terça-feira, 27 de maio de 2008

Berlim, Maio 08 - Alexander Platz


A omnipresente torre da tv


O relógio universal


A Fonte da Amizade entre os Povos (1969, Walter Womacka)
No alto há o fatal miradouro... ... a que muuuitos querem aceder... Desta vez, porém, as vistas compensaram a espera O Reichstag, com a sua cúpula de vidro. À frente, a torre da Opel, e mais ao fundo a Casa das Culturas dos Povos A Ilha dos Museus, à esquerda do rio Spree Berliner Dom, a catedral (protestante) de Berlim. Têm outra católica O Forum Marx-Engels A avenida Unter den Linden e o Tiergarten A Rotes Rathaus, a Câmara vermelha, sendo que, neste caso, a referência à cor tem origem na das paredes O bairro de Nikolaiviertel Ruínas da igreja de S. Francisco Auto-retrato e Casa do Professor Alexanderplatz propriamente dita (De novo no rés-do-chão) Fonte de Neptuno Rotes Rathaus O campanário tem um sino, oferecido pelo povo americano, a seguir à Guerra, conhecido como Freiheitsglocke, ou seja o sino da liberdade. O sino foi feito pelo modelo do de Filadélfia, ao som do qual foi proferida a Declaração de Independência dos EUA. Cada americano que contribuía com dinheiro para esta causa devia fazer um juramento solene de defender sempre os valores da democracia. Dizia o amigo alemão que nos contou esta história: "E pensar o que (os políticos eleitos por) eles andam fazendo pelo mundo..." Pois...
Altes Stadt Haus - aqui foi assinado o tratado de reunificação

Igreja de Sta. Maria



Marx e Engels, no seu Forum
25 de Abril, sempre! :)


Suplemento - uma outra variante, enviada por um nosso leitor atento:

Berlim, Maio 08 - Ich bin ein Berliner


Não, a imagem não veio da pesquisa Google. Era de um cartaz integrado numa campanha em defesa da manutenção em funcionamento do aeroporto de Tempelhof. O mais antigo aeroporto da Europa (1923) em funcionamento, foi o utilizado, no período da guerra fria, para a ponte aérea que rompeu o bloqueio imposto a Berlim ocidental por Estaline. Agora querem desactivá-lo e os berlinenses foram chamados a opinar.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Berlim, Maio 08 - Aniversário em Potsdam (5ª e última crónica serôdia)

Não é para qualquer um!...
E, porque a idade já é alguma (...), tenho a confessar que fizemos o circuito em Pato Donald - é que o parque de Potsdam tem 300 hectares e os highlights são mais que muitos e distantes entre si.

De lá, trouxe na cabeça uma grande confusão sobre os Fredericos (o Grande, o Sargento, os que têm Guilherme, os que não têm, sem falar no da dupla personalidade...), que terei que esclarecer após o regresso à pátria.

Mas não foram apenas os sucessivos edifícios mandados construir pelos membros da dinastia prussiana que deram fama ao local - num deles, o Cecilienhof, realizou-se em 45 a conferência dos três grandes, em que se partilhou a Alemanha.

De manhã, tínhamos dado um passeio de barco pelo Spree.
À noite, emborcámo-nos no italiano Moreno Carusi, com Montepulciano d'Abruzzo. (Hic!...) . As reacções foram variadas...

terça-feira, 13 de maio de 2008

Berlim, Maio 08 - Cumprimentos à rainha Nefertiti (4ª crónica serôdia)

Estava mooorta, depois do Pergamon Museum. Mais pelo tempo de espera na bicha do que pela visita, encantadas que andámos com a porta de Ishtar e os leões de Nabucodonosor.

Mas eu trazia a incumbência de entregar os cumprimentos da minha amiga Garça à rainha Nefertiti, era uma responsabilidade!...

Enchi-me de coragem, deixei a minha sócia de pousio à entrada do Altes Museum, e lá fui eu. Gloriosa decisão! Que bom foi rever todos aqueles queridos – até a avó Ty lá estava!

Charlottenbourg – o Versalhes cá do sítio – foi mesmo só para cumprir calendário.

O mesmo já não se poderá dizer da East Side Gallery, no extremo ooposto da cidade. Esta designação refere-se aos 1300 metros de muro que permanecem in situ, e onde diversos artistas, depois da queda, pintaram vários murais.

Infelizmente, a passagem do tempo e a estupidez dos autores de graffiti posteriores já os degradaram bastante.

Bis nacher!

Berlim, Maio 08 - Dia de multidões (3ª crónica serôdia)

A cúpula de vidro do Reichstag foi um dos motivos despoletadores desta viagem. Mas duas horas e meia na bicha para visitá-la não nos convenceu… Fomos passear pra a Unter den Linden. (Que lindo, uma avenida chamar-se Sob as Tílias!...)

Mas a pièce de résistance do dia foi o Museu do Muro, ao lado do Checkpoint Charlie.
Ao contrário do Centro de Documentação da Bernauerstrasse, que é recente, este museu foi iniciado logo após a construção do muro.
Testemunhos e descrições estarrecedores, mais uma vez. Como a da criança que caíu ao rio e morreu afogada por falta de assistência, uma vez que o rio já pertencia à “outra parte”. Ou a do americano que levou para casa o chão do Checkpoint Charlie e depois o vendeu ao museu por uma fortuna.
Onde se prova que a imaginação não tem limites – em malas de viagem, em caixas de motor de automóveis, num carrinho de compras, de balão, … de toda a maneira tentaram escapar.

Terminámos o dia em Victoria Park, o ponto (vertiginosamente) mais alto de Berlim – 66 metros!
Berim é efectivamente uma cidade completamente plana. E em poucos sítios como aqui, vendo-os passar em bandos, eu lamentei tanto não ter qualificações psicomotoras para ser também um alegre cicloturista…

Wiedersehen!

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Berlim, Maio 08 - Os cais de Berlim também têm castanheiros (2ª crónica serôdia)

Pois é. E eles estão no auge, fabulosos. Lindíssimos. Nunca me cansarei de me deslumbrar com estes gajos.

Os cais do Spree foram o nosso território de fim de tarde. A partir deles ou com regresso a eles, explorámos Nikolaiviertel, o bairro “onde nasceu” Berlim, o Palácio da República, a torre da televisão.

O Palácio da República é uma gritante excepção, bem no centro da cidade, à rapidez com que foi reconstruída, quer no fim da II Guerra Mundial, quer a seguir à queda do muro.
No lugar de um edifício da Berlim imperial, a RDA fez construir um edifício cinzento e burocrático, a que deu o nome de Palácio da República.
Após a reunificação, o mamarracho começou a ser demolido, mas houve vozes que se levantaram contra. A demolição foi suspensa, a discussão prolongou-se até à actualidade, e os destroços de betão e ferro continuam lá, como que a lembrar que ainda há cicatrizes para sarar.

A torre da TV fica na celebérrima Alexanderplatz, que aqui a ignorantezinha, só ao (não) preparar esta viagem soube que era do lado oriental.
Da plataforma do topo, avista-se um panorama espectacular, a perder de vista (Berlim tem OITO vezes a área de Paris!!!...), todo muito bem documentado e explicadinho.
Os guindastes pontuam a paisagem, pois por toda parte se continua a (re)construir.
Embora se diga que Berlim, tal como Lisboa, está falida. Mas ao menos, aqui, vê-se obra feita!

Schüss!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Berlim, Maio 08 - o homem do chapéu (1ª crónica serôdia)

Mesmo quem não saiba onde passava o muro, tem sempre a noção de em qual das duas antigas partes da cidade se encontra... pelos semáforos!
Os peões de leste usam chapéu (os verdes), vão a caminhar com um ar activo e determinado, provavelmente a caminho do socialismo. O vermelho também também tem chapéu e um ar impositivo, que impede qualquer músculo de se mexer na direcção da passadeira.
Aquando da unificação, pensaram uniformizá-los, mas o
ampelmännschen é tão patusco e característico, que houve um movimento em sua defesa e é agora objecto de culto.

Pelas recordações da separação começámos nós, na Bernauerstrasse, que o muro dividia e onde existe agora o Centro de Documentação do Muro. Memórias pungentes, testemunhos impressionantes.
No local existia, desde o século XIX, uma igreja, por ironia do destino, chamada da Reconciliação.
O muro teve que fazer uma curva para a contornar.
Mas a pobrezinha ficou do lado errado do muro e era um foco de resistência. Por isso, em 85, o amigo Honnecker mandou-a implodir.
Agora, no mesmo local, existe uma igreja moderna, da mesma invocação, que se espera sirva efectivamente para reconciliar os berlinenses.

À tarde (entre muuuuitos outros sítios), passámos à Casa da Comunidade Judaica, de que, do original, só resta a porta.
Cá fora, no passeio, a propósito do aniversário do levantamento do ghetto de Varsóvia, um grupo de activistas, que convidavam os transeuntes a juntar-se-lhes, liam em voz alta os nomes do 55 696 judeus mortos em Berlim durante o nazismo.

Esta cidade está carregada de história.

Schüss!

domingo, 30 de março de 2008

Brevemente...

Canadá Out. 07 - do que não gostei

Os morfos - cuisse de poulet, aile de poulet, poitrine de poulet, lanière de poulet, croquette de poulet... O_O

As torneiras - desperdiçam imensa água

A sinalização rodoviária - não é famosa...

As moedas - entrei e saí sem as distinguir! Onde já se viu, num conjunto de moedas com o mesmo aspecto, as de mais baixo valor serem maiores do que as de valor mais alto?!

As tarrachas, digo, taxas - há um IVA estadual e um federal e nunca se sabe onde e como e se um ou/e outro já estão incluídos nos preços afixados ou não... :(

Canadá Out. 07 - particularidades

Os inuksuks (cujo, plural, em língua inuit, aliás, é inuksuit) foram outra das nossas paixões québécoises

É nesta geringonça atrelada que transportam as crianças, quando vão andar de bicicleta


Confirmação do bilhete, nos museus carimbam a mão dos visitantes


A celebração furiosa (sim, assumo os preconceitos anti-americanos do adjectivo!...) e antecipada do Halloween



Os já citados meios números


Matrícula do estado do O(n)tario


Matrícula do estado do Québec


Igreja típica - falso gótico, corpo de tijolo, telhado em "purpurina prateada". Não há povoação que a não tenha


© Marylight
Contagem decrescente para a travessia de peões


O anúncio da proibição traz logo também incorporado o preço da transgressão! Não está mal visto...

Canadá Out. 07 - as casinhas...

Toronto



Ottawa


Montréal


Parc National du Mont Tremblant


Québec


Tadoussac


Alma



Kamouraska


... e a limousine que nos levou até elas