Se dúvidas tivéssemos sobre as vantagens da nossa escolha, elas ter-se-iam dissipado assim que pusemos o pé no primeiro viaduto ferroviário (onde o comboio acabava de passar) - as manchas de óleo que o dito ia perdendo eram várias...
Sendo assim, fizémos o percurso que quisémos, parando onde e por quanto quisémos, etc., etc. Saímos de Salta uma hora mais tarde do que os ferroviários e chegámos duas horas mais cedo.
Além de que duvido que o maquinista nos tivesse trazido de regresso do viaducto de la Polvorilla, clímax do percurso, ao som de Mercedes Sosa, como fez o nosso David. E assim, através de "Alfonsina y la mar", descobrimos mais uma poetisa argentina.
Falta gabar-me de ter sido a única das viajantes a subir desde a base até ao cimo do viaducto!
E assim entrou a primavera, na província de Salta.
Viajar, uma das três melhores coisas que há na vida! As outras duas? Não digo! Para além de que poderia escandalizar as gentes, um pouco de suspense cria sempre mais interesse...
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
domingo, 21 de setembro de 2008
Argentina, Setembro 08 - another day biting the dust
Mas que noute que eu passei! As sequelas do rípio, em franca convivëncia com a carraspana de origem alérgica que a outra já me passou, nao foram fáceis de gerir. Sendo que o facto de termos dormido a 2200 m também poderá ter tido alguma influência.
Fosse como fosse, nao tive outro remédio senao fazer das tripas coraçao e agarrar-me ao volante, para lançar-me à estrada, digo, ao (maldito) ripio. Quanto ao meu urso, mais nao fazia do que gemer, suispirar, e dizer que nao lhe apetecia mexer-se.
Mais uma vez nos valeram as lindíssimas montanhas (cumbres Calchaquíes, onde hoje chegámos a subir a 3382 m), a cada volta do caminho apresentando um aspecto diferente.
Trituradas de cansaço, chegámos a Salta (= la linda, em lingua aymará), e ao Carpe Diem (!), hotel boutique (!!!), onde uma anfitria espectacular nos fez um chazinho, nos ofereceu pan dulce, e nos reservou para amanha um guia, com carro, para hacermos un recorrido "paralelo" ao tren de las nubes. (Que já voltou a funcionar. Mas, como o motivo por que esteve suspenso, há um mês atrás, foram os travoes, nao nos apeteceu arriscar...)
Fosse como fosse, nao tive outro remédio senao fazer das tripas coraçao e agarrar-me ao volante, para lançar-me à estrada, digo, ao (maldito) ripio. Quanto ao meu urso, mais nao fazia do que gemer, suispirar, e dizer que nao lhe apetecia mexer-se.
Mais uma vez nos valeram as lindíssimas montanhas (cumbres Calchaquíes, onde hoje chegámos a subir a 3382 m), a cada volta do caminho apresentando um aspecto diferente.
Trituradas de cansaço, chegámos a Salta (= la linda, em lingua aymará), e ao Carpe Diem (!), hotel boutique (!!!), onde uma anfitria espectacular nos fez um chazinho, nos ofereceu pan dulce, e nos reservou para amanha um guia, com carro, para hacermos un recorrido "paralelo" ao tren de las nubes. (Que já voltou a funcionar. Mas, como o motivo por que esteve suspenso, há um mês atrás, foram os travoes, nao nos apeteceu arriscar...)
Argentina, Setembro 08 - mi amiga la Quarienta
Quando há quatro anos fiz uns milhares de quilómetros na RN 40, a caminho da Patagónia (Paqagónia, diria o Vasco! :-) , estava longe de imaginar que a reencontraria aqui em cima.No imaginário das viagens, a Ruta 40 está para a Argentina como a 66 para os EEUU. E, em boa verdade, devia chamar-se ripio 40, ou pista 40, porque disso se trata.
Só que, em 2004, eu ia num 4x4, guiado por maos experientes. E hoje, que o percurso era todo na RN 40, ia eu a conduzir um Corsa.
Só lhes digo que se confirmou plenamente o prognóstico do dono do hotel de Cafayate - 5h para fazer 135 km... ... ...
Valeu-nos a paisagem, de montanhas assombrosas. Ao fim da tarde, visitámos uma criaçao de vicuñas.
E depois recolhemo-nos a La Paya, uma "casa de campo" (como se anuncia) que data de 1878, para crecompor-nos.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Argentina, Setembro 08 - ruínas, alturas e cardones

Isto sim, é outro desenxovalho - no autocarro de Córdoba a Tucuman, o assento deitava completa/, havia mantinha e almofada, o filme era recente e foi passado num nível de decibéis decente.
Despejou-nos às cinco da manha no terminal, onde, felizmente, um café está aberto 24h. Aí estabelecemos a nossa sede até às 8h da matina, altura em que rumámos à Avis local, para recolher o nosso segundo Corsa.
Tucumán, ainda que apenas entrevista, pareceu-nos bastante mais simpática do que Córdoba (Presunçosas... Mas que embirraçao!!!)
A ruta dos Valles Calchaquíes começa por serpentear entre montanhas lindíssimas. Por ela chegámos ao Parque de los Meñires, centenas de pilas muito bem apanhadas, esculpidas pelos diaguitas, que foram recolhidos aqui.
E depois foi subir até 3000 metros por uma estrada tal que o sítio se chama "El infernillo". As montanhas, sempre "bárbaras", como por aqui se diz.
O delírio da tarde foram os cactos gigantes, que nos fizeram sair da viatura (ou nao...) miles de veces. Que espectáculo.
Aportámos às ruínas de Quilmes ao crepúsculo. Estes gajos resistiram 130 anos aos espanhóis. As bestas, quando finalmente os quebraram, levaram os sobreviventes a pé... até Buenos Aires (1600 km...). De 1700 que partiram, chegaram 400...
Quilmes é actualmente o nome da cerveja nacional...
E agora estamos em Cafayate, onde se deveria ficar pelo menos dois dias, e donde temos que sair correndo...
(Una vez más, a crónica nao vai ilustrada, porque a minha assistente nao me fez chegar as imagens até ao fecho da redacçao...)
Despejou-nos às cinco da manha no terminal, onde, felizmente, um café está aberto 24h. Aí estabelecemos a nossa sede até às 8h da matina, altura em que rumámos à Avis local, para recolher o nosso segundo Corsa.
Tucumán, ainda que apenas entrevista, pareceu-nos bastante mais simpática do que Córdoba (Presunçosas... Mas que embirraçao!!!)
A ruta dos Valles Calchaquíes começa por serpentear entre montanhas lindíssimas. Por ela chegámos ao Parque de los Meñires, centenas de pilas muito bem apanhadas, esculpidas pelos diaguitas, que foram recolhidos aqui.
E depois foi subir até 3000 metros por uma estrada tal que o sítio se chama "El infernillo". As montanhas, sempre "bárbaras", como por aqui se diz.
O delírio da tarde foram os cactos gigantes, que nos fizeram sair da viatura (ou nao...) miles de veces. Que espectáculo.
Aportámos às ruínas de Quilmes ao crepúsculo. Estes gajos resistiram 130 anos aos espanhóis. As bestas, quando finalmente os quebraram, levaram os sobreviventes a pé... até Buenos Aires (1600 km...). De 1700 que partiram, chegaram 400...
Quilmes é actualmente o nome da cerveja nacional...
E agora estamos em Cafayate, onde se deveria ficar pelo menos dois dias, e donde temos que sair correndo...
(Una vez más, a crónica nao vai ilustrada, porque a minha assistente nao me fez chegar as imagens até ao fecho da redacçao...)
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quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Argentina, Setembro 08 - em casa do "Che"

Fuimos engañadas! A couchette do 1º bus nao deitava a 180 graus! Mas as do aviao tambem nao deitam e a gente dorme, ñ é? Foi o q fizemos. Vamos ver o que acontece no proximo.
Cordoba - quem sabe se estamos a ser injustas !... - ñ nos encheu as medidas. Talvez porque temos os olhos cheios de tanta beleza nos ultimos dias. Mas esperavamos mais. Até da própria manzana jesuitica, patrimonio da humanidade.
Assim sendo, hoje rumámos a Alta Gracia, nas redondezas. Além de ter sido construída em volta de uma estância jesuíta, a povoaçao apresenta outro motivo de interesse - foi aqui que o Che fez a instruçao primaria. O menino tinha asma, os ares de AG eram bons, os pais mudaram-se para lá. (AG, aliás, pode reclamar para si o troféu de localidade onde o andarilho viveu mais tempo - onze anos!).
O museu centra-se sobretudo na infância e juventude, sem renegar, contudo, o período de intervençao politica. É sóbrio, sem merchandising, panegíricos, nem folclore.
EsSte homem, independente/ do que se lhe possa apontar, tinha uma grande qualidade: acreditava.
De uma evocaçao, transferimo-nos para outra - a do compositor Manuel de Falla, que, depois de os franquistas lhe terem morto o amigo Llorca, se exilou aqui e aqui viveu os últimos seis anos de vida.
(A imagem ñ é a da moto dele, mas sim a de uma igual, que o museu recuperou)
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quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Argentina, Setembro 08 - dia de viagem(ns)
O mesmo Alberto (um castisso sexagenario porteño refugiado em Carlos Pellegrini, depois de ter corrido mundo e vivido em Franca, no Brasil e sei lah onde mais) que nos levou ao paraiso, devolveu-nos hoje ah civilizacao.
Em Mercedes, iniciahmo-nos entao na formidavel industria argentina do transporte em autocarro. Assim chegahmos a Corrientes, onde nos transferimos para outro autocarro, o "tal" da couchette executiva, que nos deixou em Cordoba as seis e meia da manhan.
O unico momento propriamente turistico do dia foi a visita ao "santuario" do Gauchito Gil. Indescritivel! A sala dos ex-votos ultrapassa os rasgos de imaginacao mais ousados!...
Em Mercedes, iniciahmo-nos entao na formidavel industria argentina do transporte em autocarro. Assim chegahmos a Corrientes, onde nos transferimos para outro autocarro, o "tal" da couchette executiva, que nos deixou em Cordoba as seis e meia da manhan.
O unico momento propriamente turistico do dia foi a visita ao "santuario" do Gauchito Gil. Indescritivel! A sala dos ex-votos ultrapassa os rasgos de imaginacao mais ousados!...
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Argentina, Setembro 08 - Esteros del Iberá

Ao pantanal argentino nao falta beleza, nem pureza original, nem biodiversidade, nem boa gestao ambiental. O que lhe falta é uma indústria de telenovelas para divulgá-lo!... Pelo menos junto dos turistas portugueses. Mas, como isso seria o princípio da desgraça, deixem-no estar assim, um paraíso.
Ontem fizémos dois passeios na laguna de Iberá, um dos quais de noite. Capivaras, jacarés, uma infinidade de pássaros lindíssimos, uma cascavel (brrr...), tudo isso à distância de um metro do barco. (No passeio da noite, houve uma companheira de viagem que nao se conteve e fez uma festa na cauda de um jacaré!!!...)
Hoje fomos fazer uma caminhada que incluía o caminho dos macacos carayá. Mas os queridos estavam retirados, nao se mostraram. Voltaremos lá à tarde, no regresso de novo passeio de lancha.
Tudo isto pela mao de uma doçura de guia chamado Bermabé. Trabalhava nos arrozais até que, quando apareceu o turismo, se pôs a estudar la naturaleza e se tornou guia. Ainda nao deixou uma das nossas infindaveis perguntas sem resposta.
Argentina, Setembro 08 - "A missao"
Tendo como pano de fundo a banda sonora do filme, e enquanto a mana lia as fontes de referência, marchámos sobre a nossa selecçao (*) de missoes jesuítas argentinas (a do Paraguay tinha sido eliminada, por falta de tempo, e a brasileira... err... bem...).Começámos por Santa Ana, que, no final, havia de ser eleita a preferida. Mas que, aliás, nos foi logo directa ao coraçao. Menos monumental que a suposta jóia da coroa (já lá vamos!) e propositadamente menos recuperada do que ela, permanece num estado semi-selvagem, tragada pela selva, que nos encantou.
Explorámo-la como e quando quisémos, só nós e as cigarras, sob o sol forte do meio do dia.
Loreto é um dos extremos de que Santa Ana é a média - está pouco cuidada, pouquíssimo explorada.
O outro extremo é San Ignacio Mini, a mais conhecida, a mais falada, a mais explorada turisticamente. Hordas de turistas passeavam-se atrás dos respectivos guias, fumando, falando ao telemóvel...
Claro que a monumentalidade é outra, mas, mesmo assim, para nós, a eleita foi a nossa Aninhas.
A chegada a Posadas teve frisson q.b. - tinha-me enganado ao fazer a reserva, estava feita para 2 dias depois... (eu já vi este filme...)
Mas como hoje só encontrámos gente de boa vontade, tudo se arranjou.
Besitos
(*) O critério de selecçao - tao bom como qualquer outro - , entre as 30 que os jesuítas fundaram, foi o de visitar as que a Unesco declarou património mundial
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Argentina, Setembro 08 - Saltos del Moconá
Motorizadas, arrancàmos em correria até El Soberbio, onde tínhamos que estar à uma.
Ainda conseguimos 1 quarto de hora de avanço... para afinal a expedicao em que estávamos matriculadas partir com 3/4 h de atraso!
A expedicao, metade em 4x4, metade em barco de borracha, dirigia-se aos Saltos del Moconá, a maior - 3 km! - queda de água longitudinal (= desagua paralelamente ao curso do rio e ñ tranversal ou obliqua/, como é hábito) do mundo, no rio Uruguay.
Liiiiindo (e também refrescante...)!
E depois fingimos que o nosso Corsa era um 4x4 e fomos, em aventura nocturna, ao longo de 19 km de picada (feitos em 1h e 1/4...) até à pousada onde passámos a noute.
Ainda conseguimos 1 quarto de hora de avanço... para afinal a expedicao em que estávamos matriculadas partir com 3/4 h de atraso!
A expedicao, metade em 4x4, metade em barco de borracha, dirigia-se aos Saltos del Moconá, a maior - 3 km! - queda de água longitudinal (= desagua paralelamente ao curso do rio e ñ tranversal ou obliqua/, como é hábito) do mundo, no rio Uruguay.
Liiiiindo (e também refrescante...)!
E depois fingimos que o nosso Corsa era um 4x4 e fomos, em aventura nocturna, ao longo de 19 km de picada (feitos em 1h e 1/4...) até à pousada onde passámos a noute.
Argentina, Setembro 08 - S. Miguel emigrante
A estrela do dia era uma nova incursao em territorio brasileiro, para visitar S. Miguel das Missoes, a 1.a das missoes jesuítas guaranis, um dos leitmotiv desta viagem
Uma má gestao do tempo ñ permitiu concretizar o projecto.
Ainda entrámos no Brasil, com ideia de ir espreitar os saltos do Moconá, do outro lado, mas concluímos que também ñ havia tempo.
E assim, em alternativa, acabámos na festa do emigramnte, em Oberá, ñ seis e estao a ver...
Para tentar digerir o contraste e fazer o luto, planeei um banho de internet ao serao. Pois nem isso - tinha havido um apagao e a internet do hotel ñ funcionava. Brrr, maldito 11 de Setembro!!! :-/
Uma má gestao do tempo ñ permitiu concretizar o projecto.
Ainda entrámos no Brasil, com ideia de ir espreitar os saltos do Moconá, do outro lado, mas concluímos que também ñ havia tempo.
E assim, em alternativa, acabámos na festa do emigramnte, em Oberá, ñ seis e estao a ver...
Para tentar digerir o contraste e fazer o luto, planeei um banho de internet ao serao. Pois nem isso - tinha havido um apagao e a internet do hotel ñ funcionava. Brrr, maldito 11 de Setembro!!! :-/
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Argentina, Setembro 08 - Iguaçu, lado argentino
Só hoje confessámos uma à outra que ontem, até chegarmos em frente da Garganta del Diablo, estávamos a achar as quedas um pouco pífias, nomeada/ por comparaçao com as do Niagara.
Mal sabíamos nós que, vista do lado argentino, a Garganta del Diablo é um sorvedouro avassalador.
Estava a ver que nao dava a Mulher de lá arrancada!...
Mas a verdadeira sofreguidao (isto para nao utilizar o termo alentejano, claro...) de fotos foi com as borboletas - há DUZENTAS espécies diferentes em Iguazu...
E depois circuito superior, e depois circuito inferior, sendero verde, e a boca sempre aberta de espanto.
Ao fim da tarde, exaustas de emoçoes (e na falta de um pratinho de caracois com uma cerveja estupidamente gelada, que era o que nos apetecia) recolhemos a penates.
Invejei a vida dos guardas do Parque que apanharam o último tren ecológico connosco...
Mal sabíamos nós que, vista do lado argentino, a Garganta del Diablo é um sorvedouro avassalador.
Estava a ver que nao dava a Mulher de lá arrancada!...
Mas a verdadeira sofreguidao (isto para nao utilizar o termo alentejano, claro...) de fotos foi com as borboletas - há DUZENTAS espécies diferentes em Iguazu...
E depois circuito superior, e depois circuito inferior, sendero verde, e a boca sempre aberta de espanto.
Ao fim da tarde, exaustas de emoçoes (e na falta de um pratinho de caracois com uma cerveja estupidamente gelada, que era o que nos apetecia) recolhemos a penates.
Invejei a vida dos guardas do Parque que apanharam o último tren ecológico connosco...
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Argentina, Setembro 08 - Iguaçu, lado brasuca
As cataratas sao uma demonstracao exuberante da natureza, mas o Parque das Aves é um des-lum-bra-men-to.
Amanha será o lado argentino
Adiós!
Amanha será o lado argentino
Adiós!
sexta-feira, 13 de junho de 2008
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Berlim, Maio 08 - pormenores de reportagem
Em Berlim não era a cow parade, eram os United Buddy Bears :)
(Já disse que quero um contacto para guiar uma coisa destas?! Vá depressa, que me quero reformar!)
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