quarta-feira, 28 de maio de 2008

Berlim, Maio 08 - Hackeschen Höfe

Os Hackeschen Höfe são um intricado conjunto de pátios, do princípio do século XX, que foram recentemente restaurados





Os Rosenhöfe são-lhes contíguos






Tudo isto se passa na zona do Hackescher Markt

O dito mercado, e pormenor da estação de metro com o mesmo nome

Berlim, Maio 08 - Gedächtniskirche

... ou, dito em língua de gente cristã,
Igreja memorial ao Kaiser Wilhelm I, construída na última década do século XIX

No fim da Guerra, do monumento inicial
apenas restava esta torre,
meigamente apelidada pelos berlinenses de “dente furado”,

que, no entanto, ainda tem lindos mosaicos no interior


Foi decidido mantê-la e foi lançado o projecto de uma nova igreja, que, em 1962, já estava pronta
Interior e vitrais da nova igreja

Figuras na base da torre antiga. Não consegui apurar, mas presumo que serão da época da igreja mais recente

terça-feira, 27 de maio de 2008

Berlim, Maio 08 - Alexander Platz


A omnipresente torre da tv


O relógio universal


A Fonte da Amizade entre os Povos (1969, Walter Womacka)
No alto há o fatal miradouro... ... a que muuuitos querem aceder... Desta vez, porém, as vistas compensaram a espera O Reichstag, com a sua cúpula de vidro. À frente, a torre da Opel, e mais ao fundo a Casa das Culturas dos Povos A Ilha dos Museus, à esquerda do rio Spree Berliner Dom, a catedral (protestante) de Berlim. Têm outra católica O Forum Marx-Engels A avenida Unter den Linden e o Tiergarten A Rotes Rathaus, a Câmara vermelha, sendo que, neste caso, a referência à cor tem origem na das paredes O bairro de Nikolaiviertel Ruínas da igreja de S. Francisco Auto-retrato e Casa do Professor Alexanderplatz propriamente dita (De novo no rés-do-chão) Fonte de Neptuno Rotes Rathaus O campanário tem um sino, oferecido pelo povo americano, a seguir à Guerra, conhecido como Freiheitsglocke, ou seja o sino da liberdade. O sino foi feito pelo modelo do de Filadélfia, ao som do qual foi proferida a Declaração de Independência dos EUA. Cada americano que contribuía com dinheiro para esta causa devia fazer um juramento solene de defender sempre os valores da democracia. Dizia o amigo alemão que nos contou esta história: "E pensar o que (os políticos eleitos por) eles andam fazendo pelo mundo..." Pois...
Altes Stadt Haus - aqui foi assinado o tratado de reunificação

Igreja de Sta. Maria



Marx e Engels, no seu Forum
25 de Abril, sempre! :)


Suplemento - uma outra variante, enviada por um nosso leitor atento:

Berlim, Maio 08 - Ich bin ein Berliner


Não, a imagem não veio da pesquisa Google. Era de um cartaz integrado numa campanha em defesa da manutenção em funcionamento do aeroporto de Tempelhof. O mais antigo aeroporto da Europa (1923) em funcionamento, foi o utilizado, no período da guerra fria, para a ponte aérea que rompeu o bloqueio imposto a Berlim ocidental por Estaline. Agora querem desactivá-lo e os berlinenses foram chamados a opinar.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Berlim, Maio 08 - Aniversário em Potsdam (5ª e última crónica serôdia)

Não é para qualquer um!...
E, porque a idade já é alguma (...), tenho a confessar que fizemos o circuito em Pato Donald - é que o parque de Potsdam tem 300 hectares e os highlights são mais que muitos e distantes entre si.

De lá, trouxe na cabeça uma grande confusão sobre os Fredericos (o Grande, o Sargento, os que têm Guilherme, os que não têm, sem falar no da dupla personalidade...), que terei que esclarecer após o regresso à pátria.

Mas não foram apenas os sucessivos edifícios mandados construir pelos membros da dinastia prussiana que deram fama ao local - num deles, o Cecilienhof, realizou-se em 45 a conferência dos três grandes, em que se partilhou a Alemanha.

De manhã, tínhamos dado um passeio de barco pelo Spree.
À noite, emborcámo-nos no italiano Moreno Carusi, com Montepulciano d'Abruzzo. (Hic!...) . As reacções foram variadas...

terça-feira, 13 de maio de 2008

Berlim, Maio 08 - Cumprimentos à rainha Nefertiti (4ª crónica serôdia)

Estava mooorta, depois do Pergamon Museum. Mais pelo tempo de espera na bicha do que pela visita, encantadas que andámos com a porta de Ishtar e os leões de Nabucodonosor.

Mas eu trazia a incumbência de entregar os cumprimentos da minha amiga Garça à rainha Nefertiti, era uma responsabilidade!...

Enchi-me de coragem, deixei a minha sócia de pousio à entrada do Altes Museum, e lá fui eu. Gloriosa decisão! Que bom foi rever todos aqueles queridos – até a avó Ty lá estava!

Charlottenbourg – o Versalhes cá do sítio – foi mesmo só para cumprir calendário.

O mesmo já não se poderá dizer da East Side Gallery, no extremo ooposto da cidade. Esta designação refere-se aos 1300 metros de muro que permanecem in situ, e onde diversos artistas, depois da queda, pintaram vários murais.

Infelizmente, a passagem do tempo e a estupidez dos autores de graffiti posteriores já os degradaram bastante.

Bis nacher!

Berlim, Maio 08 - Dia de multidões (3ª crónica serôdia)

A cúpula de vidro do Reichstag foi um dos motivos despoletadores desta viagem. Mas duas horas e meia na bicha para visitá-la não nos convenceu… Fomos passear pra a Unter den Linden. (Que lindo, uma avenida chamar-se Sob as Tílias!...)

Mas a pièce de résistance do dia foi o Museu do Muro, ao lado do Checkpoint Charlie.
Ao contrário do Centro de Documentação da Bernauerstrasse, que é recente, este museu foi iniciado logo após a construção do muro.
Testemunhos e descrições estarrecedores, mais uma vez. Como a da criança que caíu ao rio e morreu afogada por falta de assistência, uma vez que o rio já pertencia à “outra parte”. Ou a do americano que levou para casa o chão do Checkpoint Charlie e depois o vendeu ao museu por uma fortuna.
Onde se prova que a imaginação não tem limites – em malas de viagem, em caixas de motor de automóveis, num carrinho de compras, de balão, … de toda a maneira tentaram escapar.

Terminámos o dia em Victoria Park, o ponto (vertiginosamente) mais alto de Berlim – 66 metros!
Berim é efectivamente uma cidade completamente plana. E em poucos sítios como aqui, vendo-os passar em bandos, eu lamentei tanto não ter qualificações psicomotoras para ser também um alegre cicloturista…

Wiedersehen!

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Berlim, Maio 08 - Os cais de Berlim também têm castanheiros (2ª crónica serôdia)

Pois é. E eles estão no auge, fabulosos. Lindíssimos. Nunca me cansarei de me deslumbrar com estes gajos.

Os cais do Spree foram o nosso território de fim de tarde. A partir deles ou com regresso a eles, explorámos Nikolaiviertel, o bairro “onde nasceu” Berlim, o Palácio da República, a torre da televisão.

O Palácio da República é uma gritante excepção, bem no centro da cidade, à rapidez com que foi reconstruída, quer no fim da II Guerra Mundial, quer a seguir à queda do muro.
No lugar de um edifício da Berlim imperial, a RDA fez construir um edifício cinzento e burocrático, a que deu o nome de Palácio da República.
Após a reunificação, o mamarracho começou a ser demolido, mas houve vozes que se levantaram contra. A demolição foi suspensa, a discussão prolongou-se até à actualidade, e os destroços de betão e ferro continuam lá, como que a lembrar que ainda há cicatrizes para sarar.

A torre da TV fica na celebérrima Alexanderplatz, que aqui a ignorantezinha, só ao (não) preparar esta viagem soube que era do lado oriental.
Da plataforma do topo, avista-se um panorama espectacular, a perder de vista (Berlim tem OITO vezes a área de Paris!!!...), todo muito bem documentado e explicadinho.
Os guindastes pontuam a paisagem, pois por toda parte se continua a (re)construir.
Embora se diga que Berlim, tal como Lisboa, está falida. Mas ao menos, aqui, vê-se obra feita!

Schüss!