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sábado, 2 de março de 2019

Índico, Setembro / Novembro 2018 - apontamentos de reportagem

COMORES
A nossa primeira refeição nas Comores foi nas Brochettes de Clarisse

↑ O lixo e, com frequência, carcaças de automóveis, é infelizmente uma das características da ilha de Grande Comore ↓


Cartaz na marginal de Moroni. A verdade é que a quarta ilha do arquipélago, por referendo, continua território francês.

Cravinho a secar, em Mohéli




ZANZIBAR
 

↑ Dala-dala, o transporte interurbano, no arquipélago de Zanzibar ↓





MADAGASCAR

Por estas paragens, com frequência, as mulheres usam a cara integralmente pintada, seja com fins estéticos, seja para protecção da pele. Vimo-lo sobretudo nas Comores e em Madagáscar.
No primeiro caso, usam pó feito a partir de madeira de sândalo. Em Madagáscar, não cheguei a saber.
Em Moroni, Grand Comore
Em Morondava, Madagáscar
Em Bekopaka, Madagáscar
Em Andronovory, Madagáscar

Zebu a tomar banho (forçado), no rio Tsiribihina

↑ Travessia do rio Tsiribihina - a jangada era espaçosa, mas, no fim do embarque, a área deixada aos passageiros convidava a um mergulho no rio... ↓ O_o




Pousse pousse - este é o mais frequente meio de transporte urbano. Apanha-se como quem apanha um táxi:


Na verdade, a designação não é precisa, já que, a pé ou a pedais, o que os condutores fazem é puxar e não empurrar. 


O modelo que verdadeiramente corresponde à designação é o que está vocacionado para carga:




Taxi brousse, o transporte interurbano, em Madagáscar:




Mas também ainda se recorre a métodos mais primitivos... 

... ou mais expeditos:



A chegada dos taxi brousse a cada povoação provoca grande agitação - cada qual tenta vender as suas habilidades culinárias ou colheitas do quintal, para sobreviver:



O compra aqui e vende ali é mesmo o principal meio de subsistência para grande parte da população. 



Nas cidades, as fachadas das casas não se vêem, porque os passeios, se os há, estão ocupados por mil e uma tendas, que vendem tudo e mais alguma coisa.







Esta foi a única ocasião em que vi uma rua com lojas "normais"


Carvão - tal como tweetei na altura, é o combustível usado pela generalidade da população, que não tem orçamento para os elevados preços do gás ou da electricidade. Vê-se à venda ou a ser transportado, em toda a parte. 
 



Consequência - dramática desflorestação da ilha...


Fabrico artesanal de tijolos, na periferia de Antananarivo:





  


↑ Túmulos sakalava, à beira da estrada. Os sakalava são uma das 18 etnias que coexistem em Madagáscar. Os túmulos são pintados, retratando a vida do defunto. ↓


 

Política feita à bomba. Certa ocasião, os malgaches, tão descontentes estavam com o presidente em exercício, que foi convocada uma mega concentração de protesto, na capital. O visado não esteve com meias medidas e, para travar as pessoas que vinham do sul, não hesitou em mandar explodir uma ponte!


Lamba landy, uma mercadoria muito apreciada em Madagáscar, à venda junto da gare ferroviária de Fianarantsoa. Trata-se de um tecido utilizado para envolver os mortos. O ritual do famadihana - que consiste, muito resumidamente, em desenterrar o defunto, passeá-lo festivamente entre família e amigos, e voltar a enterrá-lo, envolto num novo tecido - é ainda praticado nalgumas regiões do país.


↑ Comparando as habitações dos patrões e as dos trabalhadores das minas, é fácil ver quem se sai melhor... ↓

Escolhendo desperdício, a ver se se encontra qualquer coisinha...


Garimpando, junto à cidade



Barragem da polícia, na estrada


↑ Fábrica de rum ↓




Calma, não estamos no Alentejo nem isto é um hotel! Hotely, em malgache, corresponde mais ou menos a tasquinha


Família carregando água, em Tuléar, a terceira maior cidade do país


Nos restaurantes de Madagáscar, os menus vinham à mesa, em monumentais ardósias, que os pobres empregados tinham que transportar





REUNIÃO

Na Reunião há uma maratona anual que atravessa a ilha, chamada Grand Raid, ou - com mais propriedade, diria eu - Diagonale des Fous. Caiu-nos em cima em Cilaos, quando à noite regressávamos a casa. E ali estivemos nós, no escuro, à espera que todos aqueles pirilampos descessem do Piton des Neiges...

S. Expedito (um santo que nem se sabe se efectivamente existiu) tem muitíssimos devotos na Reunião. São frequentes pequenas capelas(?) em sua honra, à beira da estrada.


Especificidades da toponímia reunionense




MAURÍCIA

Fazendo sumo de cana de açúcar. Hmmm...

Kite surf em Morne Brabant


Take away muçulmano, no nosso bairro em Port Louis, que várias vezes nos acudiu, bless them. Mas, como a perfeição não existe, não vendiam bebidas alcoólicas...