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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Turim, Dezembro 2017

Turim foi à boleia de Milão. Ao fim de dezenas de anos de paixão por Itália, não conhecia a cidade  que foi a primeira capital do país.
Também não a fiquei a conhecer, claro! Mas dei uma grande volta pelo centro histórico e papei o Museu Egípcio.

Sumptuoso, é um adjectivo que vem à mente quando se caminha pelas zonas mais antigas de Turim - uma longa sucessão de praças e palácios que ainda dão uma ideia do que terá sido a capital do Piemonte.


↑  Piazza Carlo Felice ↓


Piazza San Carlo

Piazza Castello

Piazza Castello - Palazzo Reale

Piazza Castello - Palazzo Madama


↑  Piazza Castello  - San Lorenzo ↓





Piazza Castello - Cassaforte degli Acaja

Palazzo Carignano, local de nascimento de Vittorio Emanuelle II, primeiro rei da Itália unida

Duomo - o chamariz do "santo sudário" não foi suficiente para me fazer entrar

Teatro romano sob a neve

↑  Porta Palatina, uma das portas romanas mais bem conservadas do mundo (Séc. I)  ↓



A Mole Antonelliana é o símbolo da cidade de Turim e, simultaneamente o seu edifício mais alto. Há alguns anos, sabendo que se projectava um arranha-céus que o suplantaria, os habitantes fizeram um abaixo-assinado de protesto e a Mole continua detentora do recorde!
O projecto do edifício - pensado inicialmente para sinagoga -  foi sofrendo sucessivas alterações. A câmara acabou por assumi-lo, destinando-o a museu.



Actualmente alberga o Museu Nacional do Cinema


Subindo no elevador para o miradouro da Mole. Vamos passar por aquele buraquinho

Os Alpes, vistos do miradouro da Mole


↑  Outras vistas do miradouro. Em baixo,  a Universidade de Turim  ↓



MUSEU EGÍPCIO

Este estava atrasado desde há muito, desde o tempo da tradução para a Planeta Agostini.
Selecção quase aleatória de algumas pérolas que mais me agradaram.

Múmia da época pré-dinástica




↑  Figuras femininas utilizadas em rituais no momento do parto ou para o renascimento do defunto no mundo do além. (Sublimes!)  ↓



Estatueta da deusa Tauret - corpo e cabeça de hipopótamo, cauda e dorso de crocodilo e patas de leão, todos animais conhecidos pela agressividade na defesa das suas proles. Estas estatuetas eram normalmente colocadas nas habitações para protecção dos recém-nascidos, ou para favorecer a fertilidade

Bailarina contorcionista (fim do primeiro milénio a. C.)

Estátua de Pendua e Nefertari (Séc. XIII a. C.)

Estátua de Ramsés II

Templo de Ellesyia, mandado construir por Tutmés III - mais um, à semelhança do de Abu Simbel, salvo das águas da barragem de Assuão. Foi trazido para Turim e remontado dentro do Museu Egípcio.

Estátua da deusa Sekhmet

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Imaginação - em Turim, as iluminações eram constelares

Milão, Dezembro 2017


Milão, evidentemente, estava em festa, a festa do consumo
Carnavais litúrgicos em Milano Centrale...
... na Piazza del Duomo...
... na Piazza della Scala...
... nas galerias Vittorio Emanuelle

SANTA MARIA DELLE GRAZIE E A ÚLTIMA CEIA

Como li algures, Santa Maria delle Grazie seria "apenas mais uma igreja em Milão", se não fosse o caso de abrigar, no refeitório dos monges, um tesouro chamado "Última Ceia".




Leonardo levou quatro anos - de 1494 a 1498 - para executar a sua obra prima (com um ritmo muito irregular, segundo consta - tão depressa passava dias e dias sem comparecer no local, como passava outros trabalhando afincadamente). Para tanto, usou uma técnica chamada a secco, que lhe permitiu ir fazendo infindáveis alterações. A facilidade de trabalho foi também a origem da vulnerabilidade da obra, já referida, menos de vinte anos após a conclusão, como "começando a degradar-se".
Se atendermos a que, depois disso, o espaço foi cavalariça do exército napoleónico, quartel de bombeiros e alvo de bombardeamento durante a WWII, teremos que concluir que a pintura é uma sobrevivente!
E no entanto devo confessar que, ciente dos vários restauros (o último terminado em 1999), eu estava ingenuamente à espera que as cores se apresentassem uma pouco mais vivas...

 A ocasião retratada na pintura é suposto ser a do momento em que Cristo diz que sabe que há entre os doze um traidor







O topo oposto do refeitório dos frades foi preenchido com uma pintura da Crucifixão, por Giovanni Donato Da Montorfano. A ideia programática parece ter sido a de representar o princípio e o fim da paixão de Cristo.
A guia empenhou-se em sublinhar a principal diferença entre as duas pinturas - enquanto que em Florença, de onde Leonardo vinha, já se tinha descoberto a perspectiva, que ele aplicou na "Última Ceia", esses modernismos ainda não tinham chegado a Milão, pelo que a "Crucifixão" é absolutely flat [palavras suas].

Eu que sou uma simple mind, também gostei do quadro a duas dimensões.






SANT'AMBROGIO

Santo Ambrósio é o patrono de Milão, celebrado a 7 de Dezembro. Por isso a abertura da temporada do Scala ocorre todos os anos impreterivelmente nessa data.

Em Sant'Ambrogio - por muitos considerada a expressão máxima do românico lombardo - tinha deixado umas contas por ajustar, aquando da última visita a Milão


É possível não enlouquecer com estes capitéis?!!!:





Dança de Salomé

Orfeu dominando múltiplas feras


Sant'Ambrogio encerra, aliás, múltiplas obras-primas da arte românica e outras anteriores ou posteriores à construção da basílica:

 Baldaquino (século X)

Altar (século IX)
 
 Púlpito (século XII) sobre sarcófago paleocristão dito de Stilicone

 Coluna da serpente (século XI?)


Sacello di San Vittore in ciel d'oro - o pequeno santuário paleocristão (século IV) dedicado ao mártir S. Vítor, cuja mais valia é a arte do mosaico, foi integrado no espaço da basílica de Sant'Ambrogio no século XV
  



Símbolos dos evangelistas (o leão saíu um pidassinho em estilo OGM...)



ANDREA CHÉNIER, NO TEATRO ALLA SCALA

Ah, espera, pois é, eu fui para ir à ópera!

À espera



À saída dos artistas I - o maestro Riccardo Chailly

À saída dos artistas II - na falta da diva, pedem-se autógrafos ao rapaz do gorro 

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Continuam a fascinar-me os faustos fascistas da estação de Milano Centrale . E sim, isto é um trava-línguas


Este edifício verde, já a caminho do aeroporto, foi a última imagem que me ficou da cidade. Arrivederci, Milano!