviários e chegámos duas horas mais cedo.

Além de que duvido que o maquinista nos tivesse trazido de regresso do viaducto de la Polvorilla, clímax do percurso, ao som de Mercedes Sosa, como fez o nosso David. E assim, através de "Alfonsina y la mar", descobrimos mais uma poetisa argentina.

Falta gabar-me de ter sido a única das viajantes a subir desde a base até ao cimo do viaducto!

E assim entrou a primavera, na província de Salta.

domingo, 21 de setembro de 2008

Argentina, Setembro 08 - another day biting the dust

Mas que noute que eu passei! As sequelas do rípio, em franca convivëncia com a carraspana de origem alérgica que a outra já me passou, nao foram fáceis de gerir. Sendo que o facto de termos dormido a 2200 m também poderá ter tido alguma influência.

Fosse como fosse, nao tive outro remédio senao fazer das tripas coraçao e agarrar-me ao volante, para lançar-me à estrada, digo, ao (maldito) ripio. Quanto ao meu urso, mais nao fazia do que gemer, suispirar, e dizer que nao lhe apetecia mexer-se.

Mais uma vez nos valeram as lindíssimas montanhas (cumbres Calchaquíes, onde hoje chegámos a subir a 3382 m), a cada volta do caminho apresentando um aspecto diferente.

Trituradas de cansaço, chegámos a Salta (= la linda, em lingua aymará), e ao Carpe Diem (!), hotel boutique (!!!), onde uma anfitria espectacular nos fez um chazinho, nos ofereceu pan dulce, e nos reservou para amanha um guia, com carro, para hacermos un recorrido "paralelo" ao tren de las nubes. (Que já voltou a funcionar. Mas, como o motivo por que esteve suspenso, há um mês atrás, foram os travoes, nao nos apeteceu arriscar...)

Argentina, Setembro 08 - mi amiga la Quarienta

Quando há quatro anos fiz uns milhares de quilómetros na RN 40, a caminho da Patagónia (Paqagónia, diria o Vasco! :-) , estava longe de imaginar que a reencontraria aqui em cima.
No imaginário das viagens, a Ruta 40 está para a Argentina como a 66 para os EEUU. E, em boa verdade, devia chamar-se ripio 40, ou pista 40, porque disso se trata.
Só que, em 2004, eu ia num 4x4, guiado por maos experientes. E hoje, que o percurso era todo na RN 40, ia eu a conduzir um Corsa.
Só lhes digo que se confirmou plenamente o prognóstico do dono do hotel de Cafayate - 5h para fazer 135 km... ... ...
Valeu-nos a paisagem, de montanhas assombrosas. Ao fim da tarde, visitámos uma criaçao de vicuñas.
E depois recolhemo-nos a La Paya, uma "casa de campo" (como se anuncia) que data de 1878, para crecompor-nos.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Argentina, Setembro 08 - ruínas, alturas e cardones



Isto sim, é outro desenxovalho - no autocarro de Córdoba a Tucuman, o assento deitava completa/, havia mantinha e almofada, o filme era recente e foi passado num nível de decibéis decente.
Despejou-nos às cinco da manha no terminal, onde, felizmente, um café está aberto 24h. Aí estabelecemos a nossa sede até às 8h da matina, altura em que rumámos à Avis local, para recolher o nosso segundo Corsa.

Tucumán, ainda que apenas entrevista, pareceu-nos bastante mais simpática do que Córdoba (Presunçosas... Mas que embirraçao!!!)

A ruta dos Valles Calchaquíes começa por serpentear entre montanhas lindíssimas. Por ela chegámos ao Parque de los Meñires, centenas de pilas muito bem apanhadas, esculpidas pelos diaguitas, que foram recolhidos aqui.

E depois foi subir até 3000 metros por uma estrada tal que o sítio se chama "El infernillo". As montanhas, sempre "bárbaras", como por aqui se diz.

O delírio da tarde foram os cactos gigantes, que nos fizeram sair da viatura (ou nao...) miles de veces. Que espectáculo.

Aportámos às ruínas de Quilmes ao crepúsculo. Estes gajos resistiram 130 anos aos espanhóis. As bestas, quando finalmente os quebraram, levaram os sobreviventes a pé... até Buenos Aires (1600 km...). De 1700 que partiram, chegaram 400...
Quilmes é actualmente o nome da cerveja nacional...

E agora estamos em Cafayate, onde se deveria ficar pelo menos dois dias, e donde temos que sair correndo...

(Una vez más, a crónica nao vai ilustrada, porque a minha assistente nao me fez chegar as imagens até ao fecho da redacçao...)