Milão, evidentemente, estava em festa, a festa do consumo
| Carnavais litúrgicos em Milano Centrale... |
| ... na Piazza del Duomo... |
| ... na Piazza della Scala... |
| ... nas galerias Vittorio Emanuelle |
SANTA MARIA DELLE GRAZIE E A ÚLTIMA CEIA
Como li algures, Santa Maria delle Grazie seria "apenas mais uma igreja em Milão", se não fosse o caso de abrigar, no refeitório dos monges, um tesouro chamado "Última Ceia".
Leonardo levou quatro anos - de 1494 a 1498 - para executar a sua obra prima (com um ritmo muito irregular, segundo consta - tão depressa passava dias e dias sem comparecer no local, como passava outros trabalhando afincadamente). Para tanto, usou uma técnica chamada a secco, que lhe permitiu ir fazendo infindáveis alterações. A facilidade de trabalho foi também a origem da vulnerabilidade da obra, já referida, menos de vinte anos após a conclusão, como "começando a degradar-se".
Se atendermos a que, depois disso, o espaço foi cavalariça do exército napoleónico, quartel de bombeiros e alvo de bombardeamento durante a WWII, teremos que concluir que a pintura é uma sobrevivente!
E no entanto devo confessar que, ciente dos vários restauros (o último terminado em 1999), eu estava ingenuamente à espera que as cores se apresentassem uma pouco mais vivas...
A ocasião retratada na pintura é suposto ser a do momento em que Cristo diz que sabe que há entre os doze um traidor
O topo oposto do refeitório dos frades foi preenchido com uma pintura da Crucifixão, por Giovanni Donato Da Montorfano. A ideia programática parece ter sido a de representar o princípio e o fim da paixão de Cristo.
A guia empenhou-se em sublinhar a principal diferença entre as duas pinturas - enquanto que em Florença, de onde Leonardo vinha, já se tinha descoberto a perspectiva, que ele aplicou na "Última Ceia", esses modernismos ainda não tinham chegado a Milão, pelo que a "Crucifixão" é absolutely flat [palavras suas].
Eu que sou uma simple mind, também gostei do quadro a duas dimensões.
SANT'AMBROGIO
Santo Ambrósio é o patrono de Milão, celebrado a 7 de Dezembro. Por isso a abertura da temporada do Scala ocorre todos os anos impreterivelmente nessa data.
Em Sant'Ambrogio - por muitos considerada a expressão máxima do românico lombardo - tinha deixado umas contas por ajustar, aquando da última visita a Milão
É possível não enlouquecer com estes capitéis?!!!: Orfeu dominando múltiplas feras
Sant'Ambrogio encerra, aliás, múltiplas obras-primas da arte românica e outras anteriores ou posteriores à construção da basílica:
Baldaquino (século X)
Púlpito (século XII) sobre sarcófago paleocristão dito de Stilicone
Coluna da serpente (século XI?)
Sacello di San Vittore in ciel d'oro - o pequeno santuário paleocristão (século IV) dedicado ao mártir S. Vítor, cuja mais valia é a arte do mosaico, foi integrado no espaço da basílica de Sant'Ambrogio no século XV
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Símbolos dos evangelistas (o leão saíu um pidassinho em estilo OGM...)
ANDREA CHÉNIER, NO TEATRO ALLA SCALA
Ah, espera, pois é, eu fui para ir à ópera!
À saída dos artistas I - o maestro Riccardo Chailly
À saída dos artistas II - na falta da diva, pedem-se autógrafos ao rapaz do gorro
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| Continuam a fascinar-me os faustos fascistas da estação de Milano Centrale . E sim, isto é um trava-línguas |
Este edifício verde, já a caminho do aeroporto, foi a última imagem que me ficou da cidade. Arrivederci, Milano!
















































