Viajar, uma das três melhores coisas que há na vida! As outras duas? Não digo! Para além de que poderia escandalizar as gentes, um pouco de suspense cria sempre mais interesse...
O grande feito de Lawrence da Arábia e dos seus companheiros foi que, para chegarem a Aqaba, tiveram que atravessar o deserto de Wadi Rum. A nós, privilegiados turistas, levaram-nos a passear no deserto em (pseudo)4 x 4. Lindo de morrer!
E no entanto, havia quem andasse a passear de balão...
Mais terra a terra, eis algumas das perspectivas que tivemos:
No meu imaginário, Aqaba (mais uma esdrúxula, lê-se Áqaba) é uma sonoridade que me evoca a imagem de Lawrence da Arábia, de sabre erguido, à frente do (enganado) exército árabe, rasgando, a favor dos hipócritas ocidentais, uma passagem para o Mar Vermelho.A nossa passagem pela cidade foi meramente logística, fomos dormir a 10 km. Para nos contentarem, deram uma volta pela cidade, em que os protagonistas (e os comentários do guia) foram os principais hotéis...
Os beduínos (e em Petra só pode "operar" gente beduína, e que seja da região), oferecem aos turistas mais fracalhotes, vários meios de deslocação:
Como já disse, o que mais me deslumbrou e surpreendeu em Petra, foi o desfiladeiro (siq, em árabe)
Entrada para o desfiladeiro:
No desfiladeiro, corria um rio, que os nabateus desviaram, deixando assim a sua capital ao abrigo de investidas mais directas. Não admira portanto que as ruínas só tivessem sido (re)descobertas em 1812.
Aspectos do desfiladeiro:
TCHARÁN!!!!
O "Tesouro" (Khazneh) é o túmulo de Aretas IV, rei dos nabateus. O nome deriva de uma lenda segunda a qual haveria um tesouro na urna do topo da fachada
"Cicatrizes" dos andaimes, na fachada do "Tesouro"
O interior do "Tesouro" :
A entrada do desfiladeiro, vista do "Tesouro":
Por baixo, há outra fachada...
Túmulos,
túmulos,
túmulos,
túmulos,
túmulos...
Casas escavadas na rocha. As cores são um assombro: