Viajar, uma das três melhores coisas que há na vida! As outras duas? Não digo! Para além de que poderia escandalizar as gentes, um pouco de suspense cria sempre mais interesse...
terça-feira, 27 de maio de 2008
Berlim, Maio 08 - Alexander Platz
Berlim, Maio 08 - Ich bin ein Berliner
Não, a imagem não veio da pesquisa Google. Era de um cartaz integrado numa campanha em defesa da manutenção em funcionamento do aeroporto de Tempelhof. O mais antigo aeroporto da Europa (1923) em funcionamento, foi o utilizado, no período da guerra fria, para a ponte aérea que rompeu o bloqueio imposto a Berlim ocidental por Estaline. Agora querem desactivá-lo e os berlinenses foram chamados a opinar.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Berlim, Maio 08 - Aniversário em Potsdam (5ª e última crónica serôdia)
E, porque a idade já é alguma (...), tenho a confessar que fizemos o circuito em Pato Donald - é que o parque de Potsdam tem 300 hectares e os highlights são mais que muitos e distantes entre si.
De lá, trouxe na cabeça uma grande confusão sobre os Fredericos (o Grande, o Sargento, os que têm Guilherme, os que não têm, sem falar no da dupla personalidade...), que terei que esclarecer após o regresso à pátria.
Mas não foram apenas os sucessivos edifícios mandados construir pelos membros da dinastia prussiana que deram fama ao local - num deles, o Cecilienhof, realizou-se em 45 a conferência dos três grandes, em que se partilhou a Alemanha.
De manhã, tínhamos dado um passeio de barco pelo Spree.
À noite, emborcámo-nos no italiano Moreno Carusi, com Montepulciano d'Abruzzo. (Hic!...) . As reacções foram variadas...
terça-feira, 13 de maio de 2008
Berlim, Maio 08 - Cumprimentos à rainha Nefertiti (4ª crónica serôdia)
Mas eu trazia a incumbência de entregar os cumprimentos da minha amiga
Enchi-me de coragem, deixei a minha sócia de pousio à entrada do Altes Museum, e lá fui eu. Gloriosa decisão! Que bom foi rever todos aqueles queridos – até a avó Ty lá estava!
Infelizmente, a passagem do tempo e a estupidez dos autores de graffiti posteriores já os degradaram bastante.
Berlim, Maio 08 - Dia de multidões (3ª crónica serôdia)
Mas a pièce de résistance do dia foi o Museu do Muro, ao lado do Checkpoint Charlie.
Ao contrário do Centro de Documentação da Bernauerstrasse, que é recente, este museu foi iniciado logo após a construção do muro.
Testemunhos e descrições estarrecedores, mais uma vez. Como a da criança que caíu ao rio e morreu afogada por falta de assistência, uma vez que o rio já pertencia à “outra parte”. Ou a do americano que levou para casa o chão do Checkpoint Charlie e depois o vendeu ao museu por uma fortuna.
Onde se prova que a imaginação não tem limites – em malas de viagem, em caixas de motor de automóveis, num carrinho de compras, de balão, … de toda a maneira tentaram escapar.
Terminámos o dia em Victoria Park, o ponto (vertiginosamente) mais alto de Berlim – 66 metros!
Berim é efectivamente uma cidade completamente plana. E em poucos sítios como aqui, vendo-os passar em bandos, eu lamentei tanto não ter qualificações psicomotoras para ser também um alegre cicloturista…
Wiedersehen!
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Berlim, Maio 08 - Os cais de Berlim também têm castanheiros (2ª crónica serôdia)
Os cais do Spree foram o nosso território de fim de tarde. A partir deles ou com regresso a eles, explorámos Nikolaiviertel, o bairro “onde nasceu” Berlim, o Palácio da República, a torre da televisão.
O Palácio da República é uma gritante excepção, bem no centro da cidade, à rapidez com que foi reconstruída, quer no fim da II Guerra Mundial, quer a seguir à queda do muro.
No lugar de um edifício da Berlim imperial, a RDA fez construir um edifício cinzento e burocrático, a que deu o nome de Palácio da República.
Após a reunificação, o mamarracho começou a ser demolido, mas houve vozes que se levantaram contra. A demolição foi suspensa, a discussão prolongou-se até à actualidade, e os destroços de betão e ferro continuam lá, como que a lembrar que ainda há cicatrizes para sarar.
A torre da TV fica na celebérrima Alexanderplatz, que aqui a ignorantezinha, só ao (não) preparar esta viagem soube que era do lado oriental.
Da plataforma do topo, avista-se um panorama espectacular, a perder de vista (Berlim tem OITO vezes a área de Paris!!!...), todo muito bem documentado e explicadinho.
Os guindastes pontuam a paisagem, pois por toda parte se continua a (re)construir.
Embora se diga que Berlim, tal como Lisboa, está falida. Mas ao menos, aqui, vê-se obra feita!
Schüss!
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Berlim, Maio 08 - o homem do chapéu (1ª crónica serôdia)
Os peões de leste usam chapéu (os verdes), vão a caminhar com um ar activo e determinado, provavelmente a caminho do socialismo. O vermelho também também tem chapéu e um ar impositivo, que impede qualquer músculo de se mexer na direcção da passadeira.
Aquando da unificação, pensaram uniformizá-los, mas o ampelmännschen é tão patusco e característico, que houve um movimento em sua defesa e é agora objecto de culto.
Pelas recordações da separação começámos nós, na Bernauerstrasse, que o muro dividia e onde existe agora o Centro de Documentação do Muro. Memórias pungentes, testemunhos impressionantes.
No local existia, desde o século XIX, uma igreja, por ironia do destino, chamada da Reconciliação.
O muro teve que fazer uma curva para a contornar.
Mas a pobrezinha ficou do lado errado do muro e era um foco de resistência. Por isso, em 85, o amigo Honnecker mandou-a implodir.
Agora, no mesmo local, existe uma igreja moderna, da mesma invocação, que se espera sirva efectivamente para reconciliar os berlinenses.
À tarde (entre muuuuitos outros sítios), passámos à Casa da Comunidade Judaica, de que, do original, só resta a porta.
Cá fora, no passeio, a propósito do aniversário do levantamento do ghetto de Varsóvia, um grupo de activistas, que convidavam os transeuntes a juntar-se-lhes, liam em voz alta os nomes do 55 696 judeus mortos em Berlim durante o nazismo.
Esta cidade está carregada de história.
Schüss!
domingo, 30 de março de 2008
Canadá Out. 07 - do que não gostei
As torneiras - desperdiçam imensa água
A sinalização rodoviária - não é famosa...
As moedas - entrei e saí sem as distinguir! Onde já se viu, num conjunto de moedas com o mesmo aspecto, as de mais baixo valor serem maiores do que as de valor mais alto?!
As tarrachas, digo, taxas - há um IVA estadual e um federal e nunca se sabe onde e como e se um ou/e outro já estão incluídos nos preços afixados ou não... :(
